O fim de um mundo está para acontecer

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Editorial  RNA – 17.11.2016

Diz Jesus  que as guerras e as graves desgraças no mundo, não são ainda o final dos tempos… Porém, na Amazônia os grandes desastres são o final  das florestas, dos rios, da biodiversidade e grande ameaça aos povos tradicionais. Um mundo está sendo dizimado, por mãos criminosas. Como duvidar, se o agronegócio da soja e fazendas já destruiu mais de 120 quilômetros quadrados de floresta, em apenas  25 anos na região? Se o governo submisso ao grande capital planeja destruir rios com 129 barragens hidroelétricas?

Este mundo ameaçado só pode ser salvo se os povos da Amazônia se levantarem, como hoje se levantam estudantes  pelo país afora, em defesa da democracia. Os povos indígenas sozinhos não conseguirão impedir  apocalipse. O sistema não tem alma e  governos não têm escrúpulos, por isso os desastres se acumulam.

Depois dos crimes das barragens de Jirau e Santo Antônio no rio madeira, depois dos crimes hediondos de Belo Monstro no rio Xingu, agora mais crimes e violências estão acontecendo no rio Teles Pires, braço do Tapajós. Notícias vasadas nesta semana através das redes sociais,  dão conta que uma turbina da usina de Teles Pires estourou e grande quantidade  de óleo se espalha rio abaixo em direção ao Tapajós. As águas que servem aos povos Kaiabi, Apiaka e Munduruku já estão envenenadas.

O IBAMA faz de conta  que está surpreso e está investigando as causas do desastre. Será que o IBAMA terá coragem de revelar toda a verdade desse desastre amazônico? Os construtores  da hidrelétrica de são Manoel, na divisa do Pará, abriram as comportas para dar vazão ao óleo poluente que espalha  adiante e em breve poderá chegará a Santarém. Peixes estão aparecendo mortos dentro do rio, inclusive cobras e jacarés.

Esse desastre ocorreu no domingo passado,  mas os grandes canais de televisão nacional não mostraram nada. Hoje se tem esta informação, graças às redes sociais dos povos indígenas daquela região. Enquanto silencia a causa do desastre,  a empresa construtora da barragem está distribuindo água mineral aos indígenas que não podem mais usar água do rio. Este é mais um daqueles horrores que Jesus previu no seu evangelho. Mas ainda não será o fim. Os governos ainda querem ampliar as desgraças nos rios  Tapajós, Trombetas e demais rios de cachoeiras na Amazônia. O único jeito é os povos tradicionais se unirem, se rebelarem contra  esses atores do apocalipse. Isso vai acontecer mais cedo do que pensam os exterminadores capitalistas. Os estudantes estão dando sinal.

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