Mês: julho 2018

Povo unido é o braço e a força de Deus

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Análise da semana  – Nossa Voz é Nossa Vida  – 29.07.2018

Com olhos abertos e consciência cristã, mantenhamos a esperança viva. Diante da grave situação quem vivem nossos povos na cidade, no meio rural; grave situação, também nos municípios vizinhos e em toda a Amazônia, em fim, diante da grave crise social, econômica e política que vivem os povos do Brasil.  Não podemos desesperar. Mesmo vendo, ouvindo e sentindo as consequências de governantes irresponsáveis, juízes injustos, presidente ilegítimo destruindo compromissos com nossos direitos. Mesmo assim, precisamos manter os olhos abertos e a consciência firme. É verdade que diante dessa situação criminosa, somos tentados a cair no comodismo, ou no desânimo total. Cair nisso é imitar a avestruz, que diante do perigo prefere enterrar a cabeça na areia para não ver a desgraça.

Não podemos perder a esperança, especialmente nós cristãos. Daí a necessidade de identificarmos alguns sinais positivos, que nem tudo está perdido. Assim agia Jesus de Nazaré na Galileia, quando a situação daquele país era terrível, com invasão dos romanos e submissão hipócrita dos doutores da lei e sacerdotes. Alguns sinais de esperança existem. Na semana que passou, indignados manifestantes foram às ruas de Santarém, denunciar a irresponsabilidade do prefeito municipal. Ele que prometeu tanto aos pobres da periferia, hoje entrega a gestão do hospital municipal a uma empresa privada. Outro sinal aconteceu na aldeia Munduruku  do médio Tapajós, onde dezenas de jovens munduruku se reuniram para agir em defesa de seu território, ameaçado pelo projeto maldito da hidroelétrica em São Luiz do Tapajós. Tal projeto ameaça suas terras e todos os moradores do rio Tapajós. Dois sinais de esperança aconteceram em Murui no Lago Grande do Curuai  e  na comunidade Maguari do baixo Tapajós. Nessas duas comunidades moradores  discutiram e se comprometeram a defender suas vidas e de seus filhos, ameaçados por projetos empresariais e de governos irresponsáveis.

Como esses, certamente estão acontecendo outros sinais de vida e de esperança para nos fortalecer. Não está fácil, mas não é impossível mudarmos a vida. Se a democracia brasileira está jogada no lixo, se os políticos e governantes ignoram as populações trabalhadoras e pobres, mesmo assim há caminhos para mudança. Dia 5 de outubro será dia de um passo firme neste rumo. Primeiro, botando fora da política todos candidatos corruptos, ou incompetentes que já assumiram algum cargo público e pouco ou nada fizeram pelo bem do povo. Riscar de nossa lita de votos todos que apoiaram e ainda apoiam a ditadura de Michel Temer, os que votaram destruindo as leis trabalhistas e prejudicando a aposentadoria dos trabalhadores.

Precisamos riscar de nossa lista de votos, candidatos que apoiam a construção de portos da EMBRAPS no Maicá e  se calam diante das agressões dos venenos agrícolas nas plantações de soja e outros produtos. Também vamos excluir da lista, candidatos que nunca se colocaram contra os perversos projetos hidroelétricos no rio Cupari e no rio Tapajós. Estes são alguns exemplos que nos ajudarão a manter a esperança de mudança em nossa região e nosso país. É preciso recuperar nossos direitos roubados pela ditadura,  o esvaziamento do SUS, o corte de verbas para as universidades, a invasão de grilagem nas terras indígenas, entre outros.

Nossa esperança depende de Deus e de nós, pois Povo Unido é o braço e a força de Deus, povo unido e consciente é a libertação de Deus. Concorda?

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5 de outubro quem sabe faz a hora

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Notícia refletida para Riomar de Manaus  –  23.07.2018

Daqui a 70    dias nós eleitores/as estaremos diante das urnas para depositar cinco votos. De presidente da república, a deputados estadual e federal, de governador a senador. Que responsabilidade essa nossa ein?! Se votarmos em corruptos, ou interesseiros, seremos criminosos como eles; se votarmos nulo, em branco, ou deixarmos de votar, seremos também criminosos, porque nossa omissão ajudará corruptos ou oportunistas serem eleitos e continuarem a prejudicar todos nós, cotem sido até agora.

