Chefe da gang mercadeia o Brasil na China

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Editorial RNA – 19.09.2017

Michel Temer, mesmo sendo um presidente ilegítimo, foi até a China participar de uma reunião de chefes de Estados. Lá ofereceu à venda boa parte da Amazônia. Entre outras mercadorias ofereceu hidroelétricas a serem construídas, minérios a serem explorados e exportados, sem pagar imposto de exportação, possibilidades de terras para agronegócio e empresas estatais como a Eletrobrás. Seus colegas, mesmo sabendo que ele pode ser deposto a qualquer momento, o abraçaram e examinaram as condições favoráveis de negócio. Michel Temer não consultou as populações se concordavam com tantos negócios com as riquezas da Amazônia, ele agiu como um imperador que não precisa dar satisfação aos súditos. Ignorou até a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual seu país é assinante. Esta convenção exige que antes de iniciar qualquer grande projeto hája uma consulta livre e bem informada às populações locais. Para Michel Temer os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores, moradores das cidades da Amazônia, são apenas obstáculos ao crescimento da economia do país, por isso são ignorados.

Então quem poderá defender os interesses dos povos da Amazônia? A única saída é os moradores da região organizados em sindicatos, associações, movimentos sociais, organizações de mulheres e os povos indígenas construírem uma rede planejada para tecer o enfrentamento a tanta violação de direitos e defender o território e as vidas dos moradores da região. No último final de semana aconteceu uma experiência nesse rumo na cidade de Santarém. Cem militantes de movimentos sociais de 12 municípios do Oeste do Pará, durante dois dias e meio debateram a situação e buscaram construir uma rede de enfrentamento conjunto à invasão do território pelo capital nacional e estrangeiro.

Chegaram a um acordo de trabalhar três propostas em rede solidária: Fazer um trabalho de base nas suas áreas de atuação; lutar juntos na defesa do território ameaçado de invasão e utilizar uma rede de comunicação para manter os vários grupos de companheiros interligados e informados, com vários meios, rádio, redes sociais, jornais. Esta iniciativa de trabalhar em rede de vários movimentos se espalhado pela Amazônia. É a defesa do Bem viver contra o viver bem de poucos. Certamente que governos e empresas terão uma barreira para sua sanha de destruir a casa comum dos amazônidas.

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