Mês: dezembro 2017

que esperar do amanhã se a e herança é maldita?

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ANÁLISE DA SEMANA ÚLTIMA DO ANO 2017 – 31.12.2017

Um analista político interpretando sobre o ano que se encerra daqui a pouco, disse algo que chamou a atenção. Escreveu ele que quem morreu em 2017 teve sorte. Será? Observemos um exemplo da herança deixada para nós no ano novo. Enquanto o preço da gasolina teve aumento quase semanal durante o ano, chegando hoje em Santarém a 4 reais e 40 centavos, também subindo frequente os preços do óleo diesel e gás de cozinha, o salário mínimo não subiu nada e a partir de janeiro terá um reajuste escandalosamente pequeno.  Já os preços do açúcar, arroz, e todos os alimentos subiram de preço, como também tarifa de ônibus e  tarifa de energia elétrica.

Para completar a herança maldita, a ditadura Michel Temer com seus submissos deputados e senadores prostitutos,  negociaram a destruição das leis trabalhistas. Em breve, querem destruir também a lei da aposentadoria dos trabalhadores, com a modificação da lei da previdência social.

Com tal herança maldita deixada para maioria dos brasileiros, o que se espera do ano que se inicia amanhã? Não do ano em si, mas dos governantes dessa ditadura e das populações submetidas a tantas injustiças? Desemprego, falta de assistência à saúde, escolas fechadas, mais famílias dependendo do programa Bolsa Família. Para ilusão de milhões de angustiados brasileiros, serão oferecidos divertimentos, como campeonatos de futebol, carnaval, festas do Sairé, mega senas e loterias.

É possível se modificar esse cenário do próximo ano? Não só possível mas urgente. Aguarda-se o grito popular, o estouro da rebelião dos excluídos. Afinal, mais e mais fica visível que os governantes tiram o pão da boca dos pobres para enriquecer Bancos, empresários e o agronegócio.  A crise imposta aos trabalhadores, aos estudantes e aos povos indígenas será a munição da rebelião que deve estourar em 2018 neste país tão rico e tão mal administrado.

Infelizmente será uma rebelião indignada, quando deveria ser uma revolução popular como foi a cabanagem no Pará em 1835. Faltam líderes com visão de um novo modelo de administrar o país para a maioria dos povos. Quem poderia organizar essa urgente revolução seriam as centrais sindicais e seus filiados sindicatos nas bases, porém estão todas elas sem capacidade de liderança. Quem poderia estimular a entrada dos pobres na resistência seriam as lideranças das igrejas, tanto a católica, como as protestantes, mas infelizmente se calam e se dedicam a doutrinas e espiritualidades desligadas da realidade. Deixam os povos como ovelhas sem pastor.

Buscando algum sinal de esperança para 2018, se pode alegrar com a visita do Papa Francisco à nossa Pan Amazônia. Dia 19 de janeiro ele estará na cidade de Maldonado no Peru, bem vizinho do Estado do Acre. Ele sim, pastor que grita e testemunha defender as ovelhas mundo afora. Não teme os políticos opressores e acolhe os que sofrem, católicos, mulçumanos, protestantes, quem estiver sofrendo e denuncia os opressores.

Com tal exemplo do Papa Francisco, que o novo ano espera de você e eu? Primeiro,  espera que tomemos a sério a consciência de nossa responsabilidade social e cristã diante do que está acontecendo em nosso município, na Amazônia e no Brasil. Você e eu, somos também responsáveis de ajudar a mudar esta triste herança do ano que termina hoje. Começando por debater as situações em seu grupo de fé, na associação de moradores onde deve participar, na sua escola, na universidade; ao mesmo tempo compreender que não se pode mais reeleger políticos que se preocupam com seus benefícios e ignoram os e as eleitoras. Nenhum deputado e senador que vendeu seu voto ao ditador Michel Temer para destruir as leis trabalhistas e da previdência social, nenhum deles deve ser mais votado pra nada. São traidores dos trabalhadores e dos pobres. Eleitor que tiver consciência humana nunca mais votará nesses traidores.

Isso é o mínimo que o novo ano espera de mim, de você e de todos que sofrem dessa herança maldita do passado.

Natal é aniversário do menino, ou do homem que amou até o fim?

