Uma terceira guerra mundial hoje é possível? e no Brasil também?

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Análise da semana   Nossa Voz é Nossa Vida  – 27.01.2019

O que pode acontecer no mundo, nos próximos dois meses? Pode ser uma nova guerra mundial. Afinal, nossa vizinha Venezuela se tornou motivo de disputa internacional. De um lado, os gringos norte americanos, gananciosos pelo petróleo  do quarto maior produtor mundial. De outro lado, os defensores de Nicolau Maduro, Rússia, China, Irã e Índia, avisando que defenderão Venezuela diante de quem meter a cara ali. De quebra, o presidente brasileiro se mete na briga, como piolho em briga de pitbuls.

Enquanto isso, aqui em nosso país, uma outra guerra está em andamento. De um lado, um governo claramente anti povo, anti pobres, anti trabalhadores, metendo os pés pelas mãos. De outro lado, os povos da Amazônia entre outros, abandonados inclusive os milhares que votaram no Bolsonaro, esperando mudanças. Elas estão chegando, mas contra todos os pobres. Nesta semana um caso ilustrativo dessa realidade aconteceu em Santarém. Estudantes indígenas e quilombolas ocuparam salas da UFOPA desde segunda feira. O motivo foi o corte feito pelo Ministério da Educação de 95 bolsas permanência dos estudantes indígenas e quilombolas. Este auxílio financeiro foi uma conquista de alguns anos atrás, com a finalidade de diminuir a  desigualdade social em relação aos jovens estudantes indígenas e quilombolas. É um auxílio de 900 reais por mês para alojamento e alimentação. Atualmente estudam na UFOPA  250 quilombolas e 500 indígenas de vários povos. 95 destes foram agora prejudicados pelo corte do recurso.

Quem não estuda na UFOPA, nem está nos grupos prejudicados, pode até pensar que o governo tem razão em cortar verbas. Pode até pensar que indígena e quilombola não precisam frequentar universidade, que podem viver bem no meio da floresta. Só pensa assim, quem só olha pra si e com preconceitos. O individualismo é a ideologia que domina  hoje no mundo e que invade até religiosos, também no Brasil. É a ideologia do que interessa é o meu e os outros que se virem.

O governo eleito por milhões de ingênuos brasileiros, acreditando que seria pra o bem da maioria, agora revela a serviço de quem Bolsonaro se tornou presidente da república. Em um mês de governo ele tomou decisões graves contra trabalhadores, estudantes e pobres. Diminuiu o reajuste do salário mínimo,  entregou a exploração de petróleo para empresas estrangeiras, colocou a grande fábrica de aviões Embraer nas mãos da grande empresa Boing norte americana, está apressando a mudança da lei da previdência social, que vai retirar mais direitos dos trabalhadores. Isso entre outras atividades prejudiciais também aos povos indígenas e povos tradicionais da Amazônia. Por exemplo, retirou poderes da FUNAI de cuidar dos povos indígenas e colocou aos cuidados da ministra da agricultura, uma latifundiária. Enquanto o presidente retira direitos dos pobres, promete perdoar 15 bilhões de reais  de dívidas dos a produtores do agro negócio.

Os estudantes universitários prejudicados, ocuparam salas da UFOPA desde segunda feira, para pressionar a sociedade, os eleitores de Bolsonaro e o Ministério da Educação a reaverem as bolsas de permanências, caso contrario terão que interromper seus estudos. Quinta feira convidaram outros movimentos populares da região, a participarem de um diálogo que os ajude a reconquistarem seus direitos prejudicados. Hoje cada vez mais se compreende, que só unindo todos os prejudicados pelo governo se poderá reaver a democracia verdadeira. Não basta os indígenas lutarem isolados, os pescadores isolados, os defensores do rio Tapajós isolados. Povo unido jamais será vencido diz um ditador. Assim tem sido a história dos povos. Os tiranos massacram mas um dia caem, como caíram os romanos, ingleses e tantos outros.

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