Agora saiba de uma coisa, 91 por cento dos atuais deputados federais e vários senadores  acusados na Lava Jato, portanto, suspeito de crimes são novamente candidatos. Até vários dos Estados da Amazônia, estarão atrás de nossos votos. Então o que temos que fazer? Aproveitar esses 70 dias antes do dia 5 de outubro, para examinar cada nome que vai aparecer daqui a pouco no rádio e na televisão, ver quem são os que aparecem nos cartazes nas paredes, nos muros e tirar dúvida: É ficha suja? Já foi deputado, senador ou governador e não ligou para os direitos dos trabalhadores e dos pobres? Apoiou o ilegítimo presidente Michel Temer?  Se sim, nunca mais devo votar nele ou nela. Ele ou ela apoia ou apoiou algum político ficha suja, ou prefeito irresponsável que pouco ou nada fez pelo bem  do povo? Esse, nunca mais vou votar nele, ou nela.

E assim, primeiro você e eu saberemos em quais não vamos votar. Por outro lado  poderemos achar alguns candidatos  honestos, competentes e ficha limpa para depositar nossos votos. Lembre, até para presidente você e eu temos que escolher quem no passado sempre esteve do lado dos  pobres e dos trabalhadores. Sabe qual será nosso  grande crime? Não ligar pra coisa, e  deixar para ultimo dia votar em qualquer um. Aí, se formos tão omissos e relaxados se desculpando que a política é suja e não adianta,, estaremos participando da corrupção. Isso, como cidadãos e cristãos não podemos cair nesse crime.

Uma doença chamada corrupção

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Para onde caminha o Brasil ex sétima economia mais rica do planeta

Edilberto Sena

Movimento Tapajós Vivo em Santarém, Brasil

Para revista italiana MADRUGADA

21 de julho 2017

Situação política

Brasil vive hoje uma noite escura sem lua cheia de esperança. A luz de um novo sol para a população não segue o ritmo do sol do planeta. No próximo dia 05 de outubro, cerca de 130 milhões de brasileiros devem comparecer às urnas eletrônicas, para depositar 5 votos, de presidente da república a governador de Estado, de senador a deputados estadual e federal. Cada um dos 26 estados deverá eleger dois senadores. A previsão  de votos nulos, brancos e ausentes pode chegar a 45 por cento.

O grande problema que deverá causar tão grande abstenção é que quase a totalidade dos eleitores e eleitoras não sabe em quem votar. Não por ignorância,  mas pelo desgaste a que chegaram os políticos. Nunca antes nesse país, político passou a ser símbolo de corrupto e oportunista. A começar pelo ilegítimo presidente Michel Temer que usurpou o cargo da presidente Dilma Roussef, legitimamente eleita e sem ter cometido crime algum. Um congresso nacional com mais de duzentos deputados e senadores acusados de corrupção, e a forma fraudulenta  como deputados votaram o impeachment da Dilma Roussef ajudaram na perda de credibilidade dos políticos brasileiros.

O caso da condenação sem provas do ex presidente Lula da Silva e prisioneiro há 100 dias, aumentou o descrédito do poder judiciário, que se revela mais político do que cumpridor da constituição nacional que devia respeitar.   Ministros do Supremo Tribunal Federal procuram qualquer hermenêutica pessoal para manter o ex presidente no cárcere. Em recente carta ao povo brasileiro, Luiz Inácio da Silva, denuncia as injustiças do seu caso. Um parágrafo dela expressa sua desilusão com a honestidade de juízes, desembargadores e ministros do Supremo Tribunal Federal. Diz ele: “Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas”.

A razão principal de toda a perseguição ao Lula da Silva é porque ele hoje é o único brasileiro, que seria eleito em primeiro turno nas eleições, dado que sua popularidade, mesmo no cárcere, continua na faixa de 45% nas pesquisas de opinião. Mas a oligarquia empresarial e a Rede Globo de televisão rejeitam sua pessoa, temerosos que ele, eleito desmanche todas as mudanças da estratégia que eles impuseram ao ilegítimo Michel Temer executar, desde o impeachment de Dilma Roussef. Ele mesmo já prometeu que se for eleito, convocará um referendo popular para rever todas as mudanças na legislação promovidas pela ditadura Michel Temer, inclusive as privatizações de empresas estatais.

