Resistir é melhor forma de se viver

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Editorial RNA – 02.06.2017

Viver é importante, mas não humilhado. Por isso, resistir é necessário. Especialmente neste triste momento histórico nacional, com imitações estaduais e municipais.

Nossa Amazônia continua saqueada. No sul do estado do Amazonas, que antes se ilustrava como o Estado menos desmatado, grileiros invadem terras de pequenos posseiros e terras indígenas. Mas não só lá, o próprio governo federal e congresso nacional cortam Áreas de proteção ambiental para garantir invasão de grileiros e madeireiros; o Estado de Rondônia já perdeu grande parte de suas florestas, para invasão de fazendas e monocultura de soja; No Estado do Amapá grande área de proteção ambiental hoje está aberta pelo governo local para invasão de soja, além de mais hidroelétricas são construídas e projetadas no pequeno Estado, onde povos indígenas e posseiros são ignorados para o grande negócio, inclusive exploração de petróleo. O Estado do Pará continua o segundo campeão em desmatamento, só perdendo para o Mato Grosso. Na bacia do rio tapajós, estão projetadas 43 barragens hidroelétricas.

É o desenvolvimento de que falam os empresários, prefeitos, governadores e governo federal. Com a maior sem-vergonhices falam que esses projetos trarão emprego e renda para os pobres, quando na realidade é progresso para poucos ao falarem em desenvolvimento. Os pobres sem muita esperança embarcam na mentira de que terão emprego e renda, como aconteceu em Santarém com o projeto portuário da multinacional Cargill, dez anos atrás e que se repete em outros projetos atualmente.

As autoridades são eleitas para facilitar essa invasão da Amazônia. Em campanha prometem o céu e a vida para os eleitores, depois de leitos se prostram a serviços dos que financiaram suas campanhas. Já chegaram a tão alto grau de devassidão de honestidade política que a população já não pode mais ficar ignorante e submissa.

Os sinais estão aparecendo, movimentos sociais, igrejas, sindicatos estão começando a resistir. Marchas nas ruas, ocupação de Brasília, audiências públicas, são sinais de que que more calado é sapo debaixo do pé do boi. Volta a valer a cantiga popular, Apesar de você, amanhã há de ser outro dia… você vai se dar mal, edicétera e tal…. Acorda Amazônia!

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