Mês: maio 2018

Greve dos caminhoneiros quem causa isto? o buraco é mais profundo

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Notícia reflexiva para Rádio Rio mar  –  29.05.2018

Boa tarde Gecilene, boa tarde ouvinte fiel da Grande Riomar de Manaus, certamente você deve estar preocupado/a com a grave crise social e econômica que vivemos nós na Amazônia e no Brasil. Crise essa que tem mais um capítulo com a greve dos caminhoneiros que já esta com nove dias encurralando o governo ilegítimo de Michel Temer. Você deve estar acompanhando pelos canais de televisão nacionais, especialmente redes Globo e Bandeirantes,  com suas colegas e as emissoras de rádio ligadas a essas redes. Todas assustando as populações, criticando os caminhoneiros, como sendo eles culpados pela crise de abastecimento no país. As interpretações sobre essa greve nacional são várias, boa parte delas não verdadeiras.  Afinal, o que mesmo tem sido a causa principal dessa greve geral dos caminhoneiros? E porque os funcionários da Petrobrás prometem entrar em greve geral também a partir de amanhã? Por que o governo ilegítimo de Michel Temer demorou tanto a negociar com os grevistas? Será que você percebeu que o diretor geral da Petrobrás  não obedeceu a seu chefe Michel Temer? Por que o funcionário público Pedro Parente, diretor da Petrobrás não respeitou seu chefe? Aqui está a causa principal da greve dos caminhoneiros. A Petrobrás, mesmo sendo uma empresa do Estado brasileiro, hoje ela tem 49 por cento de controle de acionistas privados, boa parte deles estrangeiros.  Esses acionistas exigem seus lucros com os dividendos  das vendas da Petrobrás. Daí que o governo federal está submisso aos interesses dos acionistas e Pedro Parente obedece a eles. Assim, ele é obrigado a prejudicar os brasileiros aumentando os preços do gás, gasolina e óleo diesel, até cinco vezes por semana. Os caminhoneiros não aguentaram mais, como nós não estamos aguentando. Como os caminhoneiros são organizados deram o grito de basta e fizeram a greve. O governo ilegítimo em vez de forçar o diretor da Petrobrás a respeitar os brasileiros, preferiu atender os grevistas prejudicando nós todos. Como? Diminuiu o preço do óleo diesel, mas continua subido o preço do gás e da gasolina.  O que falta agora? Todos os consumidores de gás e gasolina fazerem também a greve geral e exigir respeito do governo ilegítimo. E aí? Que você acha?

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E depois da greve dos camioneiros…

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Editorial  RNA  – 24.05.2018

A greve nacional dos caminhoneiros, agora já no quarto dia, é um aviso curto e grosso ao falido e submisso governo Michel Temer. A rebelião dos humilhados está começando. E tende a se alastrar. O desgoverno brasileiro se revela de forma que o presidente da estatal do petróleo, manda mais do que o presidente ilegítimo. Aquele diz que não pode baixar tanto o preço dos combustíveis, porque depende da subida do preço internacional do petróleo. Como explicar cinco aumentos de combustíveis em uma única semana?

O Brasil é auto suficiente em extração de petróleo, até na Amazônia se extrai petróleo em Ururucu. O governo vende mais petróleo bruto do que importa em derivados, gás, diesel e gasolina. E como explicar que numa cidade como Santarém o preço da gasolina chegou a 4 reais e 80 centavos o litro? Michel Temer não explica esse absurdo de seu desgoverno, mas o presidente da Petrobrás esclarece que ele está submisso aos acionistas, pois 49 por cento dos lucros da empresa devem ir para os dividendos dos acionistas. Daí, quem tem que pagar o preço são os consumidores. Mas o Sindicato dos caminhoneiros chegou ao limite e fez greve. Paralisando os caminhões e carretas, paralisa o comércio nacional.

Até onde irá esse cabo de guerra entre o governo falido de Michel Temer e os milhares de caminhões parados? O governo pediu trégua de três dias para inventar uma solução. O Sindicato disse negativo, pois o aviso foi dado dois meses atrás. Michel Temer comprou deputados senadores mas não compra os caminhoneiros. Até hoje à noite o governo e a Petrobrás, ou baixam os preços dos combustíveis, ou a rebelião nacional vai ampliar. Quando começar a falta gás nas cozinhas, faltar açúcar, café e alimentos nas tabernas e supermercados, não haverá quem segure o povo revoltado.Vamos acompanhar para ver em que vai dar.

