A estrela cadente dá último brilho aqui

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Editorial RNA – 05.05.2016

 

No céu cor de anil, à noite há estrelas candentes e estrelas cadentes. No céu da política nacional, a ainda presidente Dilma Rousseff é uma estrela cadente. Um de seus últimos brilhos no céu  cor de anil e calor de 35 graus acontece nesta tarde em Santarém do Pará. Inaugurou às 16 horas uma etapa do programa Bolsa família.

 

São três mil e oitenta uma casas de sete por dez metros em terreno de 10 por 30 metros. Aparentemente bem construídas, porém em terrenos frágeis arenosos e ameaçados pelas chuvas do inverno amazônico. Essas casas já eram para ter sido entregues dois anos atrás, porém irresponsabilidades de engenharia e administração, os pobres beneficiários tiveram que esperar até a presidente ser ameaçada de ser afastada do cargo para ter a inauguração ás pressas.

 

Nos próximos dias ela cairá do céu de Brasília, de acordo com a pseudo democracia dos políticos picaretas, e Dilma voltará à terra arrasada dos pobres brasileiros. Se por acaso o maquiavélico Eduardo Cunha chegar a ser mesmo retirado de cena, como estrela cadente, quem ficará em seu lugar? Mais um de seus aliados como presidente da Câmara Federal. Certamente será um teleguiado do Cunha.

 

Mudará alguma coisa para os pobres da Amazônia? Uma nova estrela meio candente subirá ao palácio do Planalto. Até quando brilhará aquela estrela? Não se sabe, entre outras razões porque as instituições do estado brasileiro estão em crise, fragilizadas pela politicagem sobrepondo as leis. São tantos e de vários escalões do poder acusados e suspeitos de ilícitos que deixa a democracia nacional insegura, com graves consequências para os mais pobres.

 

Nesta conjuntura tempestuosa, o que os povos da Amazônia podem esperar de bom? Esperar não muito, mas cruzar os braços também não se pode. Com Dilma, ou com Temer, ou com outro qualquer, os povos da Amazônia não podem cruzar os braços, pois para eles do sul as riquezas da Amazônia servem muito e nada servem seus moradores. Assim está hoje escrito numa fixa de defensores do rio tapajós: Senhora presidente somos pela democracia, mas não aceitamos hidroelétricas no rio Tapajós. E viva a verdadeira democracia.

 

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