Mês: outubro 2018

Rede de Notícias da Amazônia 10 anos a serviço dos lutadores sociais

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O papel da Rede de Notícias da Amazônia no pulmão do mundo

 

  1. A RNA foi sonhada a partir de 2003/4 em função de enriquecer as emissoras da Amazônia a serviço da formação cidadã de milhões de moradores da grande bacia. Foi gestada até 2008, quando entrou em rede com 15 minutos de notícias, geradas por cinco emissoras sócias. Portando são dez anos de vida em rede para o bem dos povos tradicionais amazônidas. Um ano depois, já eram nove emissoras sócias, com dois programas em rede. Um noticiário de 30 minutos de segunda a sexta feira e uma rádio revista de 30 minutos no sábado.
  2. Desde o início do sonho houve apoios de organizações que já se preocupavam com a situação sócio ambiental da região. A organização católica da Alemanha, ADVENIAT; a organização de consultoria às dioceses da Alemanha, CAMECO na pessoa de Christoph Dietz, que nos encaminhou a uma assembleia em 2005,  da Associação latino americana de educação radiofônica, ALER, com sede em Quito, Equador; a Academia de comunicação da Deutche Welle da Alemanha. Todas essas organizações deram apoio com capacitação de radio jornalistas, equipamentos técnicos, recursos financeiros. Tudo isso, mais o entusiasmo dos diretores que abraçaram a causa permitiram que a RNA esteja viva até hoje, mesmo com muitas dificuldades.
  3. Outras razões que sustentaram a RNA até hoje
  • A urgência de contribuir na formação da consciência crítica de milhares de ouvintes de rádio em toda a região. São cerca de 27 milhões de habitantes, maioria de ribeirinhos, indígenas, agricultores, pescadores, moradores de periferias de cidades, jovens. Todos enfrentam sérias dificuldades de vida, submetidos a enxurrada de informações manipuladoras, carentes de informações objetivas a partir dos que vivem os problemas e os sonhos de um bem viver.
  • A RNA existe comprometida em partilhar informações de lutas, experiências exitosas de comunidades, lutadores sociais e movimentos populares como também a defesa do meio ambiente. Assim os ouvintes de outros estados da Amazônia sintam que não estão isolados em suas lutas pela vida e pela justiça social. E possam se motivar a continuar a luta do bem viver.
  • Uma razão mais recente, o Sínodo Para a Amazônia convocado pelo Papa Francisco para 2019. O assunto é novo na caminhada da Igreja, mas é urgente. Por primeira vez a Igreja Católica convoca um sínodo a respeito de uma região e cujo assunto é Sínodo Para a Amazônia e não sobre, com a seguinte direção: Novos caminhos para a Igreja e a ecologia integral. Assim, mais do que antes a RNA precisa assumir essa temática na produção de notícias. Justamente porque a construção desse sínodo, tem um ano de preparação nas comunidades, movimentos populares e áreas pastorais. São essas bases que dirão aos bispos sinodais o que a Amazônia espera da Igreja com uma evangelização atual inculturada.
  • Mais do qualquer outra rede de comunicação, a RNA, por sua linha editorial precisa ser a primeira rede a divulgar os debates, as conclusões e as propostas dos que vivem na Amazônia para os sinodais. Isso exige decisão dos diretores de capacitar seus colaboradores do radio jornalismo a cumprirem essa tarefa importante para os moradores de toda a região. A solidariedade dos produtores de notícias para com todos os ouvintes da Amazônia, deve ser a marca motivadora. Eles e elas neste caso, mais que empregados das emissoras, são contribuintes da formação da consciência crítica de milhares de ouvintes, nos estados da Amazônia. É verdade que a maioria das emissoras da RNA são pobres de recursos financeiros e de recursos humanos, mas é urgente que cada diretor abrace a causa da comunicação em rede, pela importância que tem os povos da grande região.
  • Por parte da direção da RNA estamos encontrando recurso para mais cursos de capacitação de nossos produtores de notícias. Pelo lado dos diretores é importante que vocês dialoguem com seus bispos. Muito deles não parecem ter consciência clara da importância da comunicação radiofônica na Amazônia e por isso, investem pouco nas suas emissoras. Mas baseados nos argumentos aqui refletidos e mais ainda, pela preocupação manifestada pelo Papa Francisco em Relação à ecologia integral e a defesa dos povos da pan Amazônia, nós diretores da RNA precisamos abraçar a causa em nossas emissoras, como veículos de educação integral, despertar da consciência crítica de seus rebanhos e ampliar o que os bispos já assumiram no documento  “Memória e compromisso de 2012 em Santarém”. Em seu compromisso profético de transformação, afirmando que queriam “ser uma igreja pobre junto aos pobres… entre outros compromissos, disseram: “utilizar os meios de comunicação social, como a REDE DE NOTÍCIAS D AMAZÔNIA, Tv Nazaré, rádio, etc para conscientizar, educar e evangelizar”. Então, eles devem ser alertados para esse compromisso e que precisam dar espaço de tempo e presença aos diretores das emissoras. Mesmo sabendo das limitações de pessoal,  cada diocese precisa dar valor semelhante à sua emissora, quanto dá a formação de seminaristas, que para isso o padre formador fica quase exclusivo. O diretor da rádio não tem condição de  fazer um bom trabalho de direção, sendo ao mesmo tempo pároco daqui, responsável dali em outras atividades.

