Mês: fevereiro 2019

Bacia do Tapajós um território em disputa

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Análise da  semana  Nossa Voz é Nossa Vida  – 24,02.2019

Nós brasileiros vivemos hoje uma situação de escravos, sem vez e sem voz. Induzidos por falsa propaganda, boa parte dos brasileiros elegeu um governo incompetente, atrapalhado e submisso aos interesses dos empresários. Assim, age contra trabalhadores e pobres. Toma decisões sem consultar nem a seus eleitores, como é o mais recente caso do projeto de reforma da previdência. Se esse projeto for aprovado pelos deputados e senadores, trabalhadores dificilmente terão aposentadoria.

Seguindo exemplo do incompetente presidente da república, o atual prefeito  de Belterra insiste em  violar a área de proteção ambiental, APA Aramanaí, para entregar a empresários de portos. Acha ele que porque foi eleito prefeito é dono do município como uma fazenda, que ele usa e abusa sem respeitar as leis e os moradores.
Felizmente a promotoria de justiça, entrou com agravo de instrumento para suspender o licenciamento ambiental na área. Apesar de ele ter autorizado empresários meterem tratores  a trabalharem na área, agora só poderão continuar depois de ser implementado o Plano Diretor do Município. O fato de alguém ser capitão do exército, ou ser médico, não lhes dá nenhuma garantia de serem competentes administradores públicos. Infelizmente eleitores despreparados ainda elegem políticos desse tipo.

Mas a semana que passou não foi só de perdas do povo. Também ocorreram coisas boas. Uma delas, foi o encontro de lideranças populares das três bacias do rio Tapajós, ocorrido em Santarém. Durante dois dias estiveram reunidos 18 lideranças de movimentos  em defesa dos rios Juruena e Teles Pires, do Mato Grosso, e também do alto, médio e baixo Tapajós. No encontro esse grupo partilhou preocupações com as desgraças já existentes provocadas por barragens e projetos hidroelétricos. O rio Teles Pires, um dos grandes rios que lançam suas águas no Tapajós, hoje está mutilado com quatro grandes lagos de barragens. Mortandade de peixes tem ocorrido na região e que vem diminuir cardumes de peixes até no rio Tapajós. Ao todo são 43 projetos hidroelétricos para as três bacias do Tapajós. Aqui no Pará, são sete projetos, como São Luiz, Jatobá, Chacorão e outros no rio Jamanxin.

Os participantes do encontro em Santarém,  partilharam experiências de resistência, desafios que enfrentam e construíram um novo caminho de ação conjunta das três bacias para salvar o que ainda pode ser salvo. Mesmo que o irresponsável governo pretenda voltar a construir novas hidroelétricas, os lutadores sociais sabem que unidos serão capazes de impedir esses desastrosos projetos. É preciso mirar os tristes exemplos dos projetos Jirau, Santo Antônio no rio Madeira e o de Belo Monte no Xingu, para não baixar a cabeça e deixar novos desastres acontecerem na bacia do rio Tapajós.

O Encontro foi bastante produtivo e esperançoso, todos voltando a suas regiões convictos que unidos e bem planejados, são capazes de ampliar as forças populares e impedir mais desastres sociais e ambientais.

 

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conflito na Venezuela tem a ver com Manaus?

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Notícia para Rádio RioMar  –  25.02.2019