Causas dessa noite escura do povo brasileiro é que, além do descrédito total dos políticos em ano de eleições, a crise econômica é muito grave. País que nos mandatos do presidente Lula chegou a ser a sexta economia do planeta, hoje cobra impostos para pagar dívida pública. 49% da arrecadação vai para os credores do país. Enquanto isso, a ditadura Temer corta gastos da educação, da saúde e de investimentos públicos. Ao mesmo tempo o governo privatiza empresas estatais como Petrobrás, Eletrobrás, Embraer e bancos públicos.

A conjuntura social do país

Pelo fato de a economia do país ter regredido, os que mais sofrem consequências são os pobres e a classe média. Para cumprir fielmente seus compromissos do pagamento dos juros da dívida pública, o Brasil que baseou por muito tempo sua economia na exportação de bens primários (minérios, gado e soja) a indústria foi regredindo e aumentou a importação de produtos industrializados. Com isso, o governo da ditadura Temer achou natural aumentar impostos, cortar gastos públicos e controlar o ajuste do salário mínimo. Para cumprir suas metas o governo, comprou literalmente as consciências dos deputados federais e senadores destruindo as leis trabalhistas e aumentando a idade para aposentadoria. Em consequência aumentou o número de desempregados, hoje em torno de 13,1 %, o que de acordo com o IBGE, chega a 14,1 milhões de desempregados e aumentou o número dos trabalhadores autônomos com baixa renda. Outra consequência é o aumento dos dependentes do programa bolsa família, que hoje chega a 14 milhões de famílias.  Isto significa em torno de 55 milhões de brasileiros vivendo em estado de miséria e outros 60 milhões de brasileiros da chamada classe média reduzidos à pobreza. Povo mal alimentado, começa a surgir doenças como sarampo, catapora e febre amarela. Por conta do grande uso de agrotóxicos nas plantações de soja, tem aumentado também o índice de câncer nas pessoas. Hoje dizem os pesquisadores, em média os brasileiros absorvem cinco litros de veneno dos agrotóxicos por ano.

A ex sétima economia mais rica do planeta, está hoje reduzida a uma republiqueta de banana, como diziam os antigos. E sem perspectiva a curto prazo de voltar a ser o grande líder da América do sul e forte sócio dos BRICS.

 

Gritar de vários modos para eles ouvirem

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Análise da semana  Nossa Voz é Nossa Vida  – 22.07.2018Chegou a hora de gritar, pressionar e  fazer nosso grito tão forte que assuste autoridades, corruptos e exploradores dos trabalhadores e dos pobres, que assuste políticos corruptos e oportunistas que só se preocupam com eleitores em tempo de campanha eleitoral.

Mas por que esse grito agora, quando as eleições só serão em outubro? Mas me diga você ouvinte, quem entre nós não está sendo excluído neste país? Imagine que um vereador de Santarém usufrui um salário de 10 mil reais por mês, quando o salário mínimo para o próximo ano terá uma ajuste de apenas 40 reais, passando para apenas 990 reais.  Excluídos são todos os trabalhadores que perderam seus direitos trabalhistas e direito a aposentadoria aos 35 anos de contribuição ao INSS, excluídos são milhões de desempregados, todos que vivem em ocupações em áreas públicas, como ali no bairro Vista Alegre do Juá e na ocupação  da área da Vigia; excluídos são estudantes que o Ministério da Educação cortou verba para universidades e o governo estadual paga mal professores do ensino médio; excluídos somos todos nós da Amazônia que vemos os navios passarem carregados de minérios, madeira e soja e nós ficamos com os buracos, o desmatamento e a contaminação dos venenos chamados agrotóxicos. Excluídos são tantos outros de uma forma ou de outra.

