Brasil e Venezuela dois países ricos à beira do abismo

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Análise de conjuntura para Rede Pan Amazonia/ ALER – 11.03.2015

Dois países ricos da América do Sul estão em grave crise, tanto econômica como política. Ne3m dá para se medir neste momento, qual dos dois está mais próximo do fundo do poço, se a Venezuela, ou o Brasil. Deixando a análise sobre a Venezuela para nossos companheiros/as da Rede Fé e Alegria, partilho aqui uma pequena análise sobre o Brasil.

A crise econômica acontece, segundo analistas do ramo, por causa de pelo menos dois fatores, um a crise internacional que repercute nas exportações de produtos brasileiros e também por causa de um erro de opção política dos dois governos do partido dos Trabalhadores, Lula e Dilma em 12 anos de mandatos. O Partido no poder construiu um pacto unilateral de conciliar interesses antagônicos, entre os ricos e os pobres. Com uma mão atendia os pobres com assistencialismo do programa Bolsa família e anexos para 50 milhões de brasileiros na miséria O que era para ser emergencial se tornou política pública  permanente; com a outra mão garantiu a continuidade do enriquecimento dos que já eram ricos, os Bancos, o agronegócio, os grande empresários. Com isso os governos petistas quiserem ignorar a luta de classes que já existia muito antes de Lula chegar ao poder. Tal pacto era falso e chegou ao ponto que chegamos hoje.

O balão da economia que ia mais ou menos bem nos oito anos de Luta no poder, explodiu nos dois mandatos da sucessora. Para ser reeleita iludiu seus eleitores com promessas da garantir os direitos dos pobres. Eleita, em apenas um ano e meses, faz  exatamente o contrário, cortando direitos dos trabalhadores, aumentando tarifas de energia elétrica, mas sem tocar nas facilidades dos ricos. Ela tenta salvar seu mandato, sem se importar com seus eleitores.

Com o escândalo da Petrobrás, com o chamado lava Jato, vários membros do Partido dos Trabalhadores e membros do governo, a oposição que não aceita a continuidade um governo popular no poder tenta agora provocar o impeachment da presidenta. Mais grave na crise é que várias empresas empreiteiras que vivem de contratos com o governo para construir grandes obras como as hidroelétricas na Amazônia, entre as quais a barragem de Belo Monte, já com metade construída e com quase 30 bilhões de reais em custo, o governo diz não abrir mão das hidroelétricas no rio Tapajós, mesmo violando a constituição nacional e o tratado internacional da Organização Internacional do Trabalho, que implica respeito aos direitos dos povos tradicionais da região. Essas mesmas empreiteiras estão construindo obras nos países vizinhos e com seu envolvimento no escândalo da Petrobrás, o governo federal tenta salvar o direito das empresas continuarem com as construções das hidroelétricas na Amazônia e nos países vizinhos. Resta saber como a justiça vai concluir as investigações e sentenças que serão aplicadas.

O Impeachment da presidente Dilma não parece acontecer, mas ela continua muito desgastada perante a opinião pública alimentada pelas grandes redes de televisão e redes sociais. O futuro próximo do Brasil é incerto, tudo pode acontecer. O certo mesmo é que os pobres vão continuar sofrendo diminuição de sua renda e a democracia ficará mais manchada.

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