Mês: agosto 2017

Ditadura com disfarce de democracia

Postado em

ANÁLISE DA SEMANA – NOSSA VOZ É NOSSA VIDA – 27.08.2017

Você lembra uma cantiga popular que dizia: O povo reclama que é explorado, mas o povo mesmo que é o culpado; porque só reclama e fica parado, não pode haver guerra com um só soldado… Será verdade que nós somos culpados por toda essa bandalheira que está acontecendo no Brasil e até aqui em nossa região? Você se sente culpado por ter votado em fulano, ou cicrano para deputado, senador, governador ou presidente? Outro dia ouvi pelo rádio uma frase bastante forte. Dizia o locutor, “corrupção existe no mundo todo, mas no caso do Brasil, a coisa ultrapassa os limites do absurdo…” Sabe que é verdade essa afirmação?

A ditadura do governo Michel Temer ultrapassou até a perversidade da ditadura militar de 1964/1985. Se aquela foi muito perversa, a ditadura Temer, além de perversa é destruidora do patrimônio brasileiro. Ela despreza tanto ou mais que a outra, os direitos dos 150 milhões de brasileiros das classes média e pobre. Estão eles destruindo a constituição cidadã de 1988 sem o menor constrangimento. Tudo a serviço da classe rica que compõe apenas 15 por cento da população.

Eis os mais recentes absurdos dessa ditadura. Agora Temer decide privatizar vários aeroportos, como também a maior empresa estatal de energia elétrica, a Eletrobrás e vai privatizar a fábrica de fazer dinheiro do Brasil, imagine!. Para completar a imoralidade pública, o ainda presidente Temer assinou decreto acabando com a Reserva de proteção ambiental Renca (Reserva Nacional de cobre  e associados) aqui entre os Estados do Pará e Amapá. Esta Reserva tinha sido protegida desde 1984 intocável. Por que Michel Temer fez mais essa perversidade aos povos indígenas, floresta e meio ambiente? Ali estão várias minas, de ouro, nióbio, cobre, ferro, platina, fosfato, tântalo, bauxita, paládio, etc. Toda essa riqueza será entregue às empresas nacionais e estrangeiras. Sem consulta aos povos indígenas que vivem ali próximo, sem consulta aos ribeirinhos do Pará e Amapá, sem consulta aos brasileiros que vivem nos dois estados e não usufruirão das riquezas extraídas. Michel Temer não teme ser punido por tais crimes, por que está a serviço da classe rica que garante sua permanência no cargo. Em nota pública o cínico ditador afirmou: ”o compromisso do meu governo é com soberano desenvolvimento sustentável da Amazônia”.

Mas será mesmo que o povo vai continuar parado diante de tantos abusos da ditadura Temer? Nem no Pará e Amapá? Nem em Santarém? Nem você que ouve informações desses absurdos?

O governador Jatene parece estar aplaudindo a destruição da Reserva no Pará/Amapá. Ele mesmo está sendo acusado de trambicagem. Aqui mais perto, o prefeito de Belterra tenta mudar a lei municipal para exercer dois serviços, como prefeito e como médico. Uns perguntam por quê? além de violar a lei, deixa entender que como prefeito, tem muito pouco a fazer, por isso quer preencher o tempo e o bolso com outro emprego. Triste Belaterra nossa terra. E aqui em Santarém, a Câmara de vereadores está com a corda no pescoço. Caça ou não, seu ex presidente flagrado em vários delitos de corrupção? Qual pode ser a dúvida dos nobres vereadores? Se não caçarem o colega, serão suspeitos de corporativismo protetor; se caçarem o homem, ele poderá abrir o bico e acusar colegas de terem feito semelhante delito e aí… dirá, atire a primeira pedra quem não tem pecado. Olha que situação ein?!

Assim está o triste Brasil, o dolorido Pará e o sofrido povo de Santarém e oeste do Estado. E você vai continuar conformado? Calado  e fingindo não ver?

