Uma análise de um encontro com o prefeito Alexandre Von

Nota Postado em Atualizado em

14 de janeiro de 2014

Uma análise de um encontro com o prefeito Alexandre Von

É preciso dar um voto de confiança e credibilidade ao prefeito santareno nestes dias. Ele tem sido criticado por seu governo lento e comprometido com a classe empresarial. Mas outros pensam diferente  pois afinal, ele só concluiu o primeiro ano de mandato.

O voto de confiança proposto é sobre sua palavra dada no último dia 10 de janeiro, a um grupo de representantes de movimentos sociais. O grupo estava inquieto e preocupado com uma notícia que saiu no blog do Jeso recentemente, sobre o caso dos crimes cometidos pela dupla SISA/BURITI,  devastando 185 hectares de mata nativa, ao lado da rodovia que liga a cidade ao aeroporto. A informação dada pelo blog do Jeso dizia, que a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará SEMA, havia liberado a licença ambiental para  empresa Buriti em Santarém. E que agora só faltava o SIM do prefeito para ela continuar seu empreendimento imobiliário, mediante um TAC que a empresa já havia assinado. Os representantes dos movimentos sociais queriam saber do prefeito,  se ele conhecia o tal TAC e se concordava com ele; queriam saber também se ele iria dar o sim, sem  manter diálogo com os movimentos que vêm lutando há mais de um ano, em defesa do lago do Juá e do meio ambiente da cidade. Estavam surpresos com a decisão da  SEMA  estadual porque ainda no ano passado, em visita a Santarém, o governador do Estado havia se comprometido a estudar a desapropriação da área, exigir punição monetária pelos prejuízos ambientais causados e ali construir um Centro de Convenções para Santarém.

O diálogo entre o prefeito e os representantes dos movimentos sociais foi bem franco e Alexandre Von concluiu assim:

a)      O prefeito de Santarém desconhece o Termo de ajuste de conduta  produzido pela SEMA estadual;

b)      Se houve a licença da SEMA foi só a licença ambiental e não autoriza a empresa prosseguir com seu empreendimento;

c)      O prefeito de Santarém só aceita discutir um TAC mediante a presença do Ministério Público, da SEMA, da Universidade Federal do Oeste do Pará  e da empresa, pois só o MP tem poder de exigir cumprimento das regras do TAC;

d)      Para discutir qualquer decisão sobre o futuro da área prejudicada, o prefeito exigirá a presença de representantes dos movimentos sociais, que lutam  em defesa do lago do Juá e do novo destino da área devastada.

Estas foram as afirmações claras e públicas do prefeito Alexandre Von, que foram gravadas pelos participantes do diálogo. Por isso, se deve dar um voto de confiança na palavra do prefeito, que certamente não recuará de suas convicções de administrador sério,  que defende sua cidade e a população. O poder econômico não pode prevalecer sobre o bem comum de uma cidade como Santarém.

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