Vivemos em casa de mãe joana

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Análise da semana  –  Nossa Voz é Nossa Vida  – 06.05.2018

O tempo avança, coisas acontecem a cada momento, às vezes bem próximo de nós. Outras vezes, na região e também na Amazônia, como também no país e no planeta. De alguma forma tudo o que acontece em qualquer local ou região atinge nossas vidas, mesmo quando não nos damos conta. Um exemplo, o governo federal continuamente faz subir o preço dos combustíveis, quase a cada semana. Com tal decisão lá em Brasília, todos somos atingidos ao ver os preços das passagens, o quilo de arroz, uma lata de óleo. Se agente reclama no comércio o dono diz  que a culpa é do pessoal lá de cima. No Pará estão localizadas duas das maiores hidroelétricas do país, mas nós pagamos a tarifa mais cara e agora inventaram mais uma tal de faixa amarela no consumo de casa.

Por outro lado aqui mesmo na cidade, se cai uma chuva mais forte, as ruas da periferia se enchem de valas e as asfaltadas aumentam os buracos. O poder público diz que não sabe o que fazer com tanta chuva, embora quando o prefeito foi candidato prometia maravilhas para a cidade e o campo. E assim as coisas acontecem e causam impactos em nós, pra bem, ou pra mal. A sociedade civil sofre, mas suporta apenas murmurando e xingando vereadores, secretários e prefeito.

Hoje em dia, as autoridades só atendem aos clamores da sociedade quando grupos e movimentos populares vão pra rua, ocupam prefeitura, INCRA, IBAMA. Quando trabalhadores fazem greve, paralisam ruas e empresas é que as autoridades tentam dar um jeito. Assim nestes dias funcionários públicos do Estado estão em greve. Embora o governador não está dando a mínima, ele sabe que seu desgaste é grande e seu futuro é incerto.

Vivemos um tempo de anarquia na administração pública. Em Santarém, a construção do hospital materno infantil continua inacabado e parado, quando deveria ser prioridade do governo municipal e vereadores fazerem esforços para concluir a obra tão urgente para a  região. Ao mesmo tempo o hospital municipal é entregue a uma empresa privada, tirando o prefeito a  responsabilidade pelo que acontecer ali em prejuízo da população. Os vereadores silenciam e fingem de que não sua responsabilidade zelar pelo bem dos eleitores.

Também hoje convido você a olhar para um espelho a nos alertar para as ameaças que pairam sobre moradores e o nosso rio Tapajós. O espelho é o rio Xingu, depois da desgraça da usina de Belo Monte. Não podemos fingir que não vemos aquele desastre social, econômico e ambiental. Hoje completa dois anos que seis turbinas estão funcionando Belo Monstro, como dizem os militantes do Xingu Vivo. Calculada inicialmente para custar 16 bilhões de reais, já consumiu 35 bilhões e se concluir chegará a 50 bilhões de reais. Tanto dinheiro gasto, tantos prejuízos causaram aos ribeirinhos, pescadores, indígena e a própria cidade de Altamira.

Em novembro passado passei seis dias na cidade. Pessoas entrevistadas só denunciavam os crimes da obra gigantesca e que não ira gerar tanta energia como  governo afirma pra iludir o povo. Uma líder do povo Juruna dizia que a irresponsabilidade dos administradores da usina é tão grande, ao ponto de seus técnicos abrirem as comportas sem avisar o povo. As águas descem como cachoeira, levando tudo e todos que estiveram na frente. A mãe indígena diziam indignada que ela não tem confiança de deixar seus filhos se banharem no rio, como era costume, por medo de morrerem afogados, já que os técnicos abrem as comportas quando menos se espera. As obrigações que a empresa construtora tinha obrigação de realizar na cidade e aos ribeirinhos que perderam suas ocupações, não são cumpridas, causando revolta na população atingida.