Há sinais como de vagalume no ar

Postado em

ANÁLISE DA SEMANA – NOSSA VOZ É NOSSA VIDA – 20.08.2017

No meio da semana, lá na Europa aconteceu mais um atentado violento com mortos e feridos, mais um entre tantos, por causa das discriminações humanas. No Brasil, as violências de ruas mais graves acontecem no Rio de Janeiro, mas também em Altamira, em Belém e mesmo em Santarém. Se nestes lugares as causas de violências são o tráfico de drogas e preconceitos, em Brasília a maior tragédia é provocada por políticos e governo federal. São crimes hediondos de mudanças de leis que prejudicam milhões de trabalhadores, de assistidos do programa Bolsa família de esvaziamento de universidades. É a destruição da democracia concretizada por um governo ilegítimo, um congresso irresponsável e um judiciário permissível. Como é possível o presidente Michel Teme decretar a diminuição do salário mínimo 2018 para metade dos trabalhadores brasileiros, ao mesmo tempo perdoa a dívida de 426 bilhões de reais  para bancos e empresários? A que grau de crime chega o presidente ilegítimo.  Toda humilhação tem limites e a paciência da população começa a se esgotar.

Alguns pequenos sinais já aparecem no cenário local. Em Alter do Chão moradores se rebelaram contra o abuso do aumento das passagens de ônibus e bloquearam a rodovia, exigindo tomada de posição do prefeito em respeito aos moradores da vila. O prefeito preferiu recorrer ao juiz para desbloquear a rodovia à força se necessário. Aplausos aos rebelados de Alter do Chão, que dão seu grito de alerta às autoridades.

Outro luminoso sinal de democracia deram os membros do Conselho Municipal de Transporte de Santarém. Uma empresa de ônibus urbano resolver entrar numa linha de serviço do bairro, sem autorização do Conselho. Foi barrada e terá que sair da linha onde outra empresa já atuava. O Conselho Municipal de Transportes mostra assim que em democracia se respeitam as regras do jogo. Se o prefeito e vereadores se abaixam à pressão dos empresários, o Conselho não é enfeite da cidade. Aplauso para cos conselheiros pela rebeldia positiva.

Diante de nova ameaça do ilegítimo presidente Michel temer de prejudicar os funcionários públicos federais com demissões voluntárias e não preenchimento de cargos vazios, os sindicalistas estão preparando uma greve geral de funcionários públicos como aviso ao presidente. Aplauso aos rebeldes sindicalistas nacionais e de Santarém.

Os sinais de rebeldia do povo humilhado, continuam e vão crescer nos próximos meses. Em Brasília, representantes de 850 mil indígenas brasileiros estiveram na semana passada em frente ao Supremo Tribunal Federal, pressionando os Ministros a recusarem a invasão nas terras indígenas e negarem a validade do marco temporal. Os ministros reconheceram os direitos originais dos povos indígenas. Os latifundiários, mineradoras e grileiros estavam   ansiosos para invadir as terras, alegando que os indígenas só tinham direito às terras que ocupavam quando da constituição de 1988. Vitória da rebeldia dos parentes indígenas e aplauso a eles.

E assim, pouco a pouco os sinais aparecem indicando que os humilhados pela ditadura Temer não irão suportar por muito tempo agressões a seus direitos. Os políticos já se preocupam e por isso, estão inventando novos truques para continuar no seu emprego bem pago de políticos. Para segurar tal situação já trabalham uma tal reforma política eleitoral. Querem mudar as regras criando um tal distritão. Julgam eles que como boa parte dos eleitores se iludem facilmente nas campanhas eleitorais, pelo distritão, serão eleitos apenas os mais conhecidos e com mais recursos. Esta é mais uma bandidagem de políticos que, ou são acusados de corrupção, ou nada fizeram em benefício do povo, pelo contrário, votaram pela destruição das leis trabalhistas e da previdência social. Logo que os trabalhadores sentirem o grau de prejuízo em suas vidas, a rebelião vai aumentar. Por isso os políticos querem criar regras para se garantir enganando os menos informados.

A esperança de nossa nação é que toda paciência tem limites e a população vai acordando e vai reagir fortemente.

.

Amazônia 56 trabalhadores rurais assassinados em 2017

Postado em

Editorial RNA 15.08.2017

A maior parte dos 56 assassinatos ocorridos com trabalhadores rurais e posseiros na Amazônia em 2017, foi causada por fazendeiros, grileiros e seus capangas. Nem os assassinos militares dos dez posseiros de Pau D’arco no Pará, foram punidos pela justiça. A ditadura Michel Temer e a justiça lenta e submissa permitem chacinas, invasões de terras quilombolas, indígenas e de posseiros, mantendo a impunidade dos mandantes e dos matadores de aluguel. O Estado do Pará é o mais atingido por essa impunidade, mas também atinge o Mato Grosso, Rondônia e o ACRE.

