Mês: março 2018

Paixão e morte continuam na Amazônia e umas gotas de ressurreição

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Editorial – RNA – 27.03.2018

Fazer memória hoje da paixão, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré, só é possível se olhar esse acontecimento a partir do que acontece na Amazônia. Trazer o acontecimento passado, a partir do que ocorre hoje. Por este caminho, vai se perceber que em nossa região, ainda estamos vivendo a paixão e morte do Mestre, enquanto que os sinais da ressurreição são mais humildes e pontuais.

Sabe-se disso quando recorda a afirmação de Jesus que dizia – Tudo que fizeres ao menor dos meus irmãos é a mim que fazes. Assim, são tantos os sinais  da paixão e morte de Jesus hoje, nos rios, nas florestas, nas cidades sem água potável. Mas a paixão se torna mais visível nestes dias, quando se sabe do assassinato da líder das favelas do Rio de Janeiro, Mariela Franco. Esse martírio de Mariela repercute nas favelas do Rio, nos meios de comunicação nacionais e internacionais. Embora se duvide  que os Herodes e sacerdotes do capitalismo estejam comovidos.

Mas não só Mariela encarna hoje a Morte de Jesus. Em Barcarena no Pará, na mesma semana foi assassinado Paulo Sérgio. Líder comunitário que defendia vidas de 60 mil moradores ribeirinhos, agredidos pela empresa Norueguesa Hidro Alunorte, ao jogar perversamente veneno nos rios de Barcarena. Paulo Sérgio não foi notícia internacional, nem nacional, mas foi mais um mártir por conta dos interesses ambiciosos da empresa estrangeira saqueando o Estado do Pará. Tal qual Pilatos e Herodes, o governo do Pará lavou as mãos,  indiferente.

Além disso, a paixão de Cristo continua hoje em Anapu, Estado do Pará. Padre Amaro acaba de ser preso pela polícia, como se fosse um criminoso. Invadiram sua casa procurando justificar sua prisão. Pe. Amaro é um ousado profeta da Amazônia que desde jovem, ao lado da irmã Doroty defende os direitos dos posseiros perseguidos por grileiros. As forças econômicas, políticas de hoje, tais como as do tempo de Jesus, perseguem, matam os que ousam lutar por justiça e liberdade.

Mas a semana santa deve concluir com o domingo de páscoa da ressurreição. Esta acontece lá onde organizações populares enfrentam injustiças sociais, ambientais e de direitos humanos. Certamente em todos os Estados da Amazônia está acontecendo ressurreição, nas ocupações por moradia, defesa dos rios, defesa da vida.

Jejum quaresmal hoje, como ?

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Análise da semana para Nossa Voz é nossa vida  –  04.03.2018

No tempo da quaresma somos todos convocados a fazer jejum. Quando eu era um frade franciscano na década de sessenta, entendia que jejuar era deixar de comer muito, renunciar refrigerante, sorvete, etc. Com o tempo e a experiência de vida, fui compreendendo que Jejum mais significativo é perdoar quem me deixou magoado, é pedir perdão de quem machuquei com atitudes grosseiras. Também jejuar, é olhar fora de minha vida pessoal e perceber as necessidades dos outros, defender quem está sendo injustiçado, tomar partido dos que sofrem consequências de agressões à saúde de tantas pessoas. Então, vamos ver uma situação em que o jejum está sendo aguardado de nós seguidores de quaresma.

Nos últimos dias saiu uma notícia num canal de televisão uma possível destruição da Ocupação Bela Vista do Juá, com reintegração de posse de um suposto dono do terreno. Pode ser verdade? Ou Boato? Ou Mentira para assustar duas mil famílias que habitam a ocupação? O que se sabe de oficial? Procuramos a liderança do Movimento de Trabalhadores em luta por moradia de Santarém, MTLM. Dona Margarete Teixeira de Farias, presidente nos passou os seguintes documentos oficiais.