Daí a importância de sairmos do comodismo e darmos um grande grito de basta, na semana da pátria. Basta de sermos enganados por políticos corruptos e oportunistas; basta de administradores públicos, que preferem apoiar construções de hidroelétricas e portos graneleiros e descuidar das necessidades da coletividade. O grito dos excluídos deve ir além da marcha da semana da pátria, mas começa ali. São convocados a ir às ruas todos e todas que de uma forma ou outra somos excluídos de alguns direitos. Sindicatos de comerciários, servidores públicos, trabalhadores e trabalhadoras rurais, pescadores da Colônia Z 20, Sintep, Simprosan, Famcos, Unecos, igrejas cristãs que de fato seguem Jesus.

Neste mês de agosto que chega será hora de cada grupo refletir sobre as causas de tantas exclusões sociais e motivar seus e suas congregadas a participar do grande grito na semana da pátria.Mas não basta a marcha do grito de um dia. O eco daquele grito deve chegar até o dia 5 de outubro diante das urnas eleitorais. Tanto em Santarém, como em Belterra, Mojuí, Cuaruá, Alenquer, nas comunidades rurais e em toda a região. Esse será o grito ainda mais forte, participando da votação. Serão cinco gritos com votos para presidente, governador, depurados federais e estaduais além de senador. É verdade que não está fácil de escolher candidatos honestos, competentes e ficha limpa. A desconfiança da política e dos políticos está geral. Abusaram demais de nossa confiança vereadores, deputados, governador, deputados e senadores, chegando a ditadura Michel Temer.

É certo que não podemos votar nulo, nem em branco, nem deixar de votar, pois isso só favorece os mais incompetentes serem eleitos. É preciso dar o grito na hora do voto. Daí que não podemos deixar para a última hora a escolha dos nomes. Nesses 80 dias que faltam para o dia cinco de outubro, você e eu precisamos pesquisar, analisar, conversar com pessoas de nossa confiança que possam nos ajudar a escolher candidatos honestos, competentes e com passado comprometido com o bem comum dos trabalhadores e dos pobres. Quem apoia construção de portos na boca do Maicá e apoia agronegócio, ou quem apoia Michel Temer no Congresso nacional esses deverão sumir da vida pública. Não será uma tarefa fácil porque muitos lobos se vestem com pele de ovelhas. Mas nós cidadãos e cristãos temo um compromisso com o  bem de nosso povo.

Padres jovens e seminaristas brasileiros tem dificuldade de seguir papa Francisco

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Editorial  RNA  – 17.07.2018

Vale a pena trazer à nossa reflexão na Rede de Notícias da Amazônia, a pessoa e missão do Papa Francisco. Com cinco anos de missão como líder da Igreja Católica, ele ultrapassa os limites da sua Igreja e é reconhecido como quase um dos únicos líderes mundiais, merecedor de ser escutado, por católicos, políticos, intelectuais e jovens. Ele não se comunica apenas com católicos, mas com toda a sociedade. Suas reflexões  incomodam os empresários capitalistas, os chefes de Estado que desprezam os imigrantes, mas também incomoda bispos e padres acomodados. Sua recente carta Laudato Si manifesta sua preocupação com o meio ambiente e a destruição do planeta e suas reflexões são bem acolhidas. Dentro desta missão global, papa Francisco convocou para o próximo ano um sínodo especial sobre a Amazônia, porque nesta grande região vivem seres humanos marginalizados, florestas destruídas, saqueios de riquezas minerais e não se pode explorar a região sem pensar no futuro da humanidade.

Por causa desta linha pastoral que liga a fé com a vida real tem gerado críticas ao papa Francisco. Mais surpreendente é que a maior parte da resistência e indiferença à sua missão está dentro da própria Igreja Católica. Mesmo no Brasil, com 60 por cento se dizendo católicos Papa Francisco não é bem aceito e seguido. Professor Oscar Beoso, sociólogo  especialista em questões da Igreja Católica, em sua análise do assunto observa que “o entusiasmo com o papa Francisco tem sido menor entre padres jovens e seminaristas. Estes clérigos por formação e prática pastoral, ficam distantes dos problemas econômicos, sociais e políticos e tem por isso, dificuldade de compreender as causas da atual crise nacional. Daí não acompanharem a linha pastoral do Papa Francisco”, conclui Oscar Beoso. Até que ponto essa análise do professor se confirma nos padres e seminaristas da Amazônia? Vale a pena os leigos analisarem e os clérigos fazerem sua auto crítica.

