Quem na Amazônia confia nos deputados federais de seu Estado?

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Editorial – RNA – 14.04.2016

Nestes dias, os desacreditados políticos em Brasília decidem os rumos, ou sem rumos da administração pública do país. Entre  os desacreditados, que se dizem representantes do povo, se destacam três figuras com brilhos lusco fusco entre lilás e roxo. São eles, a presidente Dilma Russeff cai, não cai, o vice Michel Temer de olho grande no cargo de presidente, (mal sabe ele o que o espera caso isso aconteça) e por fim, o inefável cínico presidente da Câmara federal, réu de crimes contra o dinheiro público.

Se por acaso a justiça for justa no caso, mais cedo ou um pouco mais tarde, os três serão afastados da vida pública, para o bem geral do povo brasileiro. Neste primeiro estágio desta tragi comédia, será decidido se Dilma Russeff continua, ou não no cargo de presidente. O segundo capítulo da novela pornográfica será domingo no plenário da Câmara federal.

O que a grande Amazônia tem a ver com isso? Tanto faz como tanto fez? Será? São 87 ditos representantes da Amazônia legal a participar da votação no domingo. O Estado do Maranhão é o que tem mais deputados federais da Amazônia, são 18; o Pará tem 17 deputados; em seguida os outros tem 8 deputados cada um, menos o Amapá com apenas 4 representantes federais.

Pelo que já  aconteceu na comissão de impeachment nos últimos dias, se pode calcular o comportamento dos representantes da Amazônia legal. O que se viu lá foi oportunismo puro, medo de represálias dos que tem rabo preso ao presidente da Câmara. Nenhum se lembrou de consultar seus eleitores qual deveria ser seu voto.

De Santarém, Pará se tem um exemplo típico dessa espécie de cobras venenosas. O único deputado santareno eleito pelo Estado do Pará, passa por um vexame público. Poucos dias atrás, negociou com pessoal do governo, trocar seu voto contra o impeachment por pequeno prêmios, cargos federais aqui na região e alguns recursos financeiros para projetos  eleitoreiros. Recebeu a moeda exigida, mas na última hora pressionado pelo seu partido, declarou seu voto em favor do impeachment. Tentou dar uma explicação de que votava pela moralidade pública da nação. Tornou-se motivo de piada.

Afinal, alguém ainda credita na seriedade dos políticos em Brasília? Seria importante que ouvintes da Rede de Notícias da Amazônia indagassem aos deputados federais de seus Estado quando por aí aparecerem, a troco de que votaram a favor ou contra o impeachement da presidente Dilma. Que futuro tem nosso país? O presente triste já temos.

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