Os assaltos ao território e riquezas da Amazônia

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Editorial RNA – 20.06.2016

Os assaltos do capital aos territórios e comunidades da Amazônia são antigos. Mas continuam tão ou mais agressivos do que antes. A ambição de lucros violenta sem dó nem piedade florestas, rios, solo e  sub solo. Pagam caro, a natureza e os seres humanos.

No passado eram caçados povos indígenas e animais silvestres. Hoje continuam os indígenas dizimados, mas além deles, todos que tentam resistir ao avanço do capital. São povos agredidos pelos garimpos em Roraima, como os Yanomamis, os Munduruku no Tapajós, onde sessenta grandes dragas, envenenam o rios e os igarapés, contaminam os indígenas e as comunidades ribeirinhas. Ai de quem se opuser a tais ambições.

As autoridades públicas que deveriam zelar pela preservação dos povos tradicionais e da mãe natureza, pouco agem. E quando tentam agir, acontece como agora no município de Novo Progresso, no Pará. Madeireiros mataram um soldado da polícia militar. No município vizinho, Trairão grileiros fazem pressão sobre técnicos do INCRA e da Comissão Pastoral da Terra, incomodados por que suas terras griladas estão na mira da fiscalização.

Há dois anos, na região de Aripuanã, no Amazonas, dois viajantes foram mortos e o povo indígena na área foi acusado, perseguido, até proibido seus parentes de entrar na cidade de Humaitá. Ficaram nos meios de comunicação como assassinos e nunca se procurou apurar corretamente porque os não indígenas foram mortos.

Assim, a fome de lucros, a ânsia de saquear as riquezas da Amazônia faz com que os moradores sejam sempre considerados como obstáculos ao crescimento econômico do país. Por conta desta justificativa é que 16 por cento da floresta tenha sido derrubada nos últimos  30 anos; dezenas de rios estejam semi destruídos para construção de hidroelétricas e extração de minérios.

É urgente que os povos tradicionais desta região se deem conta que é preciso defender vidas e a mãe natureza. Assim fizeram os parentes da área indígena Raposa Terra do Sol em Roraima; assim estão fazendo os parentes Munduruku em defesa do Tapajós e suas terras. Ribeirinhos, quilombolas, pescadores, agricultores familiares; moradores das cidades que também estão sendo invadidas por empresas forasteiras, como Miritituba, no Tapajós, todos precisam cair na real.

Não podem esperar por governos municipais, estaduais e federal, porque estes estão comprometidos com o tal desenvolvimento, que nada mais é do que saquear a Amazônia para aumentar o lucro das empresas. Resistir é urente e necessário.

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