ANÁLISE CONJUNTURAL PARA PAN AMAZÔNIA – 25.08.2015

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ANÁLISE CONJUNTURAL PARA PAN AMAZÔNIA – 25.08.2015

Na Amazônia brasileira, a floresta é destruída com apoio de órgãos ambientais federais. Além de o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, IBAMA e o Instituto Brasileiro de Colonização e Reforma Agrária, INCRA terem poucos funcionários para uma região tão grande a ser acompanhada, muitos funcionários entram em quadrilhas de roubo de madeira. Calculam pesquisadores que cerca de 80 por cento da madeira exportada pelo Estado do Pará são ilegais, mas legalizadas através de fraudes.

Pela rodovia Curuá una, município de Santarém, passam todas as semanas, dezenas de carretas carregadas com toras de madeira à noite, para evitar a fiscalização. Mas nem há necessidade disso, já que basta organizar a sociedade criminosa com funcionários dos órgãos ambientais para se formar uma quadrilha de roubo de madeira. Quando a Polícia Federal decide agir, flagra a organização. Nestes dias, a Polícia Federal decidiu agir. Concluiu uma investigação que vinha fazendo desde o ano passado, e decretou 21 prisões de ladrões, 37 ações de busca e apreensão de equipamentos a serviço da organização criminosa. Entre os presos estavam seis funcionários do IBAMA e dois funcionários do INCRA, sendo um deles o superintendente em Santarém.

Esta operação foi localizada em três estados brasileiros, porém, a destruição da floresta continua sistemática. Mesmo o governo brasileiro anunciando ao mundo que está controlando o desmatamento da floresta, que baixou de 26 mil quilômetros quadrados em 2004, nos três últimos anos o Instituto Nacional de Pesquisa Amazônica, IMPA constata em torno de 5 mil quilômetros de floresta destruída a cada ano.

Quatro sujeitos são os principais causadores dessa destruição, os madeireiros, os fazendeiros de gado, os plantadores de soja e o governo federal com os projetos hidroelétricos. Para alimentar o crescimento econômico do país, o governo estimula o extrativismo e o cultivo de produtos que o mercado internacional procura, especialmente carne de gado e soja, além dos minérios. Daí faz parte dessa estratégia, o sucateamento dos órgãos de vigilância ambiental na Amazônia, como IBAMA e INCRA.

A operação madeira limpa, realizada nestes dias pela Polícia Federal em três estados da federação é louvável, porém não significa que a corrupção de órgãos públicos vá terminar. Afinal, outras quadrilhas surgirão um tempo depois, já que o comércio ilegal de madeira continua rentável para os ladrões organizados em quadrilhas, que reúnem funcionários públicos como facilitadores.

A história do lava jato que hoje escancara em Brasília, não está só no grande escalão. A Polícia Federal em Santarém indica que está alastrado de cima abaixo. Resta saber quando a justiça vai levar até as últimas consequências de levar ao presídio por 10 ou mais anos, deputados, prefeitos e outros servidores públicos que lesam o dinheiro público a seu benefício.

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