Quem sabe menos das coisas sabe muito mais que eu

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Análise da semana – Nossa Voz é Nossa Vida – 28.05.2017

Uma cantiga popular vai assim: Quem sabe menos das coisas, sabe muito mais que eu… mas agora eu sei o que aconteceu… Pois é, agora eu sei que estão acontecendo tantos absurdos, em Brasília, na Amazônia, em Belterra e Santarém. Sabendo menos do que deveremos. Se a democracia brasileira já era frágil, agora decaiu de vez. O povo brasileiro está como ovelhas sem pastor. Quem manda no país, são empresários corruptores e políticos, em sua maioria, corruptos.

Em Belterra o absurdo da Câmara de Vereadores, sem consultar os eleitores, decidiu desfazer boa parte de uma área de proteção ambiental na margem do rio Tapajós, ideal para cultivo de turismo. Desmembraram para entregar a uma empresa construir um porto de transbordo de produtos. Em troca de quê?

No Estado do Pará, a Polícia militar do governador Simão Jatene, comete mais uma chacina, assassinando 10 trabalhadores rurais na comunidade Pau D’arco. Traiçoeiros, imediatamente após matar retiraram os corpos para evitar a perícia. Alegaram confronto com posseiros armados, porém, enquanto 10 posseiros tombaram mortos, nenhum policial foi ferido. Quem garante que os policiais pagarão com justiça os crimes que fizeram? Quem garante que o chefe da polícia militar Simão Jatene será condenado por mais essa chacina? Será essa a disciplina ensinada aos policiais militares do Pará? Outro absurdo desses crimes no Pará é a declaração do ex delegado de polícia, hoje deputado federal, Eder Mauro afirmando que os mortos eram vagabundos. Essa figura triste representante paraense na Câmara federal revela que tipo de pessoa é. Merece ainda nosso voto?

Em Brasília, se repetem mais absurdos em nossa destruída democracia. Depois das recentes revelações do empresário que manda no país, o presidente ilegítimo Michel Temer, já é carta fora do baralho. Apesar de cinicamente se dizer inocente, seus dias estão contados no cargo. O grande problema é quem vai assumir seu lugar, se quem manda no país são empresários, bancos e a rede Globo.

 Na praça do planalto 120 mil militantes gritando por democracia foram agredidos com bombas, tiros de balas de borracha e até de revolveres de policiais. Para completar, Michel Temer cometeu outro absurdo. Em vez de chamar a polícia militar para proteger seu palácio e prédios públicos, ordenou a entrada do exército para enfrentar a sociedade civil desarmada. No dia seguinte foi obrigado a mandar de volta os soldados para o quartel. Mais uma vergonha nacional.

Que país é esse perguntam, o cantor, os brasileiros e até jornais internacionais. Enquanto milhões de brasileiros nas cidades, em união com os 120 mil na praça do planalto, clamavam por justiça e democracia, deputados e senadores aproveitavam para mais absurdos. Aprovaram de uma vez sete pedidas provisórias que se tornarem leis.

Duas delas atingem em cheio as florestas do Pará. Abrem caminho para grileiros, garimpeiros, madeireiros e para a estrada de ferro Cuiabá Miritituba. Será mais um caminho para acelerar a exportação de soja e milho dos empresários do Mato Grosso. Para isso, não lhes importa que   sejam cortados   598 mil hectares do parque nacional de Jamanxin e da floresta nacional do jamanxin. Será como 598 campos de futebol   emendados de floresta, retirados das duas áreas de proteção ambiental. Tudo isso acontecendo nesses últimos dias. Políticos corrompidos e submissos aos empresários, governo paraense irresponsável, mandando polícia militar enfrentar posseiros com fuzis nas mãos e sem ética na consciência. Em Belterra, seguindo a lógica irresponsável dos políticos nacionais, vereadores violentam uma área de proteção ambiental para servir a empresários locais. Onde fica a moralidade pública?

Mas, salvando a alegria da semana, em Santarém aconteceram dois encontros positivos, os seminários sobre o papel dos cristãos, dos movimentos sociais e das universidades diante da invasão do nosso território. Uma reflexão à luz da carta   do papa Francisco Louvado Seja. Ao menos isso, nessa escuridão sócio política.

 

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