Como expulsar demônios nos dias de hoje

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Análise da semana – Nossa Voz é Nossa Vida – 15.07.2018

Na liturgia católica, o evangelho proclamado hoje trata do mestre Jesus que envia seus fiéis seguidores às comunidades a expulsar demônios, curar enfermos e revelar aos humildes, que assim surgia o reino de Deus. Com tal encaminhamento o mestre indicava outro jeito de se praticar a religião, menos doutrina e mais ação libertadora.

Essa reflexão evangélica chega hoje bem a propósito de dois fatos ocorridos em nossa região e um outro que vai contra o caminho de Jesus. Ontem aconteceu na comunidade Maguari,  um encontro de moradores de comunidades ribeirinhas daquela área. Foi uma manhã de diálogos informações e busca de estratégia para defender o território, ameaçado pela ganância de empresas e governos. O bem viver dos moradores de 20 comunidades está ameaçado.

Os participantes se deram conta que ameaças chegam pelo rio, tanto pelas geleiras destruidoras de cardumes de peixes, como pelos projetos de portos graneleiros na área. Eram 37 participantes de algumas das comunidades ameaçadas também pelos projetos hidroelétricos previstos pelo governo federal. Participantes  admitiram que  um dos desafios a enfrentar será a própria desunião e individualismo  de muitos moradores que vivem tranquilos como se nada fosse acontecer. Outro desafio será como  utilizar ferramentas legais para proteger seu território ameaçado por vários projetos destruidores. Protocolo de Consulta livre e bem informada é a ferramenta estudada para ser construída pelos moradores a fim de enfrentar os inimigos de seu bem viver.

Outro fato a merecer uma reflexão aconteceu no lago Grande do Curuai, na comunidade Murui. Uma audiência pública presidida pelo Ministério Público Federal e dezenas de moradores das 140 comunidades, organizadas na federação da gleba do assentamento agroextrativista, a FEAGLE. A audiência serviu para a procuradora do MPF sentir o abandono dos moradores, que esperam uma reforma agrária coletiva, mas o INCRA está ausente, assim como a prefeitura de Santarém. O Lago Grande do Curuai que já foi uma grande produtor de farinha  de mandioca, hoje as comunidades são ameaçadas pela invasão da multinacional ALCOA, que tenta iludir ingênuos comunitários  para retirar bauxita do território, mesmo sendo impedida pela existência de um território coletivo do projeto agro extrativista.  A presença de tantos moradores na audiência pública de ontem, desperta consciência de muitos ainda acomodados. Também compromete o Ministério Público  a exigir  responsabilidade tanto do INCRA como da prefeitura para com tantas comunidades do assentamento agro extrativista do Lago Grande do Curuai. Organizados e acompanhados por aliados do MPF terão força para expulsar os demônios que querem prejudicar seu bem viver.

Terceira situação a merecer nossa reflexão é a conjuntura pre eleições na região e nacional  de outubro. Por que é importante refletirmos desde agora? Simplesmente porque é nossa responsabilidade afastar da vida pública tantos candidatos que já estão aparecendo procurando seu voto.  Dia cinco de outro será sua e minha vez de votar com responsabilidade, sabendo em quem não votar e em quem votar. Serão cinco votos, desde presidente até deputado estadual, incluindo o federal, governador e senador. Sei que você está sem muita opção. Mas segue uma pista: Não vote nos  14 deputados federais e dois senadores do Pará que apoiam Michel Temer, votaram mudando as leis trabalhistas e mudando a data da aposentadoria. Também pergunte aos que chegarem a você – quando foi que lutou contra projetos hidroelétricos de Belo Monte e do Tapajós? Nunca, sabemos. Esses que são contra os trabalhadores e os estudantes, apoiando cortes de verba para educação e na saúde. Nunca mais vote eles. Mas não vote em branco, nem nulo, nem deixe de votar. Se fizer isso, apoiará sem quere os bandidos candidatos.