 

  1. O diretor da emissora sócia precisa dar tempo quase integral a acompanhar, avaliar, estimular o pessoal dentro da emissora. Mesmo que não tenha uma formação específica em comunicação social, deve se envolver, estudar o assunto e fortalecer a programação da emissora tanto para dentro da diocese como para toda a Amazônia pela RNA. Não está fácil mas nunca foi fácil para a RNA desde o início, daí que audácia, diplomacia e firmeza são virtudes necessárias aos diretores de nossas emissoras.

 

  1. Sua emissora local tem uma dimensão mais ampla e tão importante quanto a audiência local. Nós temos compromisso de amazonizar nossas audiências. É Importante ouvintes de São Luiz do Maranhão se sentirem solidários com lutadores de Cruzeiro do Sul, os de Castanho Careiro sentirem-se próximos dos lutadores sociais de Ponta de Pedras no Marajó e assim por diante. Todos sentindo que não estão isolados, mas com esperança de lutar pelo Bem Viver, sabendo que outros também estão em semelhante caminhada. Isso deve ser a linha mestra das notícias e demais informações.
  2. Concluindo, temos um grande desafio agora que a RNA completa dez anos de serviços a milhares de ouvintes. Como cumprir essa  missão que a história coloca em nossas mãos, nos próximos dez anos?  Se Jesus chegou a dizer “o que vos digo em particular, anunciem de cima dos telhados…” e  em outra ocasião afirmou “quão ditosos são os pés dos que anunciam boas notícias… isso tem que ser lema e compromisso de nossas emissoras sócias da RNA. São milhões de pessoas espalhados pela vasta região que precisam de boas notícias, de quem leve esperança pelo rádio também.
  3. A RNA é o telhado que deve ser utilizado para levar boas notícias aos que precisam. Os pés dos diretores precisam ser ditosos por conduzir a esperança e o bem viver aos povos da Amazônia. Daí que este encontro precisa provocar em você e em nós, entusiasmo, emprenho e decisão de conversão.  É preciso também coragem e convicção para negociar com seu bispo tempo e dedicação integral a dirigir a emissora de sua diocese comprometida coma RNA. Finalmente, é urgente que diretores estejam dispostos a assumir a direção da RNA após o mandato do atual presidente, para que haja mais colegialidade e divisão de responsabilidades.
  4. Com semelhante visão do Papa Francisco, RNA já faz parte da Rede Pan Amazônica em parceria com a Associação latino americana de educação radiofônica, ALER. Além de eles receberem nosso noticiário e radio revista fielmente, o presidente da RNA envia uma notícia comentada uma vez por semana. Ambos programas e notícia são transmitidos para toda a América latina pelos canais de ALER. Assim construímos pontes de solidariedade com nossos irmãos dos nove países da Pan Amazônia.
  5. Se tantos reconhecem a importância da RNA nós não podemos nos comportar com pouco interesse. Não podemos fazer do serviço de diretor um quebra galho local.
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Amazônias cobiças e resistências

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Análise da semana  – Nossa Voz é Nossa Vida  – 23.10.2018

Hoje compartilho boas notícias e algumas preocupações  com você e todos os e as cristãs de todas as igrejas e com você, cidadão sem congregação,  mas responsável pelo presente e futuro de nosso povo. Está chegando a hora de a onça beber água, como diz o ditado. No próximo domingo, você, eu e mais 170 milhões de leitores, decidiremos se queremos um país democrático, ou uma ditadura  a mais do que já temos agora, se queremos um Brasil para a maioria dos pobres e trabalhadores terem mais garantia de vida, ou se queremos baixar a cabeça e obedecer a ditadores. Basta ver hoje tantos impostos cobrado de todos nós, o alto preço da gasolina e da energia elétrica.