Este é o espelho de alerta para moradores de Santarém, do Tapajós, de Belterra, Aveiro, Resex, Flona e tapajós acima. Não podemos ficar de braços cruzados pensando que o governo esquecerá seu projeto de sets grandes hidroelétricas no Tapajós. Não podemos ficar parados, não podemos esperar pelos políticos e menos ainda pelos juízes. O projeto São Luiz do Tapajós está arquivado mas não está abandonado. Ou nos organizamos e resistimos, ou vamos chorar o caso sem retorno. Cada associação de moradores, cada delegacia sindical, cada Igreja cristã precisamos estar unidos, organizados e partir para a resistência como hoje fazem os indígenas Munduruku. Eles nos dão exemplo.

 

Vivemos uma sociedade líquida

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Análise da semana  – Nossa Voz é Nossa Vida  –  29.05.2018

Estamos vivendo uma época tão ruim, que um pensador polonês chama de mundo líquido, sociedade líquida. Quer dizer, uma sociedade comparada com um barco lotado de passageiros, num grande temporal com ventos e raios, no meio do amazonas. Os pilotos estão bêbados e não conseguem conduzir o barco numa direção segura. E nessa sociedade líquida, os viajantes não reagem, apenas choram e se põem a rezar.

As desigualdades sociais no Brasil aumentam cada dia. Tornam-se  comuns as tragédias, destruições de famílias, invasões de terras por grileiros, sem que as autoridades tomem providência. Aumenta o número dos doentes que os hospitais não conseguem atender dignamente, inclusive aumenta o índice de câncer em nossa região provocado pelo uso sem controle dos agrotóxicos.

As situações de sofrimento se multiplicam e os que tem algum recurso vão se acostumando a não sentir peso de consciência, ou quando muito, fazem umas obras de caridade que aliviam seus corações. Já os políticos, esses não se preocupam de encarar essa desigualdade social. Estão nos seus cargos bem remunerados, já pensam em buscar votos para se reelegerem; os gestores públicos sabem das tragédias sociais de seus eleitores, mas não buscam solução. Assim estão os municípios de Monte Alegre, Alenquer, Curuá,  Mojuí dos Campos, Belterra, e entre os mais agravados  está o município de Santarém. Se alguém perguntar quanto do orçamento de cada um desses municípios é gasto com salários de funcionários, custos de secretarias  e dos secretários, descobrirá que  ali está grande volume dos impostos recebidos e dos fundos de participação.

Esta reflexão é apenas um exemplo da desigualdade social nos municípios, imagine no Estado e na nação. Quem está usufruindo das rendas, dos impostos e das riquezas da região? Quem recebe os grandes financiamentos do Banco da Amazônia e Banco do Brasil? Algum plantador de feijão? De batata? Você entende porque estamos vivendo numa sociedade líquida, como falou o filósofo polonês? Líquida, como água de um rio em temporal, ninguém se preocupa com os passageiros, cada um cuida de si.

Mas então chega uma questão pra nós que não concordamos com essa tragédia municipal e nacional: tem que ser assim? Vamos deixar as tragédias continuarem, até nossos filhos e netos não terem mais esperança de viver 25 anos? Vamos esperar por um messias como os judeus no tempo de Jesus? O mestre galileu na época não iludiu seus seguidores, avisou que nós somos os messias, a salvação está em nossas mãos. Então, se essas tragédias estão atingindo todos nós,  somos nós que temos que enfrentar e mudar a história, antes que seja tarde.

Alguém que esteja acompanhando nosso programa pode perguntar – mas como enfrentar esses poderosos e esses bêbados pilotos do barco? Essa resposta não pode ser resumida em cinco minutos de programa de rádio. Esse é o desafio a ser discutido no sindicato, na colônia de pescadores, na associação de moradores, nas CEBs, nas células, nas orientações de  crisma, nas doutrinas das congregações evangélicas, nos movimentos sociais. Este assunto de ver como vamos salvar os passageiros do barco naufragando nas águas da sociedade líquida. Por que temos que esperar que Deus venha nos salvar se Jesus já veio,  e disse aos seguidores de todas as  Igrejas, de todos os sindicatos, todos batizados e crismados, vão e façam o barco tomar rumo.

