Se a COP21 fosse em Manaus…

Postado em Atualizado em

Análise breve sobre a Amazônia à luza da CPO21 – 03.12.2015

Se o encontro dos chefes de Estado do Mundo, nestes dias reunidos em Paris, estivessem reunidos em Manaus, La Paz, ou Suriname qual seria a diferença? Será que as decisões seriam diferentes em relação ao cuidado com o planeta? Imagine Obama, Holande, Cameron, Dilma, Correa, mirando a cobertura de fumaça, cobrindo o rio Amazonas, a seca extraordinária provocando queima de floresta pan Amazônica, será que teriam mais consciência do limite da mãe natureza?

Só na Amazônia brasileira, de acordo com o Instituto Nacional de pesquisa amazônica, IMPA em Manaus, indica que mais de seis mil quilômetros quadrados de floresta foram destruídos  de agosto de 2014 a julho de 2015. Certamente que lá em Paris todos os chefes de Estado já sabem do desastre com o rompimento da barragem de lixo da mineradora em Minas Gerais, que além de destruir o habitat de  cinco mil famílias ao redor da barragem, aniquilou todo um rio e sua biodiversidade. E os conflitos hoje acontecendo entre as empresas mineradoras no Peru e as petroleiras na Amazônia equatoriana, será que tudo isso sensibilizará os senhores do mundo em Paris?

Para muitos, a Amazônia, que cobre nove países da América do Sul, é ponto essencial para o equilíbrio do clima e salvação do planeta. Mas como exigir que a China deixe de comprar ferro da multinacional brasileira VALE? E como exigir que Correa deixe de destruir a floresta amazônica para extrair petróleo, contra a vontade dos indígenas?

O Papa Francisco já deu um alerta – “ou se tomam decisões sérias e concretas para conter as agressões à natureza, ou será nosso suicídio coletivo”. Mas será que se pode esperar decisões sérias dos chefes de Estado em Paris? Mesmo imaginando que Putin, Obama, Merkel, Chin Chiang tivessem boa vontade, mas eles cumprem ordens do sistema. E o sistema exige matérias primas para alimentar o consumismo  do capital. Afinal a busca desenfreada de lucro, a necessidade urgente de crescimento econômico dos países progressistas da América do Sul não podem frear a destruição da natureza. Basta observar as contradições do presidente Correa, da presidente Dilma e do presidente Evo Morales para atender as necessidades primárias de seus povos. Assim eles justificam as explorações de minérios, de madeira e do agronegócio. Ou será que há outra explicação razoável para tantas hidroelétricas em construção e em projetos no Peru, na Colômbia, Brasil e Bolívia?

Por tudo isso e mais é que não se pode ter muitas esperanças da COP 21, como não se teve da COP20, da 19, da 18, etc. Deus não destruirá o mundo, pois ele o criou bem organizado, como anuncia o livro do Gênese. Mas os chefes de Estado do mundo são capazes de destruir o planeta ou permitir que os insensatos os destruam como já estão destruindo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.