Conjuntura brasileira nestes dias

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Análise para Pan Amazônia – 28.09.2015 – traduzida e transmitida para América Latina
Edilberto Sena – Comissão diocesana Justiça e Paz
A conjuntura político econômica brasileira continua instável, com tendência a ficar mais grave. A crise econômica é muito crítica, o peso das consequências recai sobre os trabalhadores e os mais pobres, além da classe média. De acordo com notícia recente no jornal de São Paulo, o tamanho do corte nos programas sociais corresponde a 74% do superávit primário, prometido pela União em 2016: R$ 34,44 bilhões. O governo Dilma Rousseff não pensa cobrar os devidos impostos dos ricos e não tem coragem de decretar moratória da dívida pública. Cerca de 230 bilhões de reais são extraídos do orçamento a cada ano para pagar os juros dessa dívida infindável. Isso se explica quando ela escolheu para ministro da fazenda pública um banqueiro, que está ali para defender os interesses dos bancos e do capital estrangeiro. O Banco Nacional de Desenvolvimento econômico e social, BNDES, que já foi considerado um dos maiores bancos do planeta, hoje está sem recurso para financiar os grandes projetos do Programa de aceleração do crescimento econômico, o PAC.
Outro setor crítico da conjuntura nacional é a guerra política de interesses em conflito. De um lado, o presidente da Câmara dos deputados federais, Eduardo Cunha controla boa parte da Câmara de deputados e entrou em guerra com a presidente e teta provocar um impeachment para afastá-la do cargo. Por outro lado, ela está perdida em seu labirinto, fragilizada e sem o suporte dos aliados, inclusive de seu próprio partido dos trabalhadores. Tentando salvar o cargo vai cedendo ao partido do vive presidente Michel Temer, PMDB, que sonha detoná-la e assumir o cargo de presidente. Se se ler apenas os grandes jornais e canais de televisão de oposição se pensa que a presidente cairá em breve do poder. Mas analistas mais sensatos pensam que ela, sem apoio de aliados e sem carisma político poderá renunciar ao cargo antes do fim do mandato.
Enquanto isso, sobre a tarifa de energia elétrica, sobre os preços dos combustíveis, aumenta o desemprego no país e se multiplicam as greves de trabalhadores. Em fim, o gigante da América do Sul, sétima economia mais forte do planeta está doente e bem doente. Tem cura? Tem sim, mas não com os remédios que o governo está adotando. Os movimentos sociais e as centrais sindicais estão exigindo que o governo mudo a estratégia e dê atenção às demandas dos mais pobres. Os próximos meses dirão que rumo o país vai tomar.

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