NÃO SOBRE mas PARA A AMAZÔNIA

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Notícia para Rádio Rio Ar  –  25.03.2019

Boa tarde Cecilene e boa tarde você ouvinte interessado/a. Compartilho com você um acontecimento considerado por muitos como importante para católicos, evangélicos, protestantes, outras religiões e demais cidadãos de nossa grande e sofrida Amazônia. É que está acontecendo a construção do chamado sínodo para a Amazônia. Vai concluir em Roma em outubro próximo, mas já está em andamento em muitas comunidades da Pan Amazônia. Você por acaso sabia que nove países tem parte da bacia amazônica  em seu território? Pois é, o sínodo é será  mais um encontro de religiosos SOBRE a Amazônia, mas PARA a Amazônia. Isto quer dizer que primeiro, grupos de pessoas que vivem na Amazônia são convidadas a se reunir e dizer quais as necessidades maiores de sua região, para se buscar na luz da fé, soluções concretas. Imagine que a destruição de florestas na Amazônia já chegou a  perder 29,5 milhões de hectares de floresta do ano 2 mil até o ano passado. Ao falar na preparação do sínodo, há poucas semanas o cardeal brasileiro, Dom Cláudio Humes disse o seguinte: “Sema a Amazônia o mundo não sobrevive. O futuro está em jogo” concluiu o bispo. Basta observar a natureza para se compreender o que ele afirmou. O recente Ciclone ocorrido n África oriental matou 800 pessoas em Moçambique e dois países vizinhos. A cheia no rio Madeira alarmando as populações ribeirinhas de Rondônia, os garimpos em vários rios e barrancos da região, estão provocando reações incomuns na natureza. Daí a preocupação correta do cardeal Humes. O sínodo em construção não é sobre a Amazônia, mas para a Amazônia. Isto quer dizer que quem estiver tentando evangelizar os povos da região precisam fazer isto conhecendo as realidades e necessidades dos povos aqui vivendo. Lá no rio Juruá, município de Tefé, um grupo de cristãos discutiu sua contribuição ao sínodo. Mandou um recado aos que estarão reunidos em outubro no Vaticano. Disseram: “a Igreja precisa levar em conta que a Amazônia tem vários rostos, ribeirinho, indígena, jovem, feminino, caboclo. Estes rostos requerem  uma evangelização  a partir desta realidade amazônica e não importada da Europa, nem do sul do país.

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