O EGITO DE FARAÓ E O BRASIL DE HOJE

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ANÁLISE DA SEMANA – NOSSA VOZ É NOSSA VIDA 25.06.2017

No Antigo Testamento o povo hebreu viveu escravo do Faraó por muitos anos. Até que, animados por um líder revolucionário, os humilhados, se rebelaram contra o Faraó e romperam a servidão. Trazendo este fato histórico para nossos dias, em que estágio estamos? Já atravessando o mar Vermelho, ou ainda humilhados? Belterra, Curuá, Monte Alegre, Santarém e aí em sua comunidade, como está a situação? O clima hoje no país, no nosso Estado e municípios está mais para o Egito de Faraó, com uma diferença, o Faraó de hoje não é um indivíduo, mas vários coletivos que humilham os povos municipais, estadual e nacional, percebe? Tanto o país, como nosso Estado e municípios, estão vivendo uma época de humilhação.  

O ainda presidente da República envergonha o Brasil e a si mesmo. Lá na Noruega, a primeira ministra questionou de frente o sr. Michel Temer por que a devastação da floresta continua alta com 8 mil quilômetros quadrados devastados no ano passado. Noruega, país democrático de verdade, colabora com nosso país com alguns milhões de reais por ano para preservação da floresta amazônica, tem razão em questionar. Ela decidiu cortar pela metade a contribuição que envia cada ano ao governo brasileiro. Michel Temer deu uma desculpa esfarrapada envergonhado. Mas chegando aqui, ele continua insistindo em priorizar a construção de uma ferrovia ligando Cuiabá até Miritituba, para atender interesses dos sojeiros do Mato Grosso, com isso estimula a grilagem de terras em Novo Progresso e arredores.

No Pará, um dos Faraós, governador, é chefe da policia militar. Um mês depois de mais dez assassinatos pela polícia militar em Pau Darco, JATENE cala como se não fosse sua responsabilidade. As famílias e companheiros dos assassinados continuam humilhados e a polícia militar ainda diz que foi um confronto, mesmo só morrendo posseiros e nenhum soldado ferido. Com tanta impunidade oficial, eles se sentem seguros para continuar assassinando quem contesta as humilhações sofridas. Em nossa região, autoridades de Belterra, eleitas pelo povo decidem coisas sérias sem consulta prévia, esclarecida e livre às comunidades urbanas e rurais. Violentam uma Área de proteção ambiental, para entregar a empresários construírem seus portos. Alegam geração de emprego e renda, quando a área violentada bem poderia gerar emprego e renda com apoio das autoridades para turismo.

Já em Santarém, o Egito de Faraó está embalado. Autoridades municipais tentam modificar às pressas, o Plano Diretor municipal, para facilitar a entrada de mais portos graneleiros dentro da área urbana. Caso não houvesse reclamação modificavam o Plano Diretor, mesmo que os direitos dos moradores fossem prejudicados. Assim também reinam os Faraós em Monte Alegre, Oriximiná e outros municípios. Até quando?

Também como no Egito, os sinais de que a libertação do povo está se aproximando. A trágica comédia dos governantes em Brasília já dá indicações de que não vai demorar um desfecho. Certamente que não vai bastar a queda do presidente Temer, mas também de todos os políticos que usam o cargo para seus interesses e de seus patrões. No Pará, o Ministério Público e os defensores dos direitos humanos estão atentos exigindo punição dos assassinos e responsabilidade do chefe dos policiais militares, o governador Jatene.

Em Santarém, vários movimentos populares estão organizando participação na renovação do Plano diretor do município, para que atenda os interesses da maioria da população. Também na próxima sexta feira em Santarém, vários sindicatos de trabalhadores urbanos e rurais vão se unir à greve geral que vai acontecer no país, para recusar a destruição das leis trabalhistas e da previdência que os faraós do Congresso querem executar. Estes são sinais de indignação social, o que é importante.

Da indignação, vai se chegar a uma mudança política, com nova constituição e eleições gerais. Para isso é importante que os e as eleitoras, as organizações populares, igrejas se unam na pressão sobre os faraós. Exatamente como o povo Hebreu fez com o do Egito. Só assim, o mar vermelho de hoje se abrirá e a liberdade tomará conta deste país.  

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