O que tem a ver a população de Manaus, com a crise na Venezuela? Será que nada? O presidente Bolsonaro, submisso ao governo norte americano, tenta provocar o presidente Maduro da Venezuela. Bolsonaro insiste ele em levar uma falsa ajuda humanitária de três caminhões com remédios e alguns alimentos. Ignora ele,  que em Boa Vista e Pacaraima há milhares de migrantes venezuelanos precisando daquela ajuda humanitária. Prefere obedecer ao plano norte americano de invadir a Venezuela, levando a falsa ajuda humanitária. A troco de que, Bolsonaro se mete na vida alheia? Uma das consequências dessa burra insistência,  são graves prejuízos que poderá causar às populações de Roraima e até do Amazonas, inclusive Manaus.  Pelo seguinte: o presidente Nicolas Maduro mandou instalar radares  de fabricação russa de longo alcance, podendo chegar até ao aeroporto de Manaus. Qualquer avião saindo de Manaus rumo a Caracas, será monitorado pelos radares deles. Junto com os radares estão plantados próximo da fronteira com Brasil, tanques de guerra com mísseis com bombas dom 400 quilômetros de alcance. Qualquer tentativa de agressão do exército brasileiro terá resposta imediata da Venezuela.  Agora imagine, ouvinte manauara e amazonense, se de repente, o incompetente presidente brasileiro decidir invadir o país vizinho, ou mesmo dar um tiro num soldado venezuelano, o que poderá acontecer? E se por reação eles dispararem um míssil de longo alcance, a bomba não chegará ao palácio do Planalto em Brasília, mas chegará  à capital amazonense e vizinhança, não é?  Percebe você quão irresponsável está sendo o presidente Bolsonaro em insistir enviar ajuda humanitária, imitando o outro irresponsável presidente Norte americano? A crise da Venezuela deve ser resolvida por sua população e seu governo. Assim como a crise da reforma da previdência aqui deve ser enfrentada por todos os trabalhadores para impedir esse crime do governo e os políticos.

Água dom de Deus não é mercadoria, mas…para uns é

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Análise da semana   Nossa Voz é Nossa Vida  17.02.2019

Se joãozão mete os pés pelas mãos e impõe sua vontade,  Joãozinho tenta fazer o mesmo. Se o presidente da república quer impor uma desumana  reforma da previdência aos trabalhadores, o prefeito de Santarém,  se acha com poder de acabar com a autonomia comunitária dos micro sistemas de água. Que prepotência! Mas o prefeito  só fará isso, se os usuários dos micro sistemas forem ingênuos e submissos. Poder legal ele não tem. Isso teria, se fosse garantida água sadia 24 horas, pela COSAMPA, que nem ele, nem os anteriores garantiram.  Ameaçar presidentes de associações de recorrer à justiça para tomar os micro sistemas é chantagem. Para quê? entregar a uma empresa privada para  vender água como mercadoria? isso ele não pode.

Observe o absurdo do ditadorzinho de aldeia. Só na cidade de Santarém, onde a COSAMPA não atende com serviço de água, existem 19  micro sistemas comunitários. Na área rural há uma dezena deles, todos mantidos pelas associações de moradores. Há vilas com mais de 400 famílias como Curuai do Lago Grande, que são abastecidas com micro sistemas. Os poços são profundos com tubulações de pvc, o que lhes garante água sadia. Alguns micro sistemas foram construídos pela própria comunidade, outros foram construídos pela prefeitura em mandatos anteriores, mas entregues aos cuidados das organizações populares.

Segundo informações, o representante do prefeito andou ameaçando alguns  lideres de micro sistemas, dizendo que ou aceitavam pacificamente entregar o micro sistema para a prefeitura, ou ele seria tomado via justiça, pois a prefeitura é a única responsável pelo abastecimento de água da população. Além disso, o prefeito já teria aberto concorrência para empresas interessadas em terceirizar os mico sistemas. E até já havia uma empresa ganho a concorrência pronta para tomar os sistemas. Será verdade tudo isso? Na Câmara de vereadores houve uma sessão onde trataram disso e alguns poucos vereadores foram contra, mas os outros se calaram.

Onde está a arrogância do prefeito? Nunca chamou as assembleias associações de moradores para analisar junto a situação de cada  micro sistema, se concordavam com a transferência dos cuidados para uma empresa privada, ou se preferiam continuar autônomas. Nada, simplesmente em poucos dias tomou a decisão, contratou a empresa e mandou recado aos presidentes de associações dizendo ou dá, ou desce. Não quer saber quem construiu o micro sistema, quanto custou, quem pagou as tubulações.  Hoje os usuários pagam uma taxa de uso de água de 30, 40 reais ao micro sistema. Se deixarem o prefeito usurpar seu direito, certamente a empresa  operadora irá cobrar cem e mais reais de cada usuário, afinal ela estará ali fazendo negócio e a água passará a ser mercadoria.

