Ir além da indignação

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Análise da semana  – Nossa Voz é Nossa Vida  – 06.01.2019

É hora de ir além da indignação e do espanto, precisamos urgente de planejamento para resistir às ameaças que pairam sobre todos nós brasileiros. O que está sendo anunciado pelos governantes está indo no rumo de aumentar a desigualdade social, a miséria e escravidão dos trabalhadores. Precisamos organizar as resistências em defesa de nossos direitos ameaçados, ao território, às leis trabalhistas, a educação, às terras indígenas e quilombolas, entre outros.

Uma primeira iniciativa nessa organização é entendermos o que está por trás dos discursos oficiais da posse do novo presidente. Comunicação entre nós é necessária e urgente. Trocar informações em nossos grupos, escutar pessoas de nossa confiança, indagar por que diminuem o salário mínimo, por que querem acabar com o décimo terceiro salário e as férias dos trabalhadores, por que querem diminuir gastos com educação e saúde, entre outras questões sérias que afetam nossas vidas.  Um problema para sabermos a verdade por trás dos discursos é saber qual fonte de informação é confiável. Os canais de televisão são suspeitos, porque são comprometidos com a manipulação da informação; muitas emissoras de rádio também dão poucas informações  confiáveis. A Rádio comunitária, pode ser uma boa fonte de informação, se forem comprometidas com os interesses da comunidade.

Neste final de semana estive no Curuai, dando apoio aos voluntários da Rádio Comunitária do Lago Grande. Foi uma oportunidade para capacitá-los a produzirem programas positivos, bem informados, alegres e dando importância aos interesses dos moradores. A RCFMLAGO vem prestando serviço comunicacional há 20 anos no Lago Grande do Curuai. Enfrenta dificuldades técnicas e de manutenção, mas continua firme. Agora requereram mais capacitação para melhor servir. Para uma radio comunitária  ser útil, não basta boa vontade, é necessário saber usar a arte e a técnica da linguagem radiofônica., saber também dar espaço para as vozes do povo, afinal numa emissora comunitária o principal são os ouvintes, mas os locutores são importantes para essa comunicação ser dialogal. No caso da região do Lago Grande são cerca de 20 mil pessoas que tem a RCFM Lago como espaço de cultura, de informações corretas, de diálogos abertos entre os que utilizam o microfone e os ouvintes. Ali podem expressar suas alegrias, suas histórias, suas esperanças.

Hoje no Oeste do Pará, existem cerca de 15 rádios comunitárias em construção, ou em funcionamento, em Mojuí dos Campos, Belterra, Alenquer, Óbidos, Boim entre outras. Todas importantes para seus moradores, desde que com produtores de programas bem feitos, conteúdos confiáveis, entretenimento sadio.  Por isso, foi muito inteligente os coordenadores da RCFM LAGO buscarem capacitação de seus produtores de programas, tanto de notícias, como religiosos, culturais e musicais. Uma boa técnica aliada de capacidade artística de comunicação, só tem a ganhar os ouvintes e apoiadores.

Feliz uma comunidade que adquire sua rádio comunitária e dá importância a seus dedicados  radialistas locais. Como no Curuai eles falam, a nossa Rádio.

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