Dia mundial pela paz, onde?

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Editorial – RNA – 29.12.2015

Como construir a Paz, se continua a indiferença para com a mãe Natureza, para com as vidas dos povos da Amazônia? A recente Conferência dos chefes de Estado em Paris, revelou muito bem essa indiferença.

Na próxima sexta feira é o chamado dia mundial pela PAZ. O Papa Francisco convoca todos os seres humanos, com um mínimo de consciência moral a fazerem um gesto concreto em busca da paz. Ele afirma que “Deus não é indiferente, importa-lhe a humanidade. Deus não abandona as pessoas”. Um dos gestos concretos para o dia primeiro de janeiro é que se faça uma marcha de compromissos com a busca da paz, na família, na comunidade, na região amazônica, no país e entre os povos. O clima de violência, de guerras paira sobre todos os pontos do planeta.

A sociedade civil, as igrejas e organizações de direitos humanos precisam liderar essas marchas pela paz na sexta feira. Isto porque não se pode esperar muito das autoridades, que em geral estão preocupadas com crescimento econômico a qualquer custo, com politicagens interesseiras. E aí, os povos da Amazônia são apenas detalhes, ou mais grave, são obstáculos ao crescimento econômico. Basta observar como continua a derrubada de 5 mil e 900 quilômetros de floresta entre 2014 e 2015; basta saber que o governo federal continua ditatorialmente a planejar hidroelétricas em Roraima, no Mato Grosso, no Pará e Amapá. As mineradoras nacionais e estrangeiras continuam explorando tantos minérios, deixando buracos em toda a região e exportando riquezas. Direitos humanos dos povos tradicionais são ignorados pela ditadura do capital. Assim, na Amazônia falta paz. O tráfico de drogas é apenas um sintoma da falta de paz.

O Papa Francisco com sua teimosia profética, apela às autoridades internacionais e nacionais para se buscar uma mudança de comportamento diante da vida humana e a vida do planeta. Literalmente ele apela a uma conversão de cada pessoa e de cada povo, pois a mãe natureza avisa e não perdoará se continuarmos a destruir a paz. O calor quase insuportável, as fumaças rondando a Amazônia nestes dias, os rios secos fora do comum, são todos sinais de que a natureza pede paz.

Portanto, quem tem um mínimo de consciência ética e bom senso precisa querer fazer sua parte, na busca de reconciliação e construção de paz e fraternidade. Daí o dia mundial da paz sugere um gesto concreto, além da caminhada pela paz, no primeiro dia do ano novo.

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