semana decisiva antes do primeiro turno

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Editorial  RNA  – 02.10.2018

Chegamos a uma semana quase decisiva na história do Brasil. Ou se muda a caminhada desastrosa do atual governo/parlamento e poder judiciário, ou regressaremos  a mais um tempo de escravidão, com outra máscara. As eleições do próximo domingo não resolverão de uma semana para outra, os sofrimentos dos trabalhadores, dos jovens, dos que vivem na pobreza. Nem será salva imediatamente nossa Amazônia, do saque das riquezas e dos venenos agrícolas. Mas poderá ser o início de um novo tempo, para os que hoje pagam o preço da irresponsabilidade de políticos, juízes e ministros.

O foco das propagandas eleitorais tem estado em torno de quem deve ser o próximo presidente da República. Isto é importante, mas não basta. Um outro foco deve ser clareado, porque pode ser até mais importante do que a escolha do presidente. Trata-se do foco na escolha dos novos deputados e senadores. Por falta de uma compreensão de como funciona a administração pública, muitos não percebem que o congresso Nacional tem poder de aprisionar o presidente, pois os projetos deste, por mais essencial que seja depende de ser aprovado pelo Congresso Nacional. Basta analisar os deputados e senadores que terminam seu mandato em dezembro próximo e maioria deles se apresentando em busca de reeleição. Quantos deles derrubaram do cargo a eleita presidente Dilma Roussef? Quantos apoiaram os projeto de Michel Temer de destruir as leis trabalhistas e quantos apoiam o uso de veneno agrícola nas plantações  de soja, entre outras desgraças para a maioria da população.

Por isso, que é necessário todos os e as eleitoras escolherem bem os próximos dois senadores de cada Estado e os deputados federais.. Mas que sejam competentes, honestos e já vinham defendendo os interesses dos trabalhadores, dos pobres, do SUS e da Amazônia. Quem defende, ou se cala diante dos projetos  hidroelétricos nos rios da Amazônia, e os que defendem, ou se cala diante da mineração destruidora na nossa Amazônia, não podem ser votados por nós  que vivemos e sofremos as consequências desses desastres. Serão dezoito senadores e dezenas de deputados federais a serem eleitos nos nove estados da Amazônia. Não podemos deixar para escolher na última hora. No meio de tantos oportunistas deve haver alguns  comprometidos com nossos direitos. Votar é um direito, votar consciente é um dever.

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Notícia comentada para Rádio Rio Mar

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Notícia para Rio Mar 08.10.2018

Se democracia  é o governo do povo, para o povo e pelo povo, então certamente que no Brasil hoje não existe democracia. Como pode o povo ser sujeito da política se só é respeitado na busca de votos? Se os políticos falam em democracia, mas ignoram o povo durante cada quatro anos e se candidatos que já ocuparam cargos públicos  entraram pobres e saíram ricos dos mandatos? Basta olhar no Estado do Amazonas, quantos dos candidatos nestas eleições do domingo passado, já tinham ocupado cargos antes e o que fizeram pela educação, pela saúde, pela moradia dos manauaras e amazonenses das periferias? Quantos deles se preocuparam e procuraram atender aos direitos dos povos indígenas?

Vários que você conhece e que conheço um pouco, estão muito bem de vida e procuraram seus votos novamente. Há quem acuse os eleitores por elegerem políticos corruptos, ou incompetentes.. Não concordo muito. Culpados não, mas são responsáveis pela presença de maus políticos exercendo cargos, afinal, são os e as eleitoras que votam e elegem. Mas os culpados reais são, a falta de informação, a manipulação dos meios de informação especialmente a televisão e o rádio e também a descrença que maioria da população tem sobre os políticos.

É comum se ouvir dizer que todos eles são farinha do mesmo saco. Por conta dessas causas, ;e que boa parte dos eleitores vota em qualquer, ou vota a troco de favores, o que é crime de venda de voto. E aí sim, quem vende seu voto, ou vota em qualquer um torna-se de fato culpado de maus políticos estarem novamente nos cargos.