Informações extra oficiais dizem que após controlar os 19 micro sistemas da cidade, a empresa vai se apossar dos micro sistemas do planalto, das vilas e onde houver algum no meio rural. Estão sendo alertados moradores,  de Perema, Jacamim, Estrada Nova, Curuai, Tabocal e demais usuários de micro sistemas.

Agora uma coisa é certa. Isto só acontecerá, caso os milhares de donos de micro sistemas de água se abaixarem, calarem  e forem otários. Afinal eles e elas são donos da propriedade, que até hoje é um serviço comunitário. Não podem ser humilhados assim, sem mais,  nem menos.

Isso é um exemplo do que o prefeito prometeu durante a campanha eleitoral, que ele iria governar da periferia para o centro. Só que ele interpreta diferente do que fez seus eleitores pensarem. Mas ele só cometerá este absurdo, se os usuários de micro sistemas se acovardarem.

aos 65 aposentadoria é desumano dizia ele

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Editorial  RNA  15.02.2019

Na próxima quarta feira, dia 20 haverá greve geral em todo o Brasil, promovida por todas as centrais sindicais. Será um grito de basta ao absurdo do novo projeto da Reforma da Previdência, que será enviado pelo governo Bolsonaro para ser votada no Congresso nacional. Esse projeto que já era criminoso tentado pelo Temeroso Temer, agora chega mais desumano pelo governo Bolsonaro.

Caso os deputados e senadores façam o gosto do governo federal,  mais direitos serão cortados dos trabalhadores. Tão perversa mudança na lei da previdência, obrigará uma trabalhadora se aposentar somente ao completar 62 anos e o trabalhador aos 65 anos. Isso, se tiver pago 25 anos de contribuição ao INSS. Também serão cortadas pensões por doença e outros direitos. Bolsonaro e seus auxiliares alegam que se não for feita essa reforma, a previdência irá à falência por falta de recurso. Uma mentira deslavada, já provada por especialistas nesse setor. Há poucos dias o governo federal desviou 113 bilhões de reais da seguridade social para pagar parte da dívida pública do país. Entre os grandes credores da dívida pública estão Bancos como Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica. Estes tiveram lucros de mais de 120 bilhões de reais no ano passado, mas estão entre os que devem à previdência social 450 bilhões de reais por não pagarem confins, PIS e outros deveres. Então, o governo massacra os trabalhadores e favorece capitalistas sonegadores.

Quando ainda deputado federal ao tempo do governo Temer, Jair Bolsonaro clamou no plenário da Câmara, que exigir aposentadoria só aos 65 anos de idade seria desumano. Agora presidente, ele mesmo exige 65 anos de idade e mais 25 de pagamento de contribuição ao INSS. Hoje eleitores que votaram nele para presidente, compreendem que caíram em armadilha e vão pagar muito caro, mas não só eles. A reforma da previdência do governo federal é contra trabalhadores, jovens, indígenas e pobres. O Brasil está a serviço do agronegócio, dos Bancos e empresários. Por isso, dia 20 próxima quarta feira, todos os trabalhadores são convocados a irem às ruas, pararem os serviços para dizer ao governo federal e aos políticos, que todo abuso de poder tem limite e direitos adquiridos não podem ser tirados a bel prazer de um presidente.

