Mais um crime hediondo na Br 163

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Mais um crime hediondo legalizado na floresta Amazônica

 

Como pode um governo passageiro assinar um decreto como esse de duração constante e efeitos irreversíveis? Michel Temer sem o menor escrúpulo, decreta a diminuição de uma Floresta Nacional sem escutar os técnicos do IMPA, do IBAMA, do ICMBIO, das comunidades que são afetadas. Já desde o governo Dilma vinha acontecendo a invasão da Floresta Nacional do Jamanxin. Fazendeiros, madeireiros, garimpeiros, todos grilaram terras da Flona  Jamanxin. Na época, pensaram em desmembrar 300 mil hectares dos um milhão, trezentos e um mil hectares originais. Tal proposta era para legalizar a  grilagem já ocorrida, sem que o ICMBIO desse conta de evitar. Não resolveu o problema.

Agora, o governo mais interino do que o de Dilma amplia o crime. Mesmo podendo ser afastado do cargo em poucos meses, Michel Temer atende aos interesses da voracidade dos 250 grileiros posseiros que estão dentro da Flona Jamanxin  e chegando mais. Por Decreto pessoal Michel Temer diminui 43% da floresta grilada. Isto reduz 743.540 hectares  da Flona. Boa parte desta área já é hoje pasto de fazendas, com 105 mil cabeças de gado, é área de garimpos ilegais e de exploração madeireira. Nenhum desses posseiros grileiros foi punido, mas a floresta e os rios foram.

Quem está sendo punido é o policial que acompanhava o ICMBIO alguns meses atrás, numa inútil fiscalização e foi assassinado pelo madeireiro. Afinal, o governo aceita ser submisso aos donos de áreas griladas e protegidas por balas dos 38 e das cartucheiras.

Assim vão se reduzindo as florestas, a biodiversidade, os rios poluídos. Segundo informações dos IMPA, só neste ano que termina em poucos dias foram desmatados cerca de 8 mil quilômetros de floresta na Amazônia. O Pará é o segundo Estado maior desmatador e a Flona  Jamanxin está este perímetro amazônico.

Quem defende a floresta e sua biodiversidade? Os políticos regionais são cúmplices desses crimes por falta de coragem de defender o território da devastação. Nem os federais, nem os estaduais e nem os municipais. Um exemplo do que ocorre com a Flona Jamanxin é o caso de Santarém. Dentro da cidade, de frente para o belo rio Tapajós, de um lado a multinacional CARGILL implantou um porto moderno, aplaudido por empresários e políticos. Invadiu o rio, destruiu parte de um sítio arqueológico e se apossou de um quarteirão de lazer popular. Exporta de em torno de dois milhões e oitocentos mil toneladas de soja por ano e emprega apenas 450 trabalhadores. Do outro lado da cidade, está a entrada de um belo lago, em frente ao rio Amazonas. Ali se anuncia construção de quatro grandes portos graneleiros semelhantes ao da CARGILL. Todos são forasteiros e um é estrangeiro. No momento parte da sociedade civil, moradores de nove bairros que serão diretamente prejudicados, lutam contra o absurdo dos portos que invadirão a APA Maicá. Mas 98 por cento dos 21 atuais vereadores estão abertamente favoráveis aos projetos portuários, sacrificando a Área de Proteção Ambiental.

Resistir é preciso, mas são poucos os dispostos a se arriscar a enfrentar esse monstro de dez chifres.

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