Além desse próximo sério compromisso, hoje temos dois acontecimentos dignos de reflexão. O primeiro aconteceu em nossa querida Belterra de gente boa e maus políticos. Quinta e sexta feira aconteceu um seminário de desenvolvimento econômico sustentável

. Foi organizado pelo Sindicato de trabalhadores e trabalhadoras rurais de Belterra. Os participantes tiveram oportunidade de compreender a diferença entre crescimento econômico com destruição de matas, igarapés, além de mortes de pessoas com contaminação de veneno agrícola. Esse crescimento apelidado de desenvolvimento, só enriquece poucas famílias e prejudica o ambiente e os moradores da região. Outra coisa é  melhoria de qualidade devida d muitas famílias com um desenvolvimento que respeita a floresta, os igarapés e os moradores que vivem ali, e que pensa em preservar para o futuro. O STTR de Belterra presta um grande serviço aos moradores hoje cercados por grande áreas de soja a custa de matas destruídas.

Outro acontecimento importante para nossa região que merece uma reflexão, acontece amanhã e depois lá em São Paulo. Será um seminário de estudos na Universidade de São Paulo, com a participação do professor Rogério Almeida aqui da UFOPA. O assunto a ser debatido será – Amazônias contemporâneas – conflitos e perspectivas. Professor Rogério Almeida, exporá o tema: Entre o rio e o asfalto, as disputas territoriais em torno do lago do Maicá, em Santarém.  Aquele seminário a rolar em São Paulo merece uma reflexão entre nós. A cidade de Santarém e as comunidades rurais vivem uma grave disputa de território. De um lado, empresários forasteiros em sua maioria, chegaram aqui, ocupando território em busco de lucro, sem respeitar o s moradores locais e sem respeitar  a floresta, os rios e igarapés. Um exemplo é o caso da boca do lago do Maicá. Ali, um grupo quer a todo custo construir um grande porto graneleiros, invadindo a Área de Proteção Ambiental. Não se preocupam com as consequências destruidoras de tal projeto. Além de bloquear a entrada do Maicá e com isso prejudicando 450 pescadores, o tal projeto exige uma grande avenida cruzando oito bairros da periferia da cidade. Tal avenida servira pra trânsito de 800 carretas diariamente, sem proteção aos moradores.  O plano diretor do município votado em assembleia popular proibiu tal projeto, mas o plano está parado na câmara de vereadores, onde maioria deles junto com o atual prefeito e Santarém são favoráveis ao desastroso porto. Isso será debatido amanhã em São Paulo exposto pelo professor Rogério Almeida da UFOPA.

Finalmente parabéns aos eleitores/as  de nossa região que não elegeram nenhum candidato aqui da terra. Eles e elas concluíram assim, que nenhum deles representa as necessidades dos trabalhadores e dos pobres da região. Ter por ter e ficarem lá na capital ganhando bom salário apenas, melhor não ter nenhum. Melhor se organizar e pressionar os deputados de outras regiões que podem até atender melhr.

 

semana decisiva antes do primeiro turno

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Editorial  RNA  – 02.10.2018

Chegamos a uma semana quase decisiva na história do Brasil. Ou se muda a caminhada desastrosa do atual governo/parlamento e poder judiciário, ou regressaremos  a mais um tempo de escravidão, com outra máscara. As eleições do próximo domingo não resolverão de uma semana para outra, os sofrimentos dos trabalhadores, dos jovens, dos que vivem na pobreza. Nem será salva imediatamente nossa Amazônia, do saque das riquezas e dos venenos agrícolas. Mas poderá ser o início de um novo tempo, para os que hoje pagam o preço da irresponsabilidade de políticos, juízes e ministros.

