Vão embora os médicos cubanos, quem os substituirá?

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Análise da semana  –  Nossa Voz é Nossa Vida  – 18.11.2018

Hoje estou imitando santo Antônio,  ao estar em dois lugares ao mesmo tempo. Pela Rádio Rural faço agora uma análise de questões que podem interessar a você; ao mesmo tempo estou no Lago Grande do Curuai. Cheguei aqui sexta feira para partilhar reflexões importantes com os jovens, no encontro chamado DIA NACIONAL da JUVENTUDE. Também vieram partilhar experiências com os jovens, o Thiago da Comissão Justiça e Paz da Diocese e o Carlos Alves, do Movimento Tapajós Vivo. Fico contente de participar de um encontro como esse com mais de 120 jovens, que desejam descobrir o sentido de ser feliz, seguindo Jesus Cristo. Querem aprender a enfrentar os desafios da vida, numa  região cobiçada pela mineradora multinacional ALCOA e as geleiras que saqueiam os peixes do grande lago.

Além desse importante encontro juvenil, quero partilhar uma realidade nova e muito preocupante, acontecendo nesta semana no Brasil, mas atingindo também a região Oeste do Pará. Trata-se do fim do programa Mais Médicos, quando mais de 5 mil médicos cubanos estarão se retirando do Brasil.

O despreparado novo presidente do Brasil abriu a boca para dizer mais uma bobagem. Afirmou que os médicos cubanos agindo hoje no Brasil, pelo programa Mais Médicos, não tem capacidade médica para exercer a função aqui o Brasil e que deverão todos se submeter a um exame de validade da profissão. A reação do governo cubano foi imediata. Cancelou o contrato que havia com o governo brasileiro e chamou de volta ao seu país 8 mil e quinhentos médicos, que até estes dias prestavam grande serviço em comunidades como Curuai, Tabocal, Alenquer, Belterra e tantas outras comunidades do interior.  

Uma consequência dessa atitude do novo presidente brasileiro é que milhares de pacientes que vinham sendo bem tratados pelos médicos cubanos, agora ficarão sem esta assistência. Isto porque raros são os médicos brasileiros que se dispõem a ir trabalhar nas comunidades rurais, morar e agir em Aveiro, Piraquara e outras comunidades, onde dedicavam os médicos cubanos.  A falta de sabedoria do presidente brasileiro é desmentida pela aceitação dos médicos cubanos, hoje servindo em 60 países, através de semelhantes programas  ao Mais Médicos no Brasil.

 Além disso, se há uma coisa respeitada em Cuba até por organismos internacionais, como a ONU e Conselho mundial de medicina, é justamente o avanço da medicina em Cuba.

Agora que o caldo foi derramado e que o presidente eleito tenta remendar o mal feito, já sem jeito, que podem fazer os milhares de assistidos pelos médicos cubanos que estarão se retirando em breve? Será que o governo vai providenciar a substituição de 5 mil e 800 médicos que vão embora?  Será que agora um número de médicos brasileiros, que criticavam os médicos cubanos, vão se dispor a morar no meio rural para dar assistência médica de qualidade aos pacientes necessitados? Será que os milhões que apoiaram  e elegeram  Bolsonaro presidente, irão agora fazer abaixo assinado para exigir providência  de mais médicos para assistir os necessitados? Que você pensa ao ouvir essa notícia e análise?

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