Tanto sangue de vítimas inocentes que clama ao céu e às autoridades, pesa sobre as consciências de grileiros, latifundiários, juízes e governantes.

Qual a diferença entre a ditadura da Venezuela e a do Brasil? Lá matam e morrem por causa do poder político. No Brasil a ditadura Michel Temer permite que assassinos e pistoleiros permaneçam impunes por causa da ambição de terras, minérios, agronegócio e lucro. Entre as duas ditaduras morrem pobres e inocentes que lutam por justiça. Ambos os governantes se julgam democratas, mas esmagam as leis da democracia. 56 assassinatos na Amazônia é onde reina a lei do mais forte e a omissão da justiça.

O ilegítimo presidente brasileiro só se mantém no cargo atendendo aos interesses dos empresários, assassinos dos pobres, latifundiários, mineradores e banqueiros. Tanto sangue derramado não lhes toca a consciência inescrupulosa. Nem mais causa espanto a tantos espectadores que ouvem essas notícias. Tornou-se coisa comum. Quem reage? Quem se levanta para defender tantas viúvas e órfãos que vão ficando pelas estradas da vida?

Na Venezuela parte do povo vai às ruas, enfrenta a violência e a morte, uns contra o ditador e outros em seu favor. Quem no Brasil está indo às ruas em defesa da justiça e punição de tantos assassinos de inocentes posseiros, indígenas e quilombolas? Por que tanta passividade? Por que tanta covardia da sociedade civil?

Partilhando nossas angústias com irmãos da pan Amazônia

Postado em

ANÁLISE PARA RED PAN AMAZÔNICA 08.08.2017

O ainda presidente Michel Temer continua ameaçado de ser preso e afastado do cargo. Tudo por conta das acusações de corrupção e má administração. Em tal situação ele corre como barata tonta, tentando escapar da prisão e continuar servindo a seus patrões, as elites empresariais e banqueiros. Ontem mesmo, desesperado com o desequilíbrio da economia do governo, tentou aumentar o imposto de renda dos ricos e classe média, mas teve que recuar, pela reação forte dos que ganham mais.

Ele e seu ministro da economia Henrique Meireles organizaram um plano econômico para atender a seus patrões, prejudicando os pobres e trabalhadores. Incluía limitações nos gastos públicos até o ano 2030, desmantelamento das leis trabalhistas, deformação da previdência, entre outras leis de aperto econômico. Porém, o plano não está sendo positivo para seu interesse e por isso, tenta outros remendos como a tentativa de aumentar o imposto de renda, para aumentar os recursos que faltam na economia dele. Como barata tonta Michel temer corre pra cá e corre pra lá, para se manter no cargo até dezembro de dois mil e dezoito.

Comprando votos de deputados oportunistas, conseguiu escapar do processo aberto pelo procurador geral da república, mas este deve enviar nova acusação de corrupção contra Michel Temer e será outra a forma de comprar consciências de deputados bandidos. Imediatamente o advogado do presidente acusa o procurador  geral da república de ultrapassar os limites de seu poder constitucional e assim tenta anular a nova acusação contra Michel Temer.

Enquanto isso, a população brasileira suporta as humilhações calada, sem se dar conta das consequências tão negativas para sua vida. Faltam líderes sindicais, estudantes universitários, de comunidades, das igrejas para despertar os 180 milhões de brasileiros que estão pagando as contas de um governo irresponsável e ditador. Triste Brasil!

Eleição no amazonas espelho de todos nós

Postado em

O eleitorado amazonense é hoje um retrato fiel da sociedade civil da Amazônia e do país todo. Sem futuro político, sem ânimo para reagir ao que as elites estão fazendo com a população. A eleição de domingo passado para um mandato tampão no Estado do Amazonas foi uma tragi comédia, com velhas raposas candidatos e um eleitorado votando nos mesmos. Oito candidatos disputavam avidamente ocupar o cargo de governador. Dois, mais diplomados na forma de impressionar eleitores desprovidos de consciência política, se classificaram para o segundo turno.

O que poderão fazer em apenas um ano e meio de mandato? Que promessas fizeram? Para o segundo turno serão dois experimentados no jogo de xadrez a ver quem vencerá. Triste Amazonas que terá de escolher um entre dois do mesmo jogo de baralho. Durante anos, ambos ocuparam o cargo de governo e outros cargos políticos. O que ofereceram de real desenvolvimento para Tefé, Parintins, Careiro e demais municípios?