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Editorial RNA – 19.12.2017
Na próxima segunda feira é feriado mundial, por ser aniversário de um grande homem. liás, mais que um grande homem, e sim, aquele galileu,considerado por muitos lá, como herege. Isto porque não se prendia a doutrinas e leis religiosas. Apenas uma lei ele seguia e ensinava – amar e amar.
Era Jesus de Nazaré, o que revelou a humanização de Deus aos que andavam errantes na vida, presos a leis estéreis. Este é o aniversariante de segunda feira. Está na hora de se deixar de contemplar o meninosinho deitado na cocheira e mirar o homem que revelou Deus misericordioso. De tanto amar, arriscou a vida e acabou assassinado aos 33 anos, porque amou até a última gota de sangue. Ele venceu a morte e deixou o túmulo vazio, por isso precisamos fazer do Natal a festa da vitória.
Mais do que nunca, hoje precisamos nos sentir convocados pelo aniversariante. Pois, no Brasil e na Amazônia são tantos os Herodes, Pilatos, Saduceus e doutores da lei. Eles impõem a lei do mais forte em Brasília, Belém, Porto Velho. Também tiram o pão da boca dos trabalhadores, e estudantes em Santarém, Parintins, São Luiz do Maranhão e tantas comunidades que perdem o direito às leis trabalhistas e agora são ameaçados de perder aposentadoria. Igual como as autoridades políticas e religiosas do tempo de Jesus, os de hoje são cínicos, sem escrúpulos.
Porém, também como na Galileia, as populações vivem como ovelhas sem pastor. São exploradas, mas ficam caladas e submissas. Correm o risco de no próximo ano votarem nos mesmos bandidos, que hoje mudam as leis em prejuízo dos pobres. Esse aniversário do dia 25 de dezembro é também uma intimação a todos os formadores de opinião que defendem a vida. as ovelhas precisam de pastores comprometidos em defendê-las. Outros Pedros, Tiagos, Paulos e Andrés, que amem e defendam seus irmãos.
Dia 25 próximo é dia de aniversário e ele aceita presente. O único que ele aceita é que tenhamos coragem de segui-lo e defendermos suas ovelhas, mesmo que para isso sejamos perseguidos e caluniados.
Cantar o noite feliz parece coisa do passado. Melhor será cantar – Seu nome é Jesus Cristo e está presente na vida dos sofridos. E aí sim, dizer – Feliz natal irmão e irmã.

Ainda atual: povo unido jamais será vencido

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Análise da semana – Nossa Voz é nossa vida – 10.12.2017

Você, como eu e todos os cidadãos e cidadãs que querem bem a este município e respeitam a mãe natureza, não podemos ficar indiferentes diante do que está acontecendo. Entre os cristãos, a omissão é um pecado muito grave; para os não religiosos, a indiferença é um crime contra a ética.

Santarém rural e urbana se tornou ultimamente uma arena em disputa pelo território. Dois tipos de pessoas estão neste conflito. De um lado, os empresários, apoiados pela maioria dos vereadores deste município. Do outro lado, os movimentos populares organizados, lutando pelo bem comum, tendo como aliados os ministérios públicos.

Depois que as audiências públicas ocorreram para atualizar o Plano diretor do município, as batalhas se intensificaram. A conclusão das audiências garantiram a permanência das Áreas de Proteção ambiental, as APAS. As principais são a do Maicá, a do Saúbal, a do Alter do Chão e a do Juá. Os empresários ficaram inconformados porque querem usar e abusar no uso do território, para aumentar seus lucros. Primeiro, a empresa laranja que pretende à força construir portos graneleiros na boca do lago do Maicá. É laranja, por que quer construir os portos e entregar para empresa estrangeira. É apoiada pelos sojeiros da região. O outro grupo composto por empresários da construção civil, querem eles a todo custo a liberação do uso do solo para construírem prédios de seis, dez e mais andares nas áreas balneárias de Alter do Chão, Ponta de Pedras, Carapanari e outras. Estes são apoiados por boa parte dos vereadores de Santarém, interesseiros. Não se preocupam com os sofrimentos dos moradores, que buscam a paz e não só o lucro a qualquer custo. Os insistentes interessados em destruir parte da APA Maicá, não revelam as consequências negativas para 450 pescadores que extraem pescado no lago do Maicá; não revelam os desastres com a proposta de construção de uma larga avenida cruzando nove bairros da periferia da cidade para transportar 800 carretas diariamente. Certamente aumentarão os números de acidentes, de prostituição e desemprego.

Do outro lado, estão os movimentos organizados de Alter do Chão e do Eixo Forte, os movimentos populares de Santarém e alguns universitários. Estes lutam pelo direito ao bem viver numa cidade mais humana, com mais direitos aos pedestres

Como durante as audiências públicas da atualização do Plano Diretor, a pressão popular fez prevalecer a defesa do solo para convivência humana, agora as batalhas estão na Câmara de Vereadores. Ali, está em jogo, o interesse de facilitar as ambições dos empresários, violando o novo Plano Diretor.

Já que foi aprovado por decisão democrática da sociedade civil, o dever dos vereadores seria apenas confirmar aquela decisão. Mas insistentemente querem modificar exatamente a lei do uso do solo, para atender os interesses dos empresários. Na semana passada, como os movimentos populares lotaram o plenário da Câmara, os vereadores não votaram o maldito projeto, alegando a ausência do autor do projeto, justamente um vereador empresário.  Possivelmente amanhã em nova sessão da Câmara será debatido o tal projeto e votado.

Daí a necessidade de todos os cidadãos e cidadãs que amam esta cidade e este município, comparecerem amanhã à tarde no plenário da Câmara para pressionar os vereadores a respeitar as decisões do plano diretor do município. Continua válido o ditado que diz: Povo unido jamais será vencido. Afinal, uma cidade existe primeiramente para ser habitada em convivência harmoniosa dos moradores. Não pode ser casa de mãe joana, onde quem tem dinheiro manda mais. Você concorda? Então não fique de fora, que a luta é de todos nós.