O foco das propagandas eleitorais tem estado em torno de quem deve ser o próximo presidente da República. Isto é importante, mas não basta. Um outro foco deve ser clareado, porque pode ser até mais importante do que a escolha do presidente. Trata-se do foco na escolha dos novos deputados e senadores. Por falta de uma compreensão de como funciona a administração pública, muitos não percebem que o congresso Nacional tem poder de aprisionar o presidente, pois os projetos deste, por mais essencial que seja depende de ser aprovado pelo Congresso Nacional. Basta analisar os deputados e senadores que terminam seu mandato em dezembro próximo e maioria deles se apresentando em busca de reeleição. Quantos deles derrubaram do cargo a eleita presidente Dilma Roussef? Quantos apoiaram os projeto de Michel Temer de destruir as leis trabalhistas e quantos apoiam o uso de veneno agrícola nas plantações  de soja, entre outras desgraças para a maioria da população.

Por isso, que é necessário todos os e as eleitoras escolherem bem os próximos dois senadores de cada Estado e os deputados federais.. Mas que sejam competentes, honestos e já vinham defendendo os interesses dos trabalhadores, dos pobres, do SUS e da Amazônia. Quem defende, ou se cala diante dos projetos  hidroelétricos nos rios da Amazônia, e os que defendem, ou se cala diante da mineração destruidora na nossa Amazônia, não podem ser votados por nós  que vivemos e sofremos as consequências desses desastres. Serão dezoito senadores e dezenas de deputados federais a serem eleitos nos nove estados da Amazônia. Não podemos deixar para escolher na última hora. No meio de tantos oportunistas deve haver alguns  comprometidos com nossos direitos. Votar é um direito, votar consciente é um dever.

Notícia comentada para Rádio Rio Mar

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Notícia para Rio Mar 08.10.2018

Se democracia  é o governo do povo, para o povo e pelo povo, então certamente que no Brasil hoje não existe democracia. Como pode o povo ser sujeito da política se só é respeitado na busca de votos? Se os políticos falam em democracia, mas ignoram o povo durante cada quatro anos e se candidatos que já ocuparam cargos públicos  entraram pobres e saíram ricos dos mandatos? Basta olhar no Estado do Amazonas, quantos dos candidatos nestas eleições do domingo passado, já tinham ocupado cargos antes e o que fizeram pela educação, pela saúde, pela moradia dos manauaras e amazonenses das periferias? Quantos deles se preocuparam e procuraram atender aos direitos dos povos indígenas?

Vários que você conhece e que conheço um pouco, estão muito bem de vida e procuraram seus votos novamente. Há quem acuse os eleitores por elegerem políticos corruptos, ou incompetentes.. Não concordo muito. Culpados não, mas são responsáveis pela presença de maus políticos exercendo cargos, afinal, são os e as eleitoras que votam e elegem. Mas os culpados reais são, a falta de informação, a manipulação dos meios de informação especialmente a televisão e o rádio e também a descrença que maioria da população tem sobre os políticos.

É comum se ouvir dizer que todos eles são farinha do mesmo saco. Por conta dessas causas, ;e que boa parte dos eleitores vota em qualquer, ou vota a troco de favores, o que é crime de venda de voto. E aí sim, quem vende seu voto, ou vota em qualquer um torna-se de fato culpado de maus políticos estarem novamente nos cargos.

Agora vai acontecer o segundo turno, tanto para presidente como para governo do Amazonas. Você eleitor/a não pode se tornar culpado por votar sem escolher bem o mais competente, mais honesto e que no passado sempre esteve defendendo os interesses da maioria dos amazonenses, tanto os das periferias da cidade, como dos municípios do interior. O mesmo alerta para a escolha do próximo presidente da república, qual dos dois, de fato já fez mais pelo bem do povo no passado?

o calor político mais quente que o clima

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ANÁLISE DA SEMANA PARA PROGRMANOSSA VOZ É NOSSA VIDA – 30.09.2018

O verão está esquentando,  chegando a 37 graus centígrados pelas 14 horas do dia. Mais quente ainda, está o clima político nesses seis dias que antecedem as eleições no Brasil. Candidatos de todas as cores e muitos sorrisos, com promessas de resolver graves problemas que prejudicam os pobres e os trabalhadores. Para isso, todos e todas solicitam encarecidamente seus  e meus votos. Quem não está bem são milhares de eleitores, que ainda não tem os seis nomes de candidatos honestos, competentes e comprometidos com nossas necessidades da região e do país.  Certas caras que aparecem na televisão são veteranas, raposas manhosas.

