O que nos promete o futuro bem próximo?

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Análise da semana para Nossa Voz é Nossa Vida – 18.09.2016

O que nos promete o futuro bem próximo? Para 55 milhões de brasileiros/as dependentes do programa Bolsa Família; 12 mil universitários do Oeste do Pará; para 48 de cada 100 trabalhadores paraenses de carteira assinada; para os que sonhavam ainda com uma residência no programa Minha Casa Minha Vida, afinal para todos trabalhadores  pobres e de classe média, a realidade será cada vez mais cruel, com queda na qualidade de vida. Tudo por conta do novo projeto do governo Michel Temer, já sendo aprovado no Congresso nacional. Ele chama aquilo de Ajuste Fiscal, na realidade é um arrocho sobre os trabalhadores e os pobres. Basta conferir as consequências previstas pelo projeto de emenda constitucional 241. Ela congela os gastos públicos do governo por 20 anos, até 2036. Isso atinge entre outras partes, a saúde e a educação. O economista Eduardo Fagnani, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) garante que essa emenda constitucional afronta os artigos 194 e 195 (que tratam da Seguridade Social), os artigos que tratam do Sistema Único de Saúde (SUS), de seguro-desemprego e da assistência social. Diz ele que “Essa PEC simplesmente enterra a Constituição de 1988 no que diz respeito aos direitos sociais”.

Em Santarém a cota de recurso para 2017 em educação na UFOPA que seria de 40 milhões de reais, cairá para 27 milhões de reais. Recurso para pesquisas vai desaparecer, entre outros.

Com a reforma da previdência, serão prejudicados todos os trabalhadores. O Ministro do trabalho afirmou que o regime de oito horas por dia iria mudar para até dose horas de trabalho. Com o impacto da informação, o presidente Temer teve que censurar seu ministro e garantir que não será mudado o regime das 44 horas semanais da CLT. Afinal não se sabe mais quem está falando a verdade. Em breve se saberá.

Ainda na reforma da previdência, a idade de aposentadoria vai mudar para 70 anos os homens e 65 anos as mulheres. Quem for fraco que morra antes porque o governo Temer quer garantir os direitos dos patrões e não dos trabalhadores. Enquanto Getúlio Vargas marcou seu nome na história do Brasil por ter garantido os direitos trabalhistas, o atual governo ficará na história como o que destruiu os direitos dos trabalhadores. As mudanças propostas incluem também os acordos entre trabalhadores e patrões, que não mais serão feitos entre o sindicato e o patrão, mas direto entre o trabalhador e o patrão. Que significa isso? Num país onde a crise de emprego é grande, as filas de desempregados crescentes, quando é que o trabalhador individual vai ganhar demandas do patrão? Seria como uma negociação entre um frango e uma raposa para cuidar do galinheiro. O tal ajuste econômico está preparado de encomenda para favorecer os lucros os patrões.

Até o salário mínimo está preso ao pacote de arrocho nos próximos 20 anos. Como ficará a vida dos trabalhadores autônomos vendedores de picolé e bombom? E as empregadas domésticas e diaristas? Se o governo Dilma Roussef já estava negativo para os pobres e trabalhadores, imagine como ficará a partir de agora.

O que fazer? Chorar? Lamentar e ficar parados? É preciso reagir como estão fazendo os bancários de todo o país. É urgente que todos os sindicatos, todos os estudantes, professores, associações de moradores, comecem a levantar vozes para exigir respeito aos direitos adquiridos. É preciso que as Igrejas cristãs orientem seus fiéis a levantar vozes para que o governo respeite as conquistas trabalhistas, o bolsa família, o salário mínimo acima da inflação, como vinha sendo feito.

O atual governo precisa sentir que o país tem apenas 20 por cento de ricos e remediados e tem 60 por cento de pobres e dependentes do bolsa família e que todos tem direitos de viver e melhorar de vida.

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