Agora vai acontecer o segundo turno, tanto para presidente como para governo do Amazonas. Você eleitor/a não pode se tornar culpado por votar sem escolher bem o mais competente, mais honesto e que no passado sempre esteve defendendo os interesses da maioria dos amazonenses, tanto os das periferias da cidade, como dos municípios do interior. O mesmo alerta para a escolha do próximo presidente da república, qual dos dois, de fato já fez mais pelo bem do povo no passado?

o calor político mais quente que o clima

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ANÁLISE DA SEMANA PARA PROGRMANOSSA VOZ É NOSSA VIDA – 30.09.2018

O verão está esquentando,  chegando a 37 graus centígrados pelas 14 horas do dia. Mais quente ainda, está o clima político nesses seis dias que antecedem as eleições no Brasil. Candidatos de todas as cores e muitos sorrisos, com promessas de resolver graves problemas que prejudicam os pobres e os trabalhadores. Para isso, todos e todas solicitam encarecidamente seus  e meus votos. Quem não está bem são milhares de eleitores, que ainda não tem os seis nomes de candidatos honestos, competentes e comprometidos com nossas necessidades da região e do país.  Certas caras que aparecem na televisão são veteranas, raposas manhosas.

Se as dúvidas são tantas,  e até o descrédito é grave, não se pode fechar os olhos para não ver o perigo. É preciso aproveitar o momento para mandar plantar batata a muitos oportunistas e escolher alguns que são confiáveis. Papa Francisco falando em políticos em 2017 disse algo que merece nossa atenção.  Disse ele: “Há necessidade de dirigentes políticos, que vivam com paixão o seu serviço aos povos, solidários com seus sofrimentos e esperanças; políticos que coloquem o bem comum antes de seus interesses privados, que sejam abertos a ouvir e aprender no diálogo democrático, que juntem a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação”.  Com essa inspiração do Papa Francisco,  podemos prestar a atenção e acharemos seis políticos dignos, um para presidente da república, dois senadores, um governador, um deputado federal e outro estadual. Como então separar o joio do trigo, como distinguir os bons  políticos dos maus candidatos? Algumas pistas para você achar nomes confiáveis: 1. Fulano já exerceu cargo público antes (vereador, deputado, secretário, senador) e a gente reconhece que ele ou ela sempre defendeu as necessidades da população, enfrentou os que só querem usufruir do cargo? 2. Aqui na região, ele ou ela sempre defendeu os direitos dos trabalhadores, dos estudantes, dos usuários de ónibus urbano? Lutou contra os projetos hidroelétricos nos rios Xingu e Tapajós? Se sim, merece ser votado; 3. Quando foi vereador, deputado ou exerceu cargo público, ele ou ela foi claramente contra  as mudanças nas leis trabalhistas promovidas pelo ilegítimo Michel Temer? 4. Se ele, ou ela é candidato por primeira vez, mas  na sua vida pública, ou comunitária foi sempre bom líder popular, defendeu os interesses da comunidade? Se sim, então merece nossos votos. Por exemplo, dos 17 deputados federais do Pará, apenas três foram contra  a mudança das leis trabalhistas de Michel Temer. E dos três atuais senadores só um  votou contra. Os outros venderam seus votos prejudicando todos os trabalhadores e agora chegam comprando nossos votos com obrinhas aqui e ali. Esses devem ser condenados sem nossos votos.

Ontem houve um momento bastante forte de cidadania, promovido por milhões de mulheres acompanhadas de homens em todo o Brasil. Em Santarém, a marcha teve muitos jovens clamando por justiça e respeito às mulheres que foram ridicularizadas por um candidato a presidente da república. Era geral o grito de ELE NÃO!. O candidato que revelou esse e outros preconceitos deve estar arrependido de revelar seus compromissos fascistas antes das eleições. Mexeu com os  brios femininos e a reação veio na hora  e certamente ele perderá milhões de votos no dia 7 de outubro. Quem acha que pode dizer o que quer, terá resultado que não queria.

Finalmente, pensando em colaborar com seu dever cidadão de votar com justa consciência, desejo que possamos contribuir para mudar essa grave situação brasileira, com 13 milhões de desempregados, hospitais sem medicamentos e tantos outros problemas e ainda políticos corruptos querendo continuar nos cargos.  Não será uma mudança de um mês para outro, mas podemos iniciar nova etapa da vida nacional. Seus e meus votos  farão a diferença, coragem, não se omita.

importância das eleições em outubro

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Análise da semana  –  Nossa Voz é Nossa Vida  – 23.09.2018

Para os e as cidadãs que buscam o bem comum de nossas comunidades, as eleições do próximo dia sete de outubro não é como um jogo entre Vasco e Corintians. Está em jogo nossas vidas, nosso futuro. Para os cristãos que seguem o projeto de Jesus Cristo, as eleições próximas são uma questão moral, em busca de justiça social, respeito aos trabalhadores e os pobres. Hoje  a administração do país está entregue nas mãos de irresponsáveis e políticos oportunistas como os que venderam seus votos ao ditador Michel Temer e agora chegam dizendo que trouxeram verbas para obras na região. Verbas trocadas por voto contra os trabalhadores. Esses são desonestos e devem ser eliminados da vida pública.