Um deles será novo velho governador para um mandato de apenas 18 meses, tal como Michel temer na presidência da república. Isto num momento grave da história brasileira, numa crise financeira sem precedentes, com falta de recurso para educação, saúde, quando o desemprego chega hoje a 14 milhões de trabalhadores. O que podem esperar os e as eleitoras do estado do Amazonas? O mesmo se pergunta aos eleitores dos estados, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Maranhão e afinal, que podem esperar os e as eleitoras do Brasil? Assim as eleições tampão no Amazonas são um espelho do Brasil.

A grande pergunta que fica no caso desse espelho, diante de tanta falta de perspectiva por que 80 por cento dos eleitores não votaram nulo no domingo passado? Se os candidatos apresentados, em sua maioria já tinham carteirinha de enganadores do povo com promessas de campanha não cumprida, por que o voto nulo não prevaleceu? Se não prevaleceu o voto nulo no Amazonas, será que vai prevalecer nas eleições nacionais de dois mil e dezoito? Quando será que os 150 milhões de eleitores deste país vão dizer basta aos atuais políticos em todos os estados? Diz um ditado que voto não tem preço, mas tem consequências. A indiferença dos eleitores  de votar em qualquer um dizendo que todos são farinha do mesmo saco, mas as consequências estão aparecendo hoje com deformação das leis trabalhistas, com Michel temer permanecendo no cargo em troca de milhões de reais comprando voto de deputados. Será que o voto nulo não é uma opção válida na atualidade?

Um outro Brasil é possível, mas…

Postado em

Análise da semana – 13.08.2017

A crise do país atinge em cheio a vida dos brasileiros, mas estranhamente a resistência não surge contra ampliação da desigualdade social. Os cortes de recursos recaem sobre os trabalhadores, os universitários, os assistidos pelo programa Bolsa família e funcionários públicos. Mas, as marchas pelas ruas e as greves não aparecem. Mesmo numa cidade como Santarém, com cerca de 13 mil estudantes universitários, 49 associações de moradores, um sindicato de trabalhadores e trabalhadoras rurais de com mais de oito mil sócios, uma Colônia de pescadores, com outros milhares de associados, vários sindicatos urbanos, tantas paróquias, e igrejas cristãs, não se sente os gritos do povo. Todos estão sendo atingidos pelo aumento dos combustíveis, pela destruição das leis trabalhistas e brevemente pela deformação da Previdência Social.

 

O presidente Michel Temer saqueia os recursos que faltam para universidades, hospitais e outros direitos da população, para comprar consciências de deputados e senadores e se manter no cargo. Ele não prejudica os ricos, por estar a serviço deles. Quando nesta semana passada, pressionado pelo rombo das contas públicas, pensou em cobrar imposto de renda dos ricos, a reação foi imediata e a recuada do presidente foi rápida.

Mas para saquear as vidas dos pobres nem lamenta. No último mês ele retirou 543 mil famílias do programa Bolsa família. De julho de 2014 a julho de 2017 foram retirados um milhão e meio de famílias da assistência social. Com tais saques hoje três milhões e meio de pessoas estão voltando à pobreza. Segundo informações da Fundação Abrink, 60 de cada 100 crianças e adolescentes aqui na Amazônia, vivem com renda mensal de 350 reais.

Um outro sinal da grave situação de desmoralização da política nacional, é a reforma da lei eleitoral, com o distritão. Como quase todos os deputados e senadores perderam a total confiança dos eleitores e eleitoras, agora apressadamente estão votando uma grande mudança das leis eleitorais. Estão criando o tal Distritão. Essa reforma praticamente acaba com a eleição proporcional, em que os votos dos candidatos do partido serviam para eleger entre seus candidatos, os mais votados.  Somavam os votos dos candidatos, com os votos da legenda partidária. Com o distritão, cada candidato busca votos por si e concorre com seus colegas, sem mais votos do partido. Com isso, ganhará o candidato que gastou mais dinheiro e teve mais conversa para iludir os eleitores com promessas de campanha.

É assim que os políticos corruptos e políticos de hoje, estão mudando as leis eleitorais para continuar nos cargos.

