A Presidenta em seu labirinto

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A presidenta em seu labirinto

Finalmente despertou o gigante adormecido em berço esplêndido, como canta o hino nacional brasileiro. Bastante gente saiu às ruas, em dezenas de cidades para clamar que do jeito que está a situação nacional não dá para continuar. Dois relativamente grandes movimentos de ruas aconteceram nos últimos dias.

Mesmo com dois tipos distintos de motivação, os manifestantes de sexta feira passada e os de domingo, tiveram alguns pontos em comum. Divergiam quanto a querer, ou não, o impeachment da presidente Dilma. Os manifestantes de domingo passado, animados pelos canais de televisão das oligarquias da comunicação, exigiam o afastamento da presidenta. Diziam que foi a maior manifestação popular no país e muitos anos, enquanto os críticos  lembravam que muito mais milhões a elegeram na eleição de outubro passado e que o clamado impeachment não tem sentido agora, pois a presidente Dilma não cometeu crime para tal punição.

O que se revelou comum nos dois tipos de manifestação, foi o grito por justiça e paz, por  mudança na atual estrutura econômica e política do país e contra a corrupção que se alastra há muitos anos e explodiu no recente caso do rombo na Petrobrás. O que os manifestantes expuseram, é que não é possível a presidente, para manter seu cargo, sacrifique a maioria dos brasileiros com impostos, aumento da tarifa de energia elétrica e submissão do governo aos deputados e senadores.

A presidenta está acuada. Não parece saber como sair deste labirinto. Para salvar seu mandato e escapar de seus opositores, ela colocou em importantes ministérios federais, representantes dos latifundiários, dos banqueiros e empresários. Prefere tal política de acordo com os ricos, a salvar as vidas dos mais pobres. A economia do país está caindo de produção, a corrupção desmascarada na Petrobrás e o revanchismo dos opositores que perderam nas eleições passadas, ampliam a crise atual que vive o País.

De repente os clamores populares chegam às ruas, exigindo moralização na política, direitos adquiridos não sejam mudados e os corruptos sejam rigorosamente punidos. O lulismo continuado por Dilma Rousseff chegou ao limite e possibilidade. Em doze anos e meio de mandato não deu para conciliara com uma mão distribuir assistencialismo barato aos miseráveis, com a outra deixar os ricos ganhando lucros enormes, além das propinas. Daí o labirinto em que está metida a presidente Dilma.

Se a curto prazo não haverá mudanças mais radicais na política do governo, se o impeachment da presidenta não vai acontecer agora, uma das soluções necessárias está sendo proposta pelas lideranças da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB e a Conferência Nacional dos bispos do Brasil, CNBB, junto com centrais sindicais e Consulta Popular: Realizar urgente um plebiscito popular  pela criação de uma constituinte exclusiva e soberana. Esta é a saída mais viável para a sociedade brasileira. Não será solução imediata porém, a mais segura. Desde que os políticos de mandatos atuais estejam fora da Constituinte, sendo ela soberana e exclusiva.  Só a sociedade civil organizada e comprometida com o bem comum da nação poderá mudar a conjuntura grave em está metida. Daí a importância de entidades sérias  e mais isentas como a OAB e CNBB estarem assumindo o compromisso com o plebiscito por uma Constituinte exclusiva e soberana. A presidente Dilma, ao ser retirada do labirinto em que está perdia  deverá voltar para casa e cuidar de seus netos.

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