Em outubro próximo centenas de candidatos chegarão até você pedindo seu voto. De candidato a presidente da república, a governador do Estado, deputados e senadores. Procure se informar quais foram os que ajudaram a destruir as leis trabalhistas e apoiam a mudança da lei das aposentadorias. Esses você manda em frente e jure nunca mais votar nesses inimigos. Mas não só os federais, também os estaduais e municipais agora se apresentando a deputado estadual. Se em quatro anos nada defenderam em benefício da educação, da saúde da moradia dos pobres. Esses também devem ser riscados de sua lista de voto. É hora de mostrar que temos sangue nas veias e respeito pela dignidade. Vamos enfrentar essa sociedade líquida. Mais uma pista pra negar seu voto: 14 dos 17 deputados federais do Pará e dois dos três senadores  venderam seus votos  Michel Temer, para destruir as leis trabalhistas e a previdência social, Votar nesses, nem pensar.

Dia da mãe também merece uma reflexão

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Análise da semana  – Nossa Voz é Nossa Vida  – 13.05.2018

Vamos refletir a importância de acontecimentos da semana que passou. Mas antes, quero partilhar a alegria do dia das nossas mães. Na pessoa de minha mãe quero prestar uma sincera homenagem a todas as mães e pedir sua bênção. Dona Glória Moura Sena está no céu já há13 anos. Como sei disso? Afinal, uma mulher que desde criança aprendeu a ser seguidora de Jesus de Nazaré, gerou 14 filhos de um seringueiro pobre de Belterra. Como ela conseguiu isso, se não tinha empregada, quase todo ano vinha um filho ou filha, cuidar da casa, lavar roupa, dar de mamar, fazer bolo para os filhos venderem e completar o minguado salário do esposo e tinha tempo de ser do apostolado da oração, ir à igreja todo santo domingo e ainda atender os vizinhos necessitados, certamente essa mulher está hoje no céu. Como ela, certamente todas as mães que souberam seguir o caminho de Jesus, estão lá e as que ainda estão por aqui, podem seguir esse caminho. Parabéns senhoras mães, não aceitem presente trazidos do comércio. Será que  os filhos ainda pedem sua bênção todo dia?

Muito bem, seguimos a refletir sobre dois acontecimentos da semana que passou. Ontem pela manhã a liderança da Pastoral da comunicação da diocese convidou várias pessoas interessadas em questões de comunicação para refletir e buscar caminhos novos para  a Rádio Rural e TV Encontro, ambas vivendo uma crise muito séria. A Questão levantada pelo bispo era: Que tipo de rádio e TV Jesus quer hoje? A resposta era clara, basta ver como Jesus se comunicava na região onde ele fez sua missão? Com que tipo de gente ele se chega, o que dizia, o que fazia?  E quando ele chegava às autoridades políticas e religiosas, o que ele dizia? Com Herodes, Pilatos, doutores da lei? Certamente assim ele deseja que seja hoje a Rádio Rural.

Por vários motivos, os presentes reconheceram que  a emissora da Igreja Católica estão enfrentando uma crise muito séria e desse jeito tem dificuldade de fazer comunicação do jeito que Jesus quer. Para que nossa RR volte a ser o que deve, é necessário arregaçarem as mangas tanto os padres, o bispo, os e as leigas das áreas pastorais, Cursilhistas, membros da Renovação carismática, Pastoral da Juventude, membros das CEBs. Também precisam entra na campanha os que não sendo católicos mas dão importância à RR. Com tal conclusão o grupo dos presentes marcaram para o dia 31 de maio mais um encontro onde deverão definir um plano de ação para salvar tanto a RR como a TV Encontro. Assim surge esperança.