  1. A Associação dos moradores do Bairro Vista Alegre do Juá é legítima registrada com CNPJ 12.804.935/0001-00 com sede própria em frente da ocupação na rodovia Fernando Guihon.
  2. A Ocupação e não invasão como alguns apelidam, é hoje Bairro Bela Vista do Juá. Com duas mil famílias cadastradas, dois terços delas já morando no bairro. A ocupação original tem 205 metros de frente por dois mil de fundo. Tem divididas  mais de 25 ruas, tem espaço de 190 por 190 metros para escola, posto médico, campo de futebol e casa para Pastoral do Menor. O atual bairro começou a ser ocupado em 2014 pacificamente. Hoje outras pessoas estimularam invasão, esta sim, invasão na área próxima ao rio tapajós e lago do Juá. Inclusive falam que policiais, vereadores tomaram terrenos lá.
  3. Quais são as ameaças para as duas mil famílias ocupando a área – a imobiliária Buriti e um herdeiro da família Correa se dizem donos da área ocupada. Por conta disso abriram processo de reintegração de posse. Um juiz de Santarém se apressou em dar sentença de reintegração por liminar. Esta foi contestada por advogados da associação do MTLM e mostraram na justiça que a propriedade da área era falsificada. O processo parou em Belém desde que documentos provaram que a requisição de posse não se sustentava.
  4. A Associação dos moradores do bairro Vista alegre do Juá, passaram a dialogar com o atual prefeito, Nélio Aguiar requerendo a Regularização fundiária Urbana (REURB), baseados na lei federal de julho de 2017 – Número 13.465. Ver anexo I art. 10…
  5. Quem pode requerer do prefeito a legitimação da ocupação do bairro Bela Vista do Juá, e outras que estão ocorrendo na cidade, como no bairro da Vigia? Ver anexo II art 14 poderão requer a Reurb…
  6. Responsabilidade do prefeito para executar   a REURB – ver anexo III – art. 30 Compete aos municípios ….
  7. O Diálogo da Associação bairro Bela Vista do Juá com o prefeito tem havido alguns, nos quais ele se mostrou aberto ao diálogo, está ciente da lei de regulação fundiária urbana. Mas concretamente nada ele fez.

– No dia 10 de outubro de 2017 foi entregue pela presidente da associação Margarete Farias, no gabinete do prefeito um requerimento apresentando os nomes de moradores,  para compor a Comissão paritária afim de realizar a regularização do bairro.

– No dia 05 de dezembro de 2017 foi entregue ao prefeito um requerimento pela presidente da associação do bairro solicitando que o prefeito cobrasse de sua equipe de trabalho providência de andamento a regularização do bairro.

– No dia 05 de fevereiro 2018 a presidente Margarete  entregou no gabinete do prefeito um ofício solicitando que Nélio Aguiar na condição de prefeito municipal e de acordo coma lei de regularização urbana, providenciasse com URGÊNCIA o ordenamento da área destinada à construção de equipamentos públicos do bairro Vista Alegra de Juá.

  1. Até o momento o sr. prefeito não moveu uma palha. Com isso ele revela com quem está seu compromisso. Lamentavelmente os e as eleitoras acreditaram na sua promessa de campanha de que se eleito fosse faria um governo da periferia para o centro. Mas não é o que está acontecendo. Enquanto isso, duas mil famílias estão ameaçadas por boatos de que a polícia militar vai botar pra quebrar tudo que resistir a tal reintegração de posse. Mas moradores do bairro dizem que acima dos poderes humanos está o poder de Deus e tem confiança que de lá não sairão. Ali já um bairro com duas mil famílias, apesar de uns espertalhões estarem metidos no meio como joio no meio do trigo. Jejuar é preciso, mas jejum de solidariedade e defesa dos oprimidos.

Paulo Sérgio assassinado em Barcarena, um dia antes de Mariela, sabe por quê?