Se as dúvidas são tantas,  e até o descrédito é grave, não se pode fechar os olhos para não ver o perigo. É preciso aproveitar o momento para mandar plantar batata a muitos oportunistas e escolher alguns que são confiáveis. Papa Francisco falando em políticos em 2017 disse algo que merece nossa atenção.  Disse ele: “Há necessidade de dirigentes políticos, que vivam com paixão o seu serviço aos povos, solidários com seus sofrimentos e esperanças; políticos que coloquem o bem comum antes de seus interesses privados, que sejam abertos a ouvir e aprender no diálogo democrático, que juntem a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação”.  Com essa inspiração do Papa Francisco,  podemos prestar a atenção e acharemos seis políticos dignos, um para presidente da república, dois senadores, um governador, um deputado federal e outro estadual. Como então separar o joio do trigo, como distinguir os bons  políticos dos maus candidatos? Algumas pistas para você achar nomes confiáveis: 1. Fulano já exerceu cargo público antes (vereador, deputado, secretário, senador) e a gente reconhece que ele ou ela sempre defendeu as necessidades da população, enfrentou os que só querem usufruir do cargo? 2. Aqui na região, ele ou ela sempre defendeu os direitos dos trabalhadores, dos estudantes, dos usuários de ónibus urbano? Lutou contra os projetos hidroelétricos nos rios Xingu e Tapajós? Se sim, merece ser votado; 3. Quando foi vereador, deputado ou exerceu cargo público, ele ou ela foi claramente contra  as mudanças nas leis trabalhistas promovidas pelo ilegítimo Michel Temer? 4. Se ele, ou ela é candidato por primeira vez, mas  na sua vida pública, ou comunitária foi sempre bom líder popular, defendeu os interesses da comunidade? Se sim, então merece nossos votos. Por exemplo, dos 17 deputados federais do Pará, apenas três foram contra  a mudança das leis trabalhistas de Michel Temer. E dos três atuais senadores só um  votou contra. Os outros venderam seus votos prejudicando todos os trabalhadores e agora chegam comprando nossos votos com obrinhas aqui e ali. Esses devem ser condenados sem nossos votos.

Ontem houve um momento bastante forte de cidadania, promovido por milhões de mulheres acompanhadas de homens em todo o Brasil. Em Santarém, a marcha teve muitos jovens clamando por justiça e respeito às mulheres que foram ridicularizadas por um candidato a presidente da república. Era geral o grito de ELE NÃO!. O candidato que revelou esse e outros preconceitos deve estar arrependido de revelar seus compromissos fascistas antes das eleições. Mexeu com os  brios femininos e a reação veio na hora  e certamente ele perderá milhões de votos no dia 7 de outubro. Quem acha que pode dizer o que quer, terá resultado que não queria.

Finalmente, pensando em colaborar com seu dever cidadão de votar com justa consciência, desejo que possamos contribuir para mudar essa grave situação brasileira, com 13 milhões de desempregados, hospitais sem medicamentos e tantos outros problemas e ainda políticos corruptos querendo continuar nos cargos.  Não será uma mudança de um mês para outro, mas podemos iniciar nova etapa da vida nacional. Seus e meus votos  farão a diferença, coragem, não se omita.

importância das eleições em outubro

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Análise da semana  –  Nossa Voz é Nossa Vida  – 23.09.2018

Para os e as cidadãs que buscam o bem comum de nossas comunidades, as eleições do próximo dia sete de outubro não é como um jogo entre Vasco e Corintians. Está em jogo nossas vidas, nosso futuro. Para os cristãos que seguem o projeto de Jesus Cristo, as eleições próximas são uma questão moral, em busca de justiça social, respeito aos trabalhadores e os pobres. Hoje  a administração do país está entregue nas mãos de irresponsáveis e políticos oportunistas como os que venderam seus votos ao ditador Michel Temer e agora chegam dizendo que trouxeram verbas para obras na região. Verbas trocadas por voto contra os trabalhadores. Esses são desonestos e devem ser eliminados da vida pública.

Nas comunidades católicas o Evangelho a ser proclamado hoje nas celebrações, dá uma indicação para escolha de candidatos nas eleições do próximo dia sete de outubro. Trata-se de um confronto entre os interesses dos discípulos e o projeto do mestre. Aqueles disputavam que seria o mais importante no Reino do Mestre. Este percebe as ambições deles os alerta dizendo: quem quiser ser o importante no Reino seja o que mais serve aos outros. O que acontece hoje entre os disputantes a cargos eleitos nas eleições. Basta observar nos programas que rolam  no rádio e televisão.

