Análise de conjuntura para MTV e nossa luta aqui e agora – 08.07.2015

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Análise de conjuntura para MTV e nossa luta aqui e agora – 08.07.2015

1.Somos vítimas de um sistema sócio, econômico e político em crise:

  1. Precisamos estar bem cientes de que o avanço do progresso na cidade, na região e no rio Tapajós faz parte de um sistema global, onde o capital ignora os países, as nações e os povos. Ver o caso da Grécia hoje frente à União europeia. A raiz do conflito lá e a relação com o Brasil.
  2. Por que o governo Dilma cortou 7 bilhões do orçamento da educação; arrochou os impostos e tarifas, por que cortou direitos trabalhistas, num corte de 70 bilhões de reais do orçamento = tudo parar recuperar a economia e pagar a dívida pública = R$ 334 bilhões e 600 milhões de reais neste ano. Por que o governo se vê obrigado a pagar os juros e a dívida pública não diminui? Em 2014 eram de 251.100 bilhões e hoje chega a 334.600 bilhões; O governo não ousa enfrentar os Bancos e os credores, como agora tenta fazer a Grécia. Caso o governo decidisse cobrar os impostos das grandes empresas e Bancos como deveria, de Janeiro a maio arrecadaria cerca de R$ 200, bilhões de reais. Por que não faz?
  3. Olhemos agora nossa região – Avanços do progresso: 4 portos graneleiros em Miritituba; sete barragens no tapajós, 4 protos graneleiros na boca do lago do Maicá, em frente da cidade  ( 450 carretas diárias, numa avenida que cortará sete bairros e mais várias comunidades rurais), crescimento do complexo Cargill (300 carretas diárias até o final do ano), fábrica cimento na periferia de Santarém, entreposto da Zona Franca de Manaus em Santarém, shopping center, ampliação do aeroporto, ALCOA tenta invadir Gleba Lago Grande. Tudo isso a ferro e fogo, goela abaixo e a população passiva, os vereadores coniventes, o prefeito aplaudindo o progresso, as associações de bairros sem rumo, Movimento Tapajós Vivo esquelético, os universitários alheios, em fim…;
  4. Consequências desse progresso: perda de território, perda de identidade, deterioração da qualidade de vida, destruição da natureza. Pelo agronegócio aumenta o uso de agrotóxicos na região, com as barragens será destruída a dinâmica do rio tapajós e violenta  direitos dos povos tradicionais;
  5. O que fazer – A situação se revela tão agressiva e global que perguntamos se temos como enfrentar essa estrutura tirânica. Possível é, se não podemos enfrentar o capitalismo neo liberal como um todo, nem o PAC do governo amplificado, podemos contribuir com outros que estão enfrentando, pelas beiras: MST, Movimento sem Teto, Consulta popular, Movimento pela constituinte livre e soberana, etc. Podemos marcar presença aqui na região fortalecendo a resistência, enfrentando aqui na região as estratégias do progresso que destrói nosso território e nossa identidade.

Existem já alguns movimentos e organizações populares que lutam em setores mais localizados, como MTLM, FAMCOS, UNECOS, Z-20, CITA, Movimento em defesa do Urumari, UES, pastoral social, etc. Mas temos lutas mais abrangentes que atingem todos, como os Portos da Área Verde, e as barragens no Tapajós. Esta luta precisa unir nossas forças todas, numa estratégia que possa barrar o que parece impossível.

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