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Análise da semana – Nossa voz é Nossa Vida  – 18.03.2018

Um canto da liturgia católica expressa um compromisso forte com a superação da violência, tema da Campanha da Fraternidade deste ano. Verso e refrão tirados do Evangelho, vão  assim: “Tenho que gritar, tenho que lutar ai! de mim se não o faço, como escapar como calar se tua voz arde em meu peito…”Também o evangelho proclamado hoje nas celebrações, nos faz uma provocação misteriosa. Jesus fala abertamente aos discípulos e curiosos ao seu redor. Diz ele “Chegou a hora de se revelar a glória do Filho do Homem. Se o grão de trigo não morrer, não poderá produzir frutos, mas se morrer,  gerará  vida”.

Esses dois textos bíblicos estão bem atuais nos dias de hoje no Brasil, no Pará e em nossa região. Pessoas que levam a sério a sede de justiça social, são como a semente que morre pra gerar mais vida coletiva. Os ricos e corruptos não podem compreender como tantas pessoas arriscam a vida pelo bem dos outros.

No Rio de Janeiro a jovem Mariela, vereadora  e lutadora popular, que honrava o cargos que seus eleitores lhe deram, foi brutalmente assassinada na semana passada. Muitos se perguntam  mas de que vale tanques de guerra, fuzis e metralhadoras com vários batalhões do exército nos bairros e favelas? De nada vale quando a violência já vem das próprias autoridades corruptas. Mariela, como Jesus de Nazaré, revela a gloria de Deus, se dedicando ao bem de seu povo. E como Jesus, se torna uma semente que vai ao chão e certamente  produzirá muitos frutos.

Também no Estado do Pará, município de Barcarena, mais um lutador popular  é assassinado a sangue frio. Ele  defendia seu povo, por causa dos crimes cometidos pela empresa multinacional Hidro Alunorte, que derramou alto veneno no rio Pará. Acobertada pelo governador Jatene, a empresa ganhando altos lucros, enganava os moradores ribeirinhos e derramava veneno da fábrica de alumino no rio. Foi preciso pesquisador do Instituto Evandro Chagas, verificar a poluição das águas. O governador teve o cinismo  de alegar que a derrama de veneno no rio teria sido por causa das chuvas. Paulo Sérgio Nascimento, presidente da associação dos moradores prejudicados, denunciava os crimes e exigia justiça para seu povo. Também foi brutalmente assassinado na semana passada. Mais uma semente foi enterrada e dará muitos frutos, porque os moradores de Barcarena  compreendem agora que só unidos terão forças para enfrentar a empresa criminosa e o governo submisso.

Em Santarém, as violências também estão presentes de vários modos. Seja nas ameaças de despejo  que pairam sobre duas mil famílias na ocupação Bela Vista do Juá. Embora, nunca foi provado que o alegado dono da terra tenha título de propriedade, um juiz deu reintegração de posse. O prefeito evita utilizar a lei de regularização de área urbana ocupada a Reurb. Prefere como Pilatos, lavar as mãos, facilitando os interesses de quem não precisa da área, nunca antes utilizada. Como as lideranças populares organizam bem a resistência, os vereadores marcam para o dia 5 de abril, uma sessão especial sobre o grave problema da ocupação. Se eles tiverem compromisso sério com os eleitores, serão capazes de exigir do prefeito uma solução para as famílias ocupantes.

E tudo isso acontecendo lá e aqui e nós, que temos casa e somos cristãos, como respondemos aos gritos dos excluídos? Como vamos dar glória a Deus assumindo a defesa dos que são ameaçados por lutarem por justiça social? O que você tem a dizer sobre o Evangelho proclamado hoje nas celebrações e tantos assassinatos de lideres populares?

