A doença está na raiz, mas querem curar cortando os galhos

Nota Postado em Atualizado em

Editorial na Rede de Notícias da Amazônia – 15.01.2014
A DOENÇA ESTÁ NA RAIZ, MAS QUEREM CURAR CORTANDO OS GALHOS
A situação dos presídios no Brasil é mais séria do que as soluções apresentadas até agora. O que está ocorrendo nestes dias em Pedrinhas no Maranhão é só uma amostra de que o caso é grave e sem solução imediata, como querem fazer, transferindo alguns mais perigosos a para outro presídio. Todos estão superlotados e sendo escola de revoltados. Em Santarém, o presídio Silvio Rol de Mora está construído para mais   com papelotes de droga, outros que deixaram de pagar pensão alimentícia e outros perigosos assassinos condenados.
Em Santarém, como em Porto Velho, Maranhão e São Paulo os condenados estão vivendo em situação desumana, em promiscuidade o que leva a revoltas, queimam de celas e assassinatos em série como nestes dias no Maranhão. Os mais violentos eliminam os mais fracos para abrir espaço de vida, pois não é possível estarem numa cela para 4 pessoas se espremerem 8 ou 10 prisioneiros. Imaginar que vão ficar quietos e orando a Deus o dia inteiro, quando não podem nem dormir sossegado é querer demais.
Causas para essas fábricas de criminosos são várias. Uma delas  é a lentidão da justiça, que permite um infrator de pequena causa permanecer meses no presídio morando entre criminosos perigos.  Outra causa mais grave ainda é a desigualdade social existente no Brasil.  Um quarto da população de 200 milhões de habitantes vive na miséria confirmada pelo cadastro do Bolsa Família. Pobres e miseráveis são  a quase totalidade dos moradores de presídios. Enquanto isso, criminosos do colarinho branco, senadores e deputados, juízes e doutores, ou não são são condenados, ou quando são ficam em celas especiais, porque têm um diploma, ou são eleitos pelo voto.
Agora, quando acontece mais uma tragédia anunciada como as mortes no presídio de Pedrinhas no Maranhão, então querem abafar a responsabilidade da governadora Sarney, senadores vão fazer visita inútil lá, pois as soluções não vão chegar à raiz do problema de todos os presídios. Querem apenas podar uns galhos, transferindo alguns perigos para outro presídio, ou construir mais um ou dois pavilhões.
 Não adianta quererem esconder o sol com uma peneira.
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