O que fazer? Aos eleitores e eleitoras resta discutir um outro rumo para a política de nosso país, e nossos municípios. Não se pode esperar que a escola, os partidos, as universidades, vão preparar novos modos de se fazer política. A discussão e busca de novos rumos deve começar no grupo, na igreja, no sindicato, na associação. Primeiro passo educativo será como nos livrar de candidatos pilantras que iludem com promessas fantasiosas.

Ao mesmo tempo aprender que somos cidadãos e não podemos nos deixar enganar mais uma vez. Se a maioria dos candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente, forem os mesmos que hoje ocupam um desses cargos, não devem mais ser eleitos. No caso aqui da nossa região, os candidatos que nunca defenderam a agricultura familiar, que não se posicionaram contra os projetos de hidroelétricas e portos, que nunca assumiram posição contra a invasão do território por empresas que chegam ocupam e não se preocupam com o meio ambiente e com os moradores tradicionais. Esses não merecem nosso voto. Afinal, se nenhum merece seu voto, a saída e dar o voto nulo, como forma de protesto e falta de futuro para o povo. Um outro Brasil é possível e depende de nós cidadãos.

 

Um passo à frente, dois atrás

Postado em

Análise da semana nossa voz é nossa vida – 06.08.2017

Cada semana as sociedades nossa, nacional e mundial passam por avanços e atrasos, sociais, econômicos, políticos e ambientais. Também Santarém, Belterra, Mojuí e demais comunidades da região passam por tais situações, umas boas, outras tristes. Destacamos hoje duas situações para seu conhecimento e tomada de posição crítica.

Uma conjuntura mais ou menos positiva foi o seminário ocorrido quinta e sexta feira na Universidade Federal do Oeste do Pará, UFOPA. Foi sobre os impactos e possibilidades dos projetos portuários da EMBRAPS, dentro da área urbana de Santarém. O tema foi, logística portuária no Oeste do Pará, perspectivas e desafios.

Esse projeto é uma queda de braços entre interesses bem opostos. De um lado, interesses dos empresários que pensam apenas em seus lucros, sem se importar com os prejuízos sociais e ambientais. Do outro lado, estão associações de moradores e organizações sociais, que querem proteger os direitos dos moradores da cidade e do lago do Maicá. No meio estão os políticos submissos aos interesses dos empresários.

A Universidade fez uma pesquisa sobre os impactos desse possível projeto e colocou às análises das autoridades e dos interessados de um lado e de outro. O bom deste seminário foi a participação da pastoral Social, Comissão Justiça e Paz, colônia de pescadores e moradores dos bairros do entorno do Maicá. Não se sabe o que irão decidir, o prefeito, os órgãos ambientais e a justiça. Em breve se saberá.

Outro destaque da análise da semana é triste e desastroso. A anarquia política do governo Michel Temer em Brasília. Uma tragicomédia de mal gosto e destruidora da democracia. Um presidente rejeitado pela população, acusado de crimes hediondos, mas que se mantém no cargo acoitado por políticos, uns submissos por compromisso partidário, outros cínicos mercadores de seus votos para apoiar o criminoso. E assim foi, por maioria destes, que Michel Temer continua sentando na cadeira de presidente. Tais deputados precisam ter seus nomes nas cabeças de todos os eleitores, para nunca mais serem votados e serem expulsos da vida pública. Por isso, aqui do Estado do Pará, dos dezessete deputados federais, você terá aqui os nomes de doze oportunistas e, ou corruptos. Eis seus nomes, anote:

Beto Salame do Partido Progressista; Eder Mauro do PSD; Francisco Chapadinha do Pode; Hélcio Leite do DEM; José Priante do PMDB; Júlia Marinho do Partido Ssocial Cristão PSC; Nilson Pinto do PSDB; Wladimir Costa do Solidariedade; Elcione Barbalho do PMDB; Josué Bengtson do PTB; Lúcio Vale do Partido Republicano; Simone Morgado do PMDB. Estes são os traidores de seus eleitores e do povo paraense. Quem tiver respeito por si,  pelas crianças, pelos jovens e idosos do nosso Estado, nunca mais votarão nesses enganadores de seu povo.

Por esses e outros acontecimentos é que a semana que passou foi semeada de conjunturas de melhorias e de atrasos na vida nossa. Mas se coisas péssimas aconteceram, nós podemos construir um futuro melhor tomando decisões justas e verdadeiras. Você decide e nós também.