 

Água potável desaparece nos rios e lençol freático do Oeste do Pará

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Análise da Semana  –  Nossa Voz é Nossa Vida  –  25.03.2018

Na sexta feira passada o mundo civilizado comemorou o dia mundial da água. Como esse dom precioso foi celebrado em seu bairro e sua comunidade? Água potável é um direito humano universal. Potável significa que se pode colocar no pote para beber e usar, que está cristalina e pura. Então, quem garante que a água que sua família usa é potável? A água servida pela Cosampa em Santarém tem garantia de ser potável?  E as águas dos microssistemas tem garantia de serem potáveis? E a água que você usa do poço do quintal, ou de seu vizinho, foi examinada no último ano? Tem garantia de ser cristalina e pura? E por aí vão as questões sobre a pureza das águas do rio Tapajós, do Arapiuns, e as águas dos igarapés do Urumari, São Brás, Cucurunã, podem ser usadas na cozinha e no pote? Sem falar nas águas dos lagos do Juá, do Papucu e Mapiri. Tem-se a impressão de que nenhuma água aqui na região é potável.

Mas e daí? Que fazer? Deve estar perguntando você. Culpa de quem? Mesmo que você já tenha pensado numa resposta, creio que são dois sujeitos os responsáveis por essa agressão permanente ao dom de Deus, a água potável. O primeiro deles é nós mesmos, sociedade civil. Como calamos diante do uso agressivo de agrotóxicos na produção agrícola? 70 mil hectares de terra em nossa região estão semeados de soja e com agrotóxico. São 24 diferentes tipos de veneno agrícola utilizados, maior parte pelos cultivadores de soja, mas também por membros da agricultura familiar. Quem utiliza agrotóxicos sem preocupação com seus impactos comete grande violência.

No hospital regional em Santarém está aumentando o número de pacientes com câncer, o que não havia 40 anos atrás, por quê? Mas também o que estão fazendo nos igarapés de nossa região, é violência grande a atingir crianças e futuras gerações. Quem hoje ousa mergulhar no igarapé do Irurá, ou lagao do Mapiri? E ali a poluição é de esgotos caseiros.

Outro sujeito culposo é o poder público, tanto o municipal, como o estadual. Por lei, todo poço artesiano, todo microssistema e as cisternas da Cosampa, devem ser examinados e corrigidos a cada seis meses. Para isso, são pagos funcionários da Divisão sanitária, a Divisa, secretarias de meio ambiente municipal e estadual, entre outros órgãos ligados à saúde pública e meio ambiente. Quando foi a última vez que foi examinada a água do microssistema de Jacamim, Cipoal e bairro Floresta? Quando foi a última vez que foi publicado nos canais de TV e rádio de Santarém e Belterra, a prova de água potável servida pela Cosampa? Se a resposta for, já faz tempo ou nunca foi publicado isso, é violência contra as populações.

A Campanha da Fraternidade nos convoca a lutar firme para superar a violência. Se a água potável é um direito humano universal e se ela está sendo poluída e causando doenças nos seres humanos de nossa  região, então não podemos ficar de braços cruzados diante desse grave crime que está sendo aplicado a nossos filhos e futuras gerações. Como diz a canção – quem sabe faz a hora não espera acontecer. E um ditado afirma que quem gosta de nós somos nós mesmos.

Água contaminada em nossas torneiras, nossos igarapés, lagos e rios é grave violência. Podemos acusar os poderes públicos, devemos pressioná-los organizadamente. Para isso, em nossas comunidades há associação de moradores, há Comunidades eclesiais de base, grupos de oração, cultos e celebrações cristãs, reflexões bíblicas. Se não assumirmos esta ligação entre a palavra de Deus e a realidade que vivemos, que tipo de cristãos somos?

Aqui presto uma homenagem a dois mártires deste mês no Brasil. Uma a Mariele Franco no Rio de Janeiro; o outro Sérgio Vieira em Barcarena no Pará. Ambos deram a vida lutando por justiça, em defesa da vida de seus semelhantes. Ambos estão no céu, como Jesus Cristo amaram até a última gota de sangue. Eles são exemplos para você e para mim.

