Serás libertador pelo direito e a justiça

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Quando os Hebreus enfrentavam inimigos e até caiam no exílio como na Babilônia, uns ficavam a lamentar com saudade de sua terra, outros choravam e se submetiam ao inimigo/ No entanto havia os que não se intimidavam e criavam resistência aos tiranos. Um exemplo está no livro dos Macabeus 10, 24-38: “Timóteo, que antes fora vencido pelos judeus, juntou numerosas tropas estrangeiras e reuniu cavalarias vindas da ÁSIA e marchou em direção a judeia, com intenção de conquistar pelas armas. Ao mesmo tempo Judas Macabeu junto com seus companheiros cobriram as cabeças com terra, cingiram os rins com cilícios e prostrados aos pés do altar suplicaram a DEUS que tivesse piedade deles, mostrando se inimigos dos inimigos… terminadas as orações empunharam as armas, retiraram -se para longe da comunidade e acamparam diante dos inimigos…”. Deus ajuda quem enfrenta as lutas e os desafios da vida e os tiranos da história.

Hoje iniciamos uma análise sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2019. Um grupo de lideranças da diocese estamos reunidos em Emaús procurando compreender o sentido do tema – Fraternidade e Políticas públicas, com o lema – Serás libertador pelo direito e justiça. A Conferência nacional dos bispos do Brasil, CNBB pensa despertar a consciência e incentivar  participação de todos os cristãos e todos os cidadãos na construção de políticas públicas, tanto nacional, como estadual e municipal. Refletir esse assunto na quaresma, com tal expectativa dos líderes na Igreja, não será fácil. Isto porque vivemos um tempo de escravidão política, econômica e social. Só mesmo com muita fé e seguimento do caminho de Jesus de Nazaré será possível ter sentido assumir ser libertador pelo direito e  ajustiça. No Brasil hoje se vive uma realidade semelhante a que viveu Jesus e os pobres da Galileia e Palestina. Lá a elite era composta de Herodes, Pilatos, Romanos, Doutores da lei, sumos sacerdotes. Hoje, esses personagens  tem novos nomes, porém  o comportamento é igual. Já os pobres da época eram como os pobres de hoje, sem vez, sem voz. Ai de quem se opuser contra os mandantes de hoje. Não se tem mais políticas públicas atendendo aos trabalhadores, aos jovens, aos pobres. Segundo um assessor da CNBB, Paulo  Renato explicou o seguinte “Políticas públicas são ações e programas que devem ser implementados pelo Estado (governos) para garantir e colocar em prática  direitos em cumprimento da Constituição Federal e outras leis”. Mas como cidadãos e cidadãs poderão participar na construção de políticas públicas se os planos do atual governo são totalmente contrários à maioria da população? Se o governo não aceita discordância e oposição?

Eduardo Pinto, analista especializado apresenta uma análise sobre a atual realidade brasileira. Diz ele:  “Para muitos, a crise brasileira chegou num momento inimaginável em que a instabilidade cresce de forma acelerada. Voltou-se a discutir a questão da intervenção militar, da ruptura democrática e da ordem constitucional. Um assunto que parecia que estava morto e enterrado, dado a nossa trajetória de 21 anos de ditadura empresarialmilitar”

O atual governo está visivelmente contra os trabalhadores, os jovens, os indígenas e os pobres. As políticas públicas de saúde, educação, moradia popular, universidades, defesa da Amazônia e respeito aos povos indígenas e quilombolas estão todas fora dos ministérios federais. Como assumir o tema e lema da Campanha da Fraternidade nesta conjuntura? Somente levando muito a sério o tempo da quaresma, buscando força espiritual em Jesus de Nazaré, que também enfrentou época tão desigual, com uma elite exploradora dos pobres. A Campanha da fraternidade chega em momento bem oportuno para você e para todos nós.

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