Transporte público, menos carros e mais cara passagem, ideologia bolsoniana

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Análise da semana  Nossa Voz é Nossa Vida  – 20.01.2019

O presente e o futuro de todos nós não estão garantidos com justiça e direitos respeitados. A situação continua piorando no país e mesmo aqui em nossa região. Nestes primeiros 20 dias do novo governo, as decisões tomadas pelo novo presidente e seus ministros, são todas contra os trabalhadores, os alunos das escolas e entregam as terras amazônicas aos saqueadores das riquezas naturais. Compactuam  ministros do submisso Tribunal Federal, que  só tem o supremo medo dos militares.

Que fazer diante dessa ditadura? Ficar submissos e fingindo não ver? Nas celebrações dominicais em várias igrejas, a proclamação do Evangelho afirma que naquela festa de casamento, dona Maria de Nazaré, comadre da sogra da noiva, preocupada com a falta de vinho, disse aos garçons, façam o que ele mandar. E eles fizeram. Hoje o que Jesus de  Nazaré está nos mandando? Curar enfermos, expulsar demônios e anunciar boas notícias aos pobres.  Você sente que esse recado é para você e para mim? O que está acontecendo na região precisa de nossa decisão, fazer o que Ele está mandando.

Vejamos uma parte de nossa realidade em Santarém e região. A cidade tem hoje cerca de 300 mil habitantes residentes e uns 50 mil mais que chegam diariamente das comunidades  rurais e cidades vizinhas. Dois terços deste público, 240 mil que utilizam transporte público, estão ameaçados de andar a pé, por uma crise provocada  por quem não precisa andar de ônibus. Para entender as causas dessa crise, escute algumas versões. A origem já vem desde 2014, quando o Ministério Público exigiu que o então prefeito Alexandre Von realizasse licitação para empresas operassem o transporte público na cidade. Saiu governo, entrou novo prefeito e agora, já com dois anos de mandato, com ameaça do MP de bloquear verbas, o atual prefeito abriu licitação que, segundo nota oficial, apenas duas  empresas entraram na concorrência e uma delas ganhou a licitação. A forma de execução é questionada pelo sindicato de empresas de transporte, que não participou na discussão da licitação e nem foram chamadas organizações da sociedade civil. Segundo informações, até os vereadores foram deixados sem diálogo na hora da licitação, muito menos a associação dos estudantes, nem a FAMCOS.

A empresa Rezende Batista, que ganhou a concorrência,  tem apenas um sócio de Santarém, com 5 % de participação e  95% são de empresas de fora. No contrato, o consórcio se comprometeu a trazer 110 ônibus, para circular em 31 linhas de serviço. Para um informante, o comentário é que a situação para os usuários ficará mais precária. Isto porque hoje circulam na cidade 165 ônibus. Com a nova frota menor, muitos usuários ficarão penando nos pontos, a espera de um que passe.

A pergunta é, como pode o prefeito aceitar uma licitação sem consultar parte dos 240 mil usuários que vão sofrer por tal decisão arbitrária?  Será que o prefeito vai também deixar seu carro particular e enfrentar  o sofrimento dos que são obrigados a utilizar o transporte público? Desta forma o prefeito de Santarém segue a ideologia do governo federal, que despreza os trabalhadores e os pobres.  Segundo o sindicato dos empresários de transporte em Santarém, 1.200 trabalhadores que hoje operam a frota a ser retirada de circulação, perderão seus empregos. A empresa ganhadora diz que irá aproveitar mão de obra mais especializada da própria cidade. Mas não diz quantos nem quais. Esta é uma das consequências de uma decisão arbitrária do gestor municipal.

Diante dessa realidade, como em outras, nós cidadãos e cidadãs precisamos escutar o recado da mãe de Jesus – façam tudo o que ele disser. E ele já nos disse – expulsem demônios, curem enfermos e anunciem boas notícias aos pobres. Então? Que decide você?

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