Obras da luz e obras das trevas como separar?

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Análise da semana – Nossa Voz é Nossa Vida  – 11.03.2018

No Evangelho proclamado em todas as celebrações católicas deste final de semana, aparece uma revelação provocativa. Deus não castiga ninguém. Ele amou tanto a nós humanos, que permitiu seu Filho amado passar 33 anos entre nós e dar a vida por amor, até a última gota de sangue. Ele não veio ao mundo para condenar,  mas para garantir a vida eterna ao que nele crer. E mais, diz o Evangelho, que a Luz veio à terra, mas muitos preferiram as trevas, porque suas obras são perversas.

Obras boas e obras perversas, aquelas dos que confiam no Filho amado de Deus, estas, dos que preferem as trevas. Como hoje distinguir umas das outras? Apresento aqui três ocorridos dos últimos dias na região e você  pode interpretar à luz do Evangelho:

  1. O governador do Estado do Pará veio à nossa região na sexta feira. Trouxe mala cheia de verbas, para hospital de Óbidos, hospital de Alenquer, construção de novo porto fluvial em Santarém e outras coisinhas mais. Tudo isso, sete meses antes do dia das eleições gerais de outubro. Tudo indica que ele é candidato a algo e padrinho de outro candidato. Além dessa fartura do governador, em várias ruas de Santarém, há placas anunciando que deputado A trouxe verbas para obras na cidade, deputado B trouxe verba para obras na cidade, deputado C trouxe verba para obras no município. Isso, sete meses antes das eleições e tudo indica que eles serão candidatos novamente.  Também quem passa pela orla da cidade fica muito surpreso como a tecnologia moderna está construindo mais de um quilômetro de orla mesmo já tendo o rio encostado no cais. Estão trabalhando dentro d`’agua ampliado o cais. Pelo ritmo que corre, deve ser inaugurado antes do mês de outubro, dia das eleições. Impressionante, não acha? Quem patrocina? Generosidade ou perversidade?
  2. Agora reflita também sobre este outro caso. O hospital municipal foi terceirizado desde o dia primeiro de março. Isto é, a partir de então, uma empresa privada, ao custo de 5 milhões de reais pagos pela prefeitura, está administrando o hospital público, aberto a toda a população necessitada de tratamento hospitalar. Para a empresa organizar bem o hospital e ainda tirar seu lucro, certamente imporá limites de recepção de pacientes. Daí que, a cada dia que chegarem mais pacientes (e eles não param de chegar), os que chegarem além do limite regulado pela administração, ficarão de fora. Para onde irão? O prefeito, que é médico e já foi secretário de saúde sabe o que significa isso. Por que ele insistiu de terceirizar o hospital? Será uma obra da luz ou das trevas?
  3. Ainda um terceiro fato da semana. Lá na cidade de Rurópolis aconteceu no meio da semana, um negócio apelidado de audiência pública. Promoção da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, SEMAS, com objetivo de apressar a construção de sete hidroelétricas no rio Cupari, ali entre Aveiro e Fordlândia. A apelidada audiência teve o protesto de um grupo de indígenas munduruku que sabem as consequências de tais desgraças para os povos do Tapajós. O Ministério Público Estadual insistiu pela não realização da audiência por falhas legais. Mas a SEMAS tem pressa de atender aos empresários, não respeitou o MPE.
  4. Então, nestes três ocorridos da semana, quais sinais você identifica de obras da luz e obras das trevas? Para você tirar conclusões corretas, tome as afirmações do evangelho de hoje, analisando quais benefícios, ou quais prejuízos elas acarretam para as populações incluídas. Levando em conta também os impactos na natureza, no bem estar das comunidades e na honestidade das intenções dos promotores desses fatos. É sua vez de tirar conclusões, afinal você se sente filho, ou filha da luz, ou filho e filha das trevas? E com você ouvinte. Um abraço.