O assassinato da CLT

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EDITORIAL – RNA – 11.07.2017

Como pode o ainda presidente da república acusado de falcatruas, ir à Alemanha e afirmar com a maior cara de pau, que não há crise no Brasil? Não há crise econômica? Nem crise política? Nem crise moral nos políticos em geral? Será que tem alguém no planeta terra que acredite na fala do sr. Michel Temer?

Só fica apoiando quem é ficha suja, ou oportunista. Entre outros, dois senadores e 13 deputados federais do Pará e, naturalmente os empresários em geral. Nestes dias lá na Câmara federal, estão eles decidindo se Michel Temer sai ou não, do cargo que assumiu sem ter sido eleito para aquilo. O Procurador geral da República apresentou várias provas dos crimes do sr. Michel Temer, pelos quais se houver julgamento sério ele será expulso da cadeira que ele ainda usa. Desesperado ele usa dinheiro público, que falta para hospitais e universidades, pra comprar consciências dos deputados indecisos e oportunistas.

O mais grave dessa situação é para os trabalhadores do país. Pois, receosos de que Michel Temer caia do cargo daqui a pouco, deputados e senadores estão apressando a aprovação da deformação trabalhista. Se deformarem a Consolidação das Leis Trabalhistas, mais de 100 artigos serão retirados. Entre outros, as formas de contratação; a flexibilização da jornada de trabalho, pela qual o patrão é quem dirá quantos dias de trabalho ele precisa e só vai pagar os dias trabalhados. Férias e décimo terceiro salário desaparecerão. Esses entre muitos outros direitos trabalhistas desaparecerão e se voltará ao tempo dos escravos no país.

A intenção do governo falido e seus políticos submissos é acabar com os direitos dos trabalhadores para aumentar os lucros dos empresários, além de destruir a força dos sindicatos e ignorar as questões de saúde e segurança de quem presta serviço. Por isso, querem impor o contrato temporário, o trabalho autônomo e com isso rebaixar os salários.

A condenação de Lula da Silva pelo Sérgio Moro ontem foi parte do jogo dos reais donos do poder para desviar as atenções para a destruição da CLT anteontem no Senador federal.

A guerra está em andamento. Acontece que a classe trabalhadora está ainda com pouca força, a sociedade civil está ainda desarticulada e por isso eles estão empurrando com pressa as mudanças nas leis. É preciso urgente que as associações, os sindicatos, as comunidades religiosas se juntem marcar pressão de rua, de abaixo assinado, de denúncia de deputados e senadores que votam contra o povo. Em guerra que tem mais força vence, quem se acomoda chora o caldo derramado.

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