Outro acontecimento digno de nossa reflexão aconteceu ontem à noite lá na comunidade Santa Cruz, vizinha de Aramanaí. Era a festa da padroeira, Nossa Senhora de Fátima. Com representantes da s comunidades do distrito pastoral (Pindobal, Irussanga, Porto Novo, cajutuba, Aramanaí, São Domingos), os cristãos devotos fizeram uma simples procissão coma imagem da Senhora e em seguida a santa missa à luz de vela, porque a CELPA apagou as luzes desde a manhã. Na proclamação do Evangelho Jesus se despede dos seguidores antes de subir ao céu e lhes garante que tendo o Espírito Santo seriam capazes de expulsar demônios e curar doentes. O pregador então indagou, quais os demônios que hoje  prejudicam os moradores de Santa Cruz, o rio Tapajós e a vizinhança? Depois de pensar um pouco um foi dizendo: os projetos hidroelétricos, as geleiras que diziam nossos cardumes de peixes, o uso intenso de veneno aqui no planalto para plantio de soja, os madeireiros, entre outros demônios. E como podemos expulsar esses demônios foi a pergunta. Temos o Espírito Santo desde nosso batismo, agora precisamos de instrumentos adequados para enfrentar. Ficou então decidido que no próximo encontro de comunidades a ser combinado pelas lideranças ainda em junho, vão tirar um dia para juntos aprenderem a usar uma ferramenta para expulsar demônios e curar enfermos.  Terminada a santa missa foram continuar o arraial à luz de vela por culpa da Rede Celpa. Gostou dos sinais de esperança da semana? Houve outros por aí a fora.

Dia da mãe também merece reflexão

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Análise da semana  – Nossa Voz é Nossa Vida  – 13.05.2018

Vamos refletir a importância de acontecimentos da semana que passou. Mas antes, quero partilhar a alegria do dia das nossas mães. Na pessoa de minha mãe quero prestar uma sincera homenagem a todas as mães e pedir sua bênção. Dona Glória Moura Sena está no céu já há13 anos. Como sei disso? Afinal, uma mulher que desde criança aprendeu a ser seguidora de Jesus de Nazaré, gerou 14 filhos de um seringueiro pobre de Belterra. Como ela conseguiu isso, se não tinha empregada, quase todo ano vinha um filho ou filha, cuidar da casa, lavar roupa, dar de mamar, fazer bolo para os filhos venderem e completar o minguado salário do esposo e tinha tempo de ser do apostolado da oração, ir à igreja todo santo domingo e ainda atender os vizinhos necessitados, certamente essa mulher está hoje no céu. Como ela, certamente todas as mães que souberam seguir o caminho de Jesus, estão lá e as que ainda estão por aqui, podem seguir esse caminho. Parabéns senhoras mães, não aceitem presente trazidos do comércio. Será que  os filhos ainda pedem sua bênção todo dia?

Muito bem, seguimos a refletir sobre dois acontecimentos da semana que passou. Ontem pela manhã a liderança da Pastoral da comunicação da diocese convidou várias pessoas interessadas em questões de comunicação para refletir e buscar caminhos novos para  a Rádio Rural e TV Encontro, ambas vivendo uma crise muito séria. A Questão levantada pelo bispo era: Que tipo de rádio e TV Jesus quer hoje? A resposta era clara, basta ver como Jesus se comunicava na região onde ele fez sua missão? Com que tipo de gente ele se chega, o que dizia, o que fazia?  E quando ele chegava às autoridades políticas e religiosas, o que ele dizia? Com Herodes, Pilatos, doutores da lei? Certamente assim ele deseja que seja hoje a Rádio Rural.

Por vários motivos, os presentes reconheceram que  a emissora da Igreja Católica estão enfrentando uma crise muito séria e desse jeito tem dificuldade de fazer comunicação do jeito que Jesus quer. Para que nossa RR volte a ser o que deve, é necessário arregaçarem as mangas tanto os padres, o bispo, os e as leigas das áreas pastorais, Cursilhistas, membros da Renovação carismática, Pastoral da Juventude, membros das CEBs. Também precisam entra na campanha os que não sendo católicos mas dão importância à RR. Com tal conclusão o grupo dos presentes marcaram para o dia 31 de maio mais um encontro onde deverão definir um plano de ação para salvar tanto a RR como a TV Encontro. Assim surge esperança.

