A invasão dos Bárbaros na Amazônia

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ANÁLISE DE CONJUNTURA REGIONAL – 22.02.2016

A invasão dos bárbaros na Amazônia

Mineração, agronegócio e infraestrutura, três cabeças do dragão apocalíptico que se apossa da Amazônia. As outras cabeças dele estão no grande mercado europeu, asiático e norte americano. No passado era o inferno verde desprezado; mais recente era o pseudo pânico da invasão estrangeira e a internacionalização da região, “integrar para não entregar”. Hoje está entregue sem ser integrada, é colônia da pior forma possível, nas mãos de empresas nacionais e estrangeiras, tudo oficializado pelo Estado brasileiro. As riquezas saem tranquilamente sem que os 30 milhões de habitantes da Grande Amazônia sejam beneficiados.

É neste novo cenário que surgem as dezenas de hidroelétricas, construídas, em construção e projetadas. Entre elas está a bola da vez, a de São Luís do Tapajós. A ditadura do capital e a subserviência criminosa do governo federal não respeitam, nem os povos da região, nem a floresta, nem a constituição federal. Tem que ser construída por que o crescimento da economia nacional depende dela e de outras.

Uma empresa chinesa, que não tem tido escrúpulos de violar  direitos  humanos, em seu país, e onde implanta projetos, quer construir a usina de São Luís do Tapajós. Está mais contente ainda porque as empreiteiras nacionais estão todas envolvidas nos crimes da Petrobrás e fora do páreo. Satisfeita com docilidade da presidente Dilma que já aceitou a parceria, a empresa China Three Gorges não é nada solidária com os povos da Amazônia. Charles Tang, presidente da Câmara de comércio e indústria Brasil China, afirma que “ela quer ocupar o mercado, ter lucros, exportar tecnologia moderna e mão de obra chinesa”. Matéria no site Repórter Brasil.

Quem poderá criar resistência a essa aliança entre capital chinês sem escrúpulo e governo brasileiro sem respeito aos povos da Amazônia? Ele tem recurso, tem tecnologia e quer lucro a qualquer custo. As autoridades do Pará, de Santarém do tapajós, que farão? Enterrar as cabeças na areia para não ver?  Os empresários tapajônicos vão se iludir de receber encomendas de materiais de construção? Os movimentos sociais e igrejas vão se unir e enfrentar para defender os direitos humanos e da natureza? Existe outra saída? Ou vamos todos juntos defender nossa dignidade, nosso território e nossas vidas? Não se pode deixar a resistência apenas a cargo do povo Munduruku Não se pode é deixar tudo isso acontecer sem nada fazer.

Pe. Edilberto Sena

Comissão Diocesana de Justiça e Paz

 

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