Temos que fazer gols pra vencer

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Análise da semana  = Nossa Voz é Nossa Vida – 08.07.2018

E agora José, a festa acabou, a selecinha arruma as malas e o caminho do feio é por onde veio. Os foguetes foram guardados para a festa do ano novo, a camisa amarela deve estar custando amanhã um e noventa e nove. Neymar o cai cai, está voltando para Espanha e continuará a faturar 14 milhões de reais por mês, sem problema.

Você que ficou triste, fique não! Não fiquei tão triste, mas por outro motivo.  Transcrevo aqui o que alguém publicou no ZAp zap que me faz refletir. Disse o autor o seguinte “Tenho a mais absoluta certeza que muitos estavam torcendo pela vitória do Brasil, não por serem patriotas, mas porque se ela se concretizasse, a multidão iria às ruas entorpecida e alienada, gritando e balançando a bandeira de um país tão machucado e que, ignorando as feridas, continuasse a se manter  passivos, quando os vampiros de todas as espécies nos sangram até a última gota de esperança. Muitos estão chorando pelo gol contra. Não consigo entender a tristeza, de todos os dias nosso país marcar gol contra: a  educação, saúde,  segurança, cuidado com os idosos e o futuro de nossos jovens que morrem pelas mãos perversas  do crime organizado.  Tantos gols contra, então é bobagem ficar triste, chateado pelo de hoje, pois ele não faz a menor diferença em nossas vidas”.

Assim se expressou o autor desconhecido. Precisamos levar isto a sério. Há uma outra  Copa, não do mundo, nem de futebol, mas no Brasil. São milhões de brasileiros fazendo gol contra, por aceitarem passivos as desgraças que a ditadura Michel Temer está impondo sobre nós. Escute esta outra reflexão de outro desconhecido que enviou pelo ZAP. Disse ele: “Não se preocupem… perder o jogo é o de menos…pior e perdermos o petróleo do Pre sal, a Eletrobrás,  a Embraer construtora de aviões nacionais, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, empresas estatais entregues ao capital internacional. Pior é perdermos o SUS, a Previdência social, os direitos trabalhistas, riscados por um bando de criminosos congressistas. Perdemos a vida,  com o direito de comer veneno com soja”.  Assim escreveu o autor e eu pergunto a você: por que perdemos tudo isso? Se não sabe fique sabendo, por causa de um bando de bandidos, eleitos para administrar o país para  bem de todos os brasileiros. Eles ganham excelentes salários, traem a confiança de seus eleitores e agora querem ser reeleitos em outubro próximo. Esses são nossos inimigos e não a adversários.

Por isso, não chore porque perdemos a copa da Rússia. Caia na real. Daqui a 82 dias será nossa vez de fazer cinco gols de placa, pelas urnas eletrônicas. Aí sim, você e eu precisamos ser melhores do que os jogadores da selecinha. Isto porque os pretensos candidatos a deputado estadual, deputando federal, senadores e presidente da república estão chegando de mansinho, prometendo, se eleitos, servirem ao povo.  Lembra das campanhas passadas? Eles vão se apresentar no rádio, na televisão, outros vão chegar na sua comunidade, no seu bairro e como sempre, querem seu voto e até serão capazes de comprar seu voto.

Pergunte ao pretenso candidato, ele ou ela – seu partido apoiou a mudança da lei trabalhista e a lei da previdência? Você vendeu seu voto ao ilegítimo Michel Temer para tirar dinheiro do SUS, da Educação?  Aguarde a resposta dele/a. Você perceberá se honesta e verdadeira, ou só para conquistar sua confiança. Se sentir que é falsa mande embora  logo, avisando que nem votará nele e ainda vai abrir os olhos dos parentes e vizinhos.

Só assim faremos gol de verdade neste jogo eleitoral. Há candidatos que já estão andando por aí, distribuindo coisas. Esses devem ser eliminados logo de seu voto.  Candidatos que são ficha suja, ou que já assumiram cargo de vereador, prefeito, deputado e nada fizeram pelo bem do nosso povo, devem ser eliminados de sua lista. Neste campeonato, temos que fazer gols de vitória do nosso lado, chega de fazer gol contra. Você concorda? Vá se preparando bem para ganharmos as eleições de outubro.