Catástrofe anunciada acontece

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Análise da semana  –  Nossa Voz é Nossa Vida  – 05.05.2019

No domingo passado não pude apresentar análise da semana porque estava numa missão importante na vila Curuai. Foi uma excelente assembleia pastoral da região oito da Diocese de Santarém. Encontro legal com amigos/as e companheiros/as do rio Arapiuns, Arapixuna e Lago Grade do Curuai. Dentro do espírito da Campanha da Fraternidade que nos convida a construir fraternidade com políticas públicas, alimentando o lema:  Serás libertado pelo direito e a justiça, os 85 líderes cristãos da Gleba lago Grande estudaram como enfrentar o grande monstro de sete cabeças, ALCOA que insiste em invadir o território da Gleba para saquear bauxita e destruir as vidas  dos moradores e da mãe natureza. Mirando no espelho que é a triste situação dos moradores de Juruti velho e Jururti Novo, 85  líderes da Gleba Lago Grande escreveram um documento final, assumindo compromisso de lutar com firmeza e fé em defesa da Casa Comum do seu território. A ALCOA é um monstro estrangeiro que extrai riquezas, não paga imposto de exortação e deixa desgraças para os moradores de onde leva as riquezas. Parabéns aos militantes e seus vigários que assumiram  o desafio de buscar libertação pelo direito e justiça.

Hoje, apresento uma outra análise que pode ajudar você  entender porque decisões do poder público municipal sem consultar a sociedade organizada, só trás prejuízos coletivos. Na semana passada cinco médicos do hospital municipal tiveram  coragem de denunciar um fracasso que era já previsto desde o início, a decisão solitária do prefeito municipal de Santarém. Trata-se da  errada terceirização do Hospital municipal de Santarém. Observe o que foi dito publicamente: Em entrevista coletiva, médicos revelaram que a falta de insumos, equipamentos e de profissionais têm gerado um caos na saúde em Santarém. O assunto foi abordado em coletiva à imprensa, na sede do Conselho Regional de Medicina, com a participação dos médicos: Luís Rodolfo Carneiro – diretor clínico do HMS, Alberto Tolentino Filho – vice-diretor clínico do HMS, Olívia Pinheiro, Marina Chainni, João Fabrício, Antônio Carlos e Everaldo Martins Filho.

Dr. Tolentino afirmou o seguinte: “O que a gente vê é que para tentar organizar, houve uma maquiagem do processo. Se você for hoje no Hospital Municipal vai ver que ele está mais limpo, a comida melhorou. Mas no que diz respeito a insumos e equipamentos, a gente não viu como médico, nenhum tipo de avanço”.

 

Sobre a paralisação da UPA em decorrência da rescisão de contrato da empresa Ribeiro, Souza e Companhia Ltda, Tolentino Filho disse que a classe médica se sentiu muito mal quando viu em alguns veículos de comunicação os médicos sendo colocados como mercenários e que esse seria o motivo do fechamento da UPA. Afirmou assim:

“A gente sabe que a real situação que aconteceu foi pela carência de médicos na nossa região. Houve situação de ter apenas um médico atendendo na UPA, quando seriam necessários 5 médicos em um plantão”.

Já o diretor clínico do HMS, Luís Rodolfo Carneiro disse que sabe da dificuldade com