Nas comunidades católicas o Evangelho a ser proclamado hoje nas celebrações, dá uma indicação para escolha de candidatos nas eleições do próximo dia sete de outubro. Trata-se de um confronto entre os interesses dos discípulos e o projeto do mestre. Aqueles disputavam que seria o mais importante no Reino do Mestre. Este percebe as ambições deles os alerta dizendo: quem quiser ser o importante no Reino seja o que mais serve aos outros. O que acontece hoje entre os disputantes a cargos eleitos nas eleições. Basta observar nos programas que rolam  no rádio e televisão.

A maioria deles afirma convictos que só precisam de seu voto para se dedicarem a buscar recursos e obras para educação, saúde, obras e obras para a região. Umas caras já veteranas, que nada fizeram para a saúde, educação, uns até venderam seu voto ao Michel Temer para prejudicar os trabalhadores e pobres, afirmam com a maior cara de pau, que se eleitos trabalharão pelo bem do povo. Como acreditar neles? Já foram eleitos outras vezes, ganharam bons salários, não enfrentaram a destruição de nossas florestas com monocultura de soja, não denunciaram os vários portos projetados para Santarém, Belterra e outros entre Santarém e Miritituba.

Quem desses foi contra essas desgraças para os moradores do Tapajós? Nenhum. Quem deles se levantou contra o projeto Embraps a destruir parte da APA  Maicá? O Evangelho afirma que o mais importante no Reino é o que mais serve aos outros. Eis aqui uma pista para você escolher os candidatos certos no dia sete de outubro. É possível que você continue em dúvida sobre quais desses centenas de candidatos mais serviram ao povo nos cargos que ocuparam.  Pessoalmente já achei seis candidatos que na minha busca me parecem merecedores. Você também precisa achar, pois no meio de tantos alguns são honestos, competentes e sempre estiveram defendo interesses dos trabalhadores e dos pobres.

Mudando de assunto, outras coisas boas aconteceram. Entre outras, a criação da cooperativa dos produtores da agricultura familiar. Certamente será uma positiva alternativa ao uso dos agrotóxicos na produção agrícola. Cooperativa é uma modo de trabalhar solidário entre os sócios. Isto demanda consciência e companheirismo.

Outro acontecimento positivo da semana foi a denúncia do abandoo na conclusão do hospital materno infantil. Iniciado no governo Maria do Carmo, com verbas liberadas pelo governo Lula, não se sabe q porque o recurso sumiu e a obra continua inacabada. Um grupo de indignados fez uma manifestação contra mais esse desmando da prefeitura. E assim, a semana passou e nossa semana começa hoje mais próxima do dia das eleições nacionais. Se queremos uma vida mais igual, com os pobres tendo vez na educação, saúde segurança e hospital materno infantil concluído precisamos escolher corretamente os candidatos que lutaram e lutam conosco.

Voto por dever e voto por obrigação

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Editorial  RNA  – 09.10.2018

No Brasil a Constituição garante o direito de voto aos jovens  de 16 e 17 anos, os idosos de mais de 70 anos e os analfabetos de escrita e leitura. Sim, importante essa classificação, porque há outro  tipo de analfabeto que é o que não se interessa e não procura entender a política e por isso se omite, ou é Maria vai com as outras.  Sabe ler e escrever, mas não sabe, nem se interessa de compreender a realidade política e social.

No primeiro turno das eleições de domingo passado, aconteceu algo numa comunidade rural de Santarém, que deve ser refletida em toda a Amazônia para não se repetir. O mesário impediu uma eleitora de votar, por ser analfabeta, mesmo tendo título correto. Simplesmente mandou-a sair sem depositar seus votos. Ela saiu indignada por ser impedida de exercer seu direito.

Pode-se imaginar quantos outros crimes como esse aconteceram em outros lugares pela Amazônia e Brasil a fora. Pois o IBGE informa que são sete milhões e oitocentos mil brasileiros analfabetos adultos. Para informação dos mesários analfabetos de consciência eis informações corretas. A Constituição nacional garante o seguinte: O voto do analfabeto não é obrigatório mas é um direito absoluto.  E um eleitor comparecer  para votar o mesário colhe sua impressão digital na folha de votação e o eleitor terá direito de um auxiliar de sua inteira confiança para ajuda-lo a colocar os votos na urna eletrônica.