Militares esquecem confronto com a Igreja durante ditadura 64-85

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Notícia para Rádio Riomar  –  13.02.2019

Os militares do governo federal estão esquecendo que comprar guerra com a Igreja católica é confrontar-se com  64 por cento de brasileiros que professam ligação com esta instituição tomam partido. Durante a ditadura militar de 1964 a 85 os militares perderam a aliança com a conferência nacional dos bispos do Brasil, ao prenderem um bispo e soltarem na estrada despido e pintado de vermelho. Bastou aquilo para unir de vez os bispos brasileiros na defesa da justiça social e direitos humanos. Hoje os militares do governo Bolsonaro querem ameaçar os líderes da Igreja novamente. Logo qual o motivo, a preparação do Sínodo para a Amazônia. Bolsonaro afirmou que o Sínodo é contra “toda” a política do governo para a Amazônia – que prega a defesa da “soberania” da região. “ segundo ele, o encontro vai servir para recrudescer o discurso ideológico da esquerda”. O que quer o Papa Francisco ao convocar o sínodo?  Simplesmente atualizar o modo de evangelização a partir das questões da Amazônia e da necessidade de uma ecologia completa. De acordo com as orientações preparatórias o sínodo terá o seguinte caminho:  “Ver” o clamor dos povos amazônicos;

“Discernir” o Evangelho na floresta. O grito dos índios é semelhante ao grito do povo de Deus no Egito;

“Agir” para a defesa de uma Igreja com “rosto amazônico”.

Então, o motivo principal porque os militares querem intervir nos trabalhos da Igreja, é porque ao perguntarem aos povos da Amazônia, sobre quais os problemas que enfrentam e quais as soluções sugerem, os membros das comunidades cristãs certamente apontarão os graves problemas que o governo e as empresas estão causando à natureza e aos povos da região. Mineração, destruição de florestas com por madeireiras e agronegócio, projetos de hidroelétricas, ferrovias e portos Graneleiros, são obras que geram lucros para poucos e desgraças para maioria da população da Amazônia. Além disso, o governo federal retira proteção aos povos indígenas, esvaziando a FUNAI, esvaziando o IBAMA facilita a destruição de mais florestas.  Portanto o que deixa nervoso o governo é que os  cristãos da Amazônia, ao proporem alternativas para a evangelização na Amazônia, irão denunciar os estragos que estão sendo feitos e programados para favorecer empresários e prejudicar o meio ambiente e as populações da região.

Sinais de morte e sinais de vida na região

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Análise da semana Nossa Voz é Nossa Vida  –  10.02.2019

O inverno chegou valente derramando água abundante como bênção de Deus. Assim alivia o calor, fertiliza a natureza e então chega o milho verde, a macaxeira amolece ao cozinhar e as fruteiras retribuem produzindo frutos bons.

O que não está de acordo com a vontade de Deus são as vidas dos trabalhadores, moradores de periferias e indígenas. Isto porque a política implantada pelo governo brasileiro prejudica a maioria dos cidadãos e cidadãs. Agora mesmo o projeto de reforma da previdência proposta pelo presidente Bolsonaro é para escravizar a população. A reforma pretende que para alguém se aposentar precisa completar 65 anos e ter pago 25 anos de previdência. Isto significa que a pessoa terá direito a aposentadoria completa só com 90 anos de idade. Quem poderá então se aposentar? Isto é uma desgraça anunciada.

Mas aqui na região também a situação não está nada boa. Aumenta o número de pessoas necessitadas de assistência médica, mas com a saída dos médicos cubanos, não houve substituição com médicos brasileiros em muitas comunidades. O hospital materno infantil continua sem conclusão e se deteriorando, sem que as autoridades municipal e estadual tomem providência. Enquanto isso, para favorecer empresas exportadoras de soja, vereadores e prefeito acoitam a construção de mais um monstro portuário na boca do lago do Maicá. Para isso, preferem violar uma área de proteção ambiental para atender interesses de empresas estrangeiras. Iludem moradores com promessas de emprego e renda, mesmo tendo o exemplo do monstro porto da CARGILL que exporta milhões de toneladas de soja e gera apenas algumas centenas de empregos.

No governo federal, militares voltam  a assumir cargos públicos, mesmo depois do fracasso da ditadura militar dos anos 60 e 70. Agora mesmo, o Instituto de colonização e reforma agrária, o INCRA terá como presidente um general; o vice presidente  da república é outro general e assim, outros militares tomam conta da administração pública. Isso não promete coisa boa para os trabalhadores.

