Nova versão do texto sobe hidroporto de Santarém

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Diante de Itaituba, Santarém passa vergonha

Santarém é considerada polo da região Oeste do Pará, sede da região metropolitana, e pretende ser a capital de um futuro novo Estado da Amazônia. Para essa “metrópole” convergem moradores dos 21 municípios do Oeste do Pará, em busca de saúde nos hospitais, educação nas universidades e centros acadêmicos, negócios no bom comércio local, entre outros motivos. Na cidade metrópole estão agências bancárias, aeroporto internacional, centros da previdência social, o Ministério do Trabalho e o presídio regional. Tudo isso, e muito mais, leva milhares de pessoas procurarem Santarém.

Mas quem viaja de barco, lancha ou bajara, vindo de Monte Alegre ou Itaituba, sente impacto negativo ao desembarque nessa tal metrópole do Baixo Amazonas. Qual a razão se estas cidades têm hidroportos modernos e bem aparelhados, com rampa de acesso móvel para os períodos de enchente e vazante dos rios? Nos referidos hidroportos há salas de espera confortáveis, guichês de compra de passagens, lanchonetes e até tela de televisão de bom tamanho para distração dos viajantes, sobretudo os dos barcos e lanchas velozes. Mesmo quem vem da cidade de Aveiro, das comunidades de Fordlândia e Brasília Legal, localidades que possuem trapiches mais bem equipados para receber e despachar viajantes de barco, sem perigo de cair no rio, ou escorregar e quebrar uma perna ou braço, se choca com a “vergonha de Santarém”, isto é, uma desastrosa rampa de acesso, cuja fixação é feita por meio de duas balsas mal prendidas na rampa de terra batida na subida da Praça Tiradentes, daí o nome do trapoche.

Esse local de embarque e desembarque da Tiradentes é a vergonha da cidade. Até os pontos de embarque privados, das lanchas rápidas, são exemplo de como se pode tratar dignamente qualquer passageiro.

Entra ano e sai ano, a população da cidade e dos municípios vizinhos denuncia o descalabro, a irresponsabilidade dos poderes públicos, mas a vergonha continua. A promessa de um digno hidroporto já vem de mandatos anteriores. Nos oito anos em que Maria do Carmo governou a cidade, tudo não passou de promessa, embora tenham chegado recursos financeiros federais para a construção do hidroporto bem moderno, tal como a população e os visitantes merecem.

Alegre expectativa foi criada nos habitantes locais e os serviços até que começaram. Todavia o tempo passou e a construção do sonhado porto de embarque e desembarque de passageiros parou, e não se prestou conta do uso do dinheiro público. A frustração tomou conta de todo mundo ainda mais porque o ponto de embarque da Tiradentes continuava servindo de risco para vidas humanas na chegada e na saída.

Aquela prefeita já se foi, um novo prefeito assumiu e a promessa de um novo e digno porto fluvial voltou ao noticiário. Afinal, o que se quer é que os erros anteriores sejam corrigidos e se questione para onde foram os recursos federais anteriores. Alexandre Von, o novo prefeito, garantiu fazer o que a outra não teve pulso de fazer, criando nova expectativa na população. Nova área foi comprada pelo município para a construção da estação hidroviária à altura da metrópole santarena. A prefeitura criou até um Núcleo de Gerenciamento de Obras com a competência de acompanhar e vigiar o andamento das obras com recursos federais e estaduais. Até hoje a sociedade santarena não ouviu e não leu prestação alguma das contas feitas por aquele organismo sobre o andamento da construção do hidroporto novo, que não foi concluído e nem se sabe quando será.

O prefeito Von entrou calado sobre a obra, calado continua e, há pouco mais de dois anos para encerrar seu mandato, a sociedade de nada sabe a respeito de quando será concluído o novo porto, digno do embarque e desembarque fluvial de Santarém.

A sociedade santarena não pode aceitar conformada essa vergonha do que é o trapiche da Tiradentes e ficar apenas murmurando pelas esquinas. Tem de reagir, cobrando enérgicas providências do Ministério Público, da Câmara dos Vereadores, de quem mais autoridade tiver, a fim de que Santarém deixe de continuar com essa vergonha. Calar é consentir com o descalabro e ofensa ao direito de ir e vir e desembarcar; murmurar pelas esquinas é covardia até coletiva.

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