Caso o mesário impedir a votação do eleitor analfabeto poderá se processado e cumprir sentença Portanto, no próximo dia 28 todos os analfabetos devem comparecer às urnas acompanhados de uma pessoa auxiliar e escolher qual dos dois candidatos em disputa terá mais condição e vontade de trabalhar em defesa  dos pobres, dos jovens, das mulheres e dos analfabetos.

presente e futuro dos povos indígenas na Amazônia

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Editorial RNA – 05.10.2018

O presente e o futuro  dos povos tradicionais e indígenas da Amazônia, como também dos pobres do nordeste e do sul do país está em jogo, para o bem, ou para  mais desgraça. Isso depende de como eleitores/as vão votar nas eleições de domingo. Já se sabe que a mudança não será de uma semana para outra. Não basta eleger ocupantes do congresso nacional e presidência da república e esperar milagre imediato. Mas dependerá seriamente de quem será eleito presidente e quem será eleito senador e deputado.

No debate de ontem à noite na televisão, ficou bem claro quem propõe compromisso com os trabalhadores e os pobres e quem  defende  um governo para os ricos. E grave também foi a ausência do candidato que defende governar o país com preconceitos contra as mulheres, contra os trabalhadores e contra as minorias sociais. Ele fugiu de se expor na esperança de ganhar a eleição enganando os desavisados. Houve até candidatos que defendem  a continuação da destruição da Amazônia, ao proporem hidroelétricas e exploração mineral.

As eleições serão domingo em primeiro turno. Cada eleitor tem o dever cidadão e cristão para os que seguem Jesus Cristo, de levar para diante da urna sua lista com seis nomes de candidatos  honestos, competentes e comprometidos com os direitos da maioria dos brasileiros. Um bispo cristão de Jales afirmou que “o destino saudável do Brasil, depende de nossa opção em defesa  do que é verdadeiramente justo”. E se pode acrescentar – então o que é justo para os moradores da Amazônia e os pobres do Brasil? Um presidente que tenha compromisso com as leis trabalhistas, com um salário mínimo justo, com  cobrança de impostos dos empresários e dos Bancos, que aplique os recursos públicos  no bolsa família, em  minha casa minha vida, em geração de empregos, em defesa dos direitos dos povos indígenas e quilombolas.

Por isso, nós eleitores não podemos nos omitir, votar em qualquer um, ou mais grave, votar em quem pensa governar com violência e desprezando as mulheres e os trabalhadores.

Análise sobre primeiro turno das eleições

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Notícia para ALER/ Pan Amazonia  – 10.10.2018

Domingo passado aconteceu o primeiro turno das eleições nacionais no Brasil. Votos apurados em cinco horas resultados apresentados imediatamente. Aplauso à tecnologia da urna eletrônica. Como as últimas pesquisas anunciavam, dois candidatos foram classificados para o segundo turno, no próximo dia 28.10. E agora o que pode acontecer neste segundo turno? O grau  de aceitação, 47.15 por cento dos votos  ao candidato da extrema direita e pro fascista, Jair Bolsonaro, causou certa preocupação em pessoas que se preocupam com a manutenção da frágil democracia brasileira. O segundo colocado, Fernando Haddad da esquerda moderada recebeu apena 27,65 por cento dos  votos.

Como explicar que um ex capitão do exército, sem outra formação política, tendo sido deputado vários anos sem quase nenhuma contribuição positiva à sociedade, agora sendo bem votado pela classe média e muitos pobres? Um candidato que publicamente se declarou contra negros, indígenas, mulheres, homossexuais, defende a tortura a criminosos, o que esperar se ele for eleito presidente da República?

Jornais internacionais manifestam preocupação com o futuro próximo do Brasil. Um deles, Manuel Castells acaba de fazer a seguinte análise: “ O Brasil está em perigo, porque depois da eleição de Trump, nos USA, da tomada de poder por um governo neo fascista na Itália e assubida de nazistas na Europa, o Brasil pode eleger um presidente fascista, defensor da ditadura”.  Estranhamente, pastores das igrejas evangélicas, liderados pelo fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, fecharam acordo de mandar seus congregados votarem no candidato que defende a pena de morte, tortura, e acabar com ministério do meio ambiente. Já os líderes da Igreja Católica apena estimulam seus congregados a votarem pela democracia, pela justiça e em  favor dos pobres. Alguns padres assumem claramente a defesa do voto em Fernando Haddad, por seu compromisso com a democracia, mas há padres apoiando Bolsonaro numa estranha interpretação do Evangelho. E assim, o futuro próximo dos pobres, dos jovens e das mulheres brasileiros está em risco. Dia 28 será dia de decisão de vida, ou morte.