A maioria deles afirma convictos que só precisam de seu voto para se dedicarem a buscar recursos e obras para educação, saúde, obras e obras para a região. Umas caras já veteranas, que nada fizeram para a saúde, educação, uns até venderam seu voto ao Michel Temer para prejudicar os trabalhadores e pobres, afirmam com a maior cara de pau, que se eleitos trabalharão pelo bem do povo. Como acreditar neles? Já foram eleitos outras vezes, ganharam bons salários, não enfrentaram a destruição de nossas florestas com monocultura de soja, não denunciaram os vários portos projetados para Santarém, Belterra e outros entre Santarém e Miritituba.

Quem desses foi contra essas desgraças para os moradores do Tapajós? Nenhum. Quem deles se levantou contra o projeto Embraps a destruir parte da APA  Maicá? O Evangelho afirma que o mais importante no Reino é o que mais serve aos outros. Eis aqui uma pista para você escolher os candidatos certos no dia sete de outubro. É possível que você continue em dúvida sobre quais desses centenas de candidatos mais serviram ao povo nos cargos que ocuparam.  Pessoalmente já achei seis candidatos que na minha busca me parecem merecedores. Você também precisa achar, pois no meio de tantos alguns são honestos, competentes e sempre estiveram defendo interesses dos trabalhadores e dos pobres.

Mudando de assunto, outras coisas boas aconteceram. Entre outras, a criação da cooperativa dos produtores da agricultura familiar. Certamente será uma positiva alternativa ao uso dos agrotóxicos na produção agrícola. Cooperativa é uma modo de trabalhar solidário entre os sócios. Isto demanda consciência e companheirismo.

Outro acontecimento positivo da semana foi a denúncia do abandoo na conclusão do hospital materno infantil. Iniciado no governo Maria do Carmo, com verbas liberadas pelo governo Lula, não se sabe q porque o recurso sumiu e a obra continua inacabada. Um grupo de indignados fez uma manifestação contra mais esse desmando da prefeitura. E assim, a semana passou e nossa semana começa hoje mais próxima do dia das eleições nacionais. Se queremos uma vida mais igual, com os pobres tendo vez na educação, saúde segurança e hospital materno infantil concluído precisamos escolher corretamente os candidatos que lutaram e lutam conosco.

Voto por dever e voto por obrigação

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Editorial  RNA  – 09.10.2018

No Brasil a Constituição garante o direito de voto aos jovens  de 16 e 17 anos, os idosos de mais de 70 anos e os analfabetos de escrita e leitura. Sim, importante essa classificação, porque há outro  tipo de analfabeto que é o que não se interessa e não procura entender a política e por isso se omite, ou é Maria vai com as outras.  Sabe ler e escrever, mas não sabe, nem se interessa de compreender a realidade política e social.

No primeiro turno das eleições de domingo passado, aconteceu algo numa comunidade rural de Santarém, que deve ser refletida em toda a Amazônia para não se repetir. O mesário impediu uma eleitora de votar, por ser analfabeta, mesmo tendo título correto. Simplesmente mandou-a sair sem depositar seus votos. Ela saiu indignada por ser impedida de exercer seu direito.

Pode-se imaginar quantos outros crimes como esse aconteceram em outros lugares pela Amazônia e Brasil a fora. Pois o IBGE informa que são sete milhões e oitocentos mil brasileiros analfabetos adultos. Para informação dos mesários analfabetos de consciência eis informações corretas. A Constituição nacional garante o seguinte: O voto do analfabeto não é obrigatório mas é um direito absoluto.  E um eleitor comparecer  para votar o mesário colhe sua impressão digital na folha de votação e o eleitor terá direito de um auxiliar de sua inteira confiança para ajuda-lo a colocar os votos na urna eletrônica.

Caso o mesário impedir a votação do eleitor analfabeto poderá se processado e cumprir sentença Portanto, no próximo dia 28 todos os analfabetos devem comparecer às urnas acompanhados de uma pessoa auxiliar e escolher qual dos dois candidatos em disputa terá mais condição e vontade de trabalhar em defesa  dos pobres, dos jovens, das mulheres e dos analfabetos.