Esse é um lado da moeda. O outro lado revela esperança de que um dia pode ser diferente, desde que não seja um dia tão distante. Alguns sinais de esperança aparecem aqui mesmo em nossa  região. Imagino que aí na sua comunidade e em seu bairro, algo bom esteja acontecendo. Destaco aqui dois sinais desta semana que passou. Um, foi na sede do Sindicato de trabalhadores e trabalhadoras  rurais de Santarém. Ali aconteceu no meio da semana, uma organização de um plano comum de ação dos movimentos populares diante da pressão que empresários e políticos estão fazendo sobre nossa região.  Outro sinal de esperança foi um encontro de dois dias na sede do Grupo de Defesa da Amazônia, GDA, discutindo um projeto a ser realizado na região do tapajós. A ideia assumida é contrapor a mentira de energia limpa das hidroelétricas. Para isso, serão construídas várias  fontes de energia solar para bombeamento de água em comunidades ribeirinhas do baixo Tapajós e algumas instalações de energia solar em prédios de uso coletivo. Com isso a população poderá ver que, além de economizar dinheiro da cara tarifa da CELPA, não é tão caro instalar energia solar nas residências e prédios coletivos. Em Santarém já existem cinco empresas instaladoras de energia solar.

Na Igreja uma boa notícia da semana foi a visita do Papa Francisco a um país mulçumano no oriente médio. Papa Francisco é um exemplo de cristão que deve inspirar bispos, padres e leigos no mundo todo. Ele não se preocupa de aparecer papa, mas de ser como Jesus Cristo que vai abraçar pessoas, independente de religião e faz isso em busca de justiça e paz. Uma pessoa assim é uma luz nesse mundo tão desigual e injusto.

ainda se pode salvar a Amazônia?

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Editorial  RNA  –  08.02.2019

Será que ainda é possível salvar nossa Amazônia? São tantas as agressões executadas pelo capitalismo depredador, que até parece impossível. Empresas famintas de lucro fácil abrem crateras, extarem minérios, deixam barragens de rejeitos, que depois arrebentam e destoem pessoas, animais e rios; ambiciosos produtores ado agronegócio, destroem florestas sem escrúpulos, para plantar soja e capim utilizando criminosamente agrotóxicos; governos invadem rios, constroem barragens para gerar energia elétrica, alegando ser energia limpa, ignorando a sujeira deixada para os ribeirinhos e indígenas. Com tal ritmo de destruição, como ficam as vidas de 27 milhões de moradores de cidades, beiras de rios, e comunidades rurais da Amazônia?

Não podemos desesperar, nem ficar de braços cruzados, pois ainda é possível salvar a Amazônia. Não com estes governos, nem com essas empresas sem escrúpulos, mas com moradores ameaçados, despertando para sua força e se organizando. Há jeito de se ter outro modo de vida. Um caminho é rejeitar os projetos de hidroelétricas e buscar outros meios de ter energia elétrica limpa de verdade.

Em Porto Velho, a arquidiocese está dando exemplo de que é possível. Para romper com a exploração da rede pública de eletricidade, instalou energia solar na igreja e centro pastoral. Em Santarém, uma paróquia com uma das maiores igrejas da cidade, também instalou energia solar e conseguiu diminuir custo da energia da rede pública de 12 mil para dois mil reais. Neste momento, um movimento popular recebeu apoio financeiro para implantar uma série de equipamentos fotovoltaicos para bombeamento de microssistemas de água em comunidades rurais, e mais três sistemas demonstrativos em centros de encontros nas cidades de Santarém e Belterra.

Tais projetos visam estimular famílias e comunidades a combater o uso de energia suja das hidroelétricas. Hoje a tecnologia de energia solar já é possível no Brasil especialmente quando as distribuidoras de energia estão cobrando alto preço nas tarifas. A Amazônia é rica em bem viver e não se pode abaixar a cabeça diante das ambições do capital. Salvá-la é preciso e somos nós os que podemos.