Proteger floresta é prejuízo para agronegócio

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Editorial para RNA – 13.04.2017

A ditadura Michel temer, com capa de democracia, avança rapidamente na Amazônia e no país. Temerosos pelas denúncias sobre dezenas de políticos processados por corrupção, o presidente e o Congresso Nacional aceleram a deformação da Previdência Social, destruição das leis trabalhistas e de áreas de proteção ambiental na Amazônia.

83 deputados, senadores e governadores suas delações foram publicadas pelo Supremo Tribunal Federal. Por isso, governo e seus aliados estão apressando aprovação de mudanças na Constituição Nacional, para esvaziar a Previdência Social, prejudicando trabalhadores rurais e urbanos, mulheres e professoras. O presidente Temer, cinicamente diante das pressões da sociedade civil, anuncia a possibilidade de aliviar a aposentadoria das mulheres e professores, diminuindo apenas dois anos ao previsto de 65 anos.

Além dos prejuízos com o desmonte da Previdência Social e leis trabalhistas, Michel Temer usa mais uma medida provisória cortando áreas de proteção ambiental na Amazônia. Seiscentos e cinquenta mil hectares de floresta foram desmembrados do Parque Nacional do Jamanxim e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós, ambos no Pará. Criado há apenas dez anos, o Parna Jamanxim perdeu 862 hectares da sua área original. Segundo o Instituto do homem e da Amazônia, IMAZON a pior consequência possível da redução do Parna Jamanxim é incentivar mais invasões lá mesmo e em outras Unidades de conservação. O governo decretou essa Medida provisória, para atender os grileiros da área e para facilitar a construção da ferrovia do grão, que ligará Cuiabá no Mato Grosso a Miritituba em Itaituba.

Para aumentar a exportação do agronegócio, o governo Temer sacrifica florestas da Amazônia, violenta Unidades de Conservação e invade terras indígenas. Para os povos da região, preocupa a omissão e apoio dos deputados e senadores da Amazônia a tantas violações de nosso patrimônio territorial. Dia 28 de abril haverá em todo o país uma greve geral e manifestações nas ruas contra a ditadura violadora dos direitos dos trabalhadores e da mãe natureza. A Liderança da Igreja Católica está estimulando que em todas as igrejas sejam os cristãos convocados a aderir às manifestações públicas no dia 28 de abril.

 

 

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