Outro acontecimento digno de nossa reflexão aconteceu ontem à noite lá na comunidade Santa Cruz, vizinha de Aramanaí. Era a festa da padroeira, Nossa Senhora de Fátima. Com representantes da s comunidades do distrito pastoral (Pindobal, Irussanga, Porto Novo, cajutuba, Aramanaí, São Domingos), os cristãos devotos fizeram uma simples procissão coma imagem da Senhora e em seguida a santa missa à luz de vela, porque a CELPA apagou as luzes desde a manhã. Na proclamação do Evangelho Jesus se despede dos seguidores antes de subir ao céu e lhes garante que tendo o Espírito Santo seriam capazes de expulsar demônios e curar doentes. O pregador então indagou, quais os demônios que hoje  prejudicam os moradores de Santa Cruz, o rio Tapajós e a vizinhança? Depois de pensar um pouco um foi dizendo: os projetos hidroelétricos, as geleiras que diziam nossos cardumes de peixes, o uso intenso de veneno aqui no planalto para plantio de soja, os madeireiros, entre outros demônios. E como podemos expulsar esses demônios foi a pergunta. Temos o Espírito Santo desde nosso batismo, agora precisamos de instrumentos adequados para enfrentar. Ficou então decidido que no próximo encontro de comunidades a ser combinado pelas lideranças ainda em junho, vão tirar um dia para juntos aprenderem a usar uma ferramenta para expulsar demônios e curar enfermos.  Terminada a santa missa foram continuar o arraial à luz de vela por culpa da Rede Celpa. Gostou dos sinais de esperança da semana? Houve outros por aí a fora.

Se a Amazônia paga o preço que diremos aos candidatos em Outubro?

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Editorial RNA – 20.04.2018

Quando se ouve alguém dizer que estamos vivendo um tempo de trevas no Brasil, não é exagero. A economia vai muito mal, a política completamente desacreditada da população,  a sociedade cada vez mais desigual, bancos, empresários, fazendeiros, cada vez mais ricos; altos funcionários do Estado, junto com juízes e procuradores seguem com altos salários. Por outro lado, o desemprego chega a 18 milhões de trabalhadores; o grupo do programa Bolsa Família sobre para 14 milhões de famílias, brasileiras na miséria.

Nesse tempo de trevas a Amazônia e seus povos sofrem ainda mais. Isto porque continua saqueada pelo agronegócio, mineradoras, destruição de seus rios com barragens. Além disso o que surgiu para cuidar dos direitos dos povos indígenas, a FUNAI sucateada, agora querem os políticos destruí-la de vez. Os ribeirinhos vêm seus rios poluídos com lama e mercúrio dos garimpos, como veem a invasão das geleiras criminosas devastando seus cardumes de peixes.

O desequilíbrio climático se faz mais visível na  região, pelo aumento de calor e descontrole das chuvas, tudo provocado pelos 5 mil quilômetros quadrados de floresta destruídos a cada ano. Por isso e outras razões sociais, se esvazia o meio rural, hoje com apenas  30 por cento dos moradores, enquanto, incham as cidades com bairros de ocupação espontânea. Assim são as trevas de nossos dias no país e na Amazônia em especial.

Embora prevaleça a treva, é urgente que se acenda uma lamparina para andar nessa escuridão. Alguns já acenderam. Os povos indígenas tem dado sinais de luz. Suas organizações são mais atuantes do que as dos não indígenas. Alguns já afiaram sua ferramenta de enfrentamento, como o protocolo de consulta livre e informada, outros já pintaram seus corpos de guerra para enfrentar os perversos projetos hidroelétricos. Também em algumas cidades movimentos populares tem se organizado para defender o direito à moradia digna, enfrentam prefeitos antidemocráticos que governam seus municípios como se fossem suas fazendas. E assim, mesmo que o novo dia retarde, é preciso caminhar.

No próximo mês de outubro próximo, será vez de os e as eleitoras usarem outra arma para limpar o país de tanta corrupção e irresponsabilidade de políticos que procuram o povo apenas em tempos de campanha eleitoral. Daqui a pouco muitos desses chegarão nas comunidades, nas casas sorrindo e fazendo promessas. Eleitores que tiveram um mínimo de respeito por si, por suas famílias e por suas comunidades, rejeitarão todos os que votaram para destruir as leis trabalhistas e a previdência social. Esta será uma boa lamparina a iluminar a noite de trevas que vivemos.