O que esperar dos gestores municipais

Postado em

Análise da semana – Nossa Voz é Nossa Vida – 18.12.2016

Na semana que passou, foram autorizados a assumir os cargos de vereadores e prefeitos os eleitos do Oeste do Pará, como do país todo. Dentro de mais alguns dias começarão a executar suas funções executivas e executivas. Isso é bom ou é ruim, ou tanto faz como tanto fez? O que se pode esperar em termos de melhoria da qualidade de vida das várias populações municipais?

Sendo realista, não se pode esperar muita coisa, pelo contrário. Os municípios dependem em grande parte, de recursos estaduais e federais. Do Fundo de Participação dos municípios, do Fundo da Educação, do fundo da saúde, entre outros. Ora, como o governo golpista de Michel Temer está forçando a barra para cortar recursos dos gastos públicos, já aí começa a queda de arrecadação dos municípios. Com isso, a lei orçamentária que os vereadores aprovam agora, se torna mera fantasia de promessas que não serão cumpridas.

Em seguida, se apresenta o caos de várias prefeituras, cujos prefeitos em saída, deixam rombos de salários atrasados, obras inacabadas e sem recursos para continuidade. Há prefeito cassado, eleito novamente por eleitores submissos, mas que continua pendente na justiça; há prefeitos que deixaram de pagar funcionários e estão saindo deixando seus auxiliares sem nada e assim por diante.

No município de Santarém o futuro é também imprevisível. O prefeito que sai, se iludiu que seria reeleito e foi rejeitado pelos eleitores por mal governo. O novo prefeito fez várias promessas de campanha. Vai cumpri-las? Nem Deus sabe. Uma delas que parecia a prioritária, é que vai administrar o município a partir das periferias. Se isso for verdade ele deve começar atendendo as necessidades básicas das regiões mais periféricas, como Lago Grande do Curuai, Arapiuns, Várzea e Tapajós onde são grandes, as carências de uma Unidade de Pronto Atendimento, de merenda escolar para 25 dias, estradas trafegáveis, melhoria de salários de professores, etc. Dentro da cidade, ele vai priorizar  a maioria dos 30 bairros de periferia que carecem de total urbanização. Certamente  vai barrar a invasão do território da APA Maicá, em benefício de moradores de nove bairros que estão ameaçados pelos projetos de portos graneleiros. Isso, além dos ameaçados pescadores e moradores do Ituqui. Mas também o novo prefeito terá prova de fogo ao enfrentar obras inacabadas, como o hospital materno infantil, vergonha dos prefeitos anteriores, que iniciaram a obra e hoje passam vergonha.

A grande pergunta é, o novo prefeito cumprirá ao menos a metade do que prometeu em campanha? O primeiro sinal deverá aparecer pela nomeação de seus auxiliares.  Se todos, ou a maioria forem pessoas técnicas, competentes e honestas será um bom sinal. Se as figuras forem parte de dívidas de campanhas para atender interesses de aliados, pessoas sem as devidas qualificações para o serviço,  então, os eleitores já podem calcular que não mudará muito.

Em fim, o clima dos próximos anos  não promete bonanças, nem a nível federal, nem estadual e manos ainda no municipal. Mas haverá jeito de ser melhor e só um jeito: organização e união dos sindicatos, das associações  de moradores, estudantes pressionarem os eleitos a dar jeito de atender às necessidades básicas da região de da cidade. Sem pressão não haverá solução. Portanto, cruzar os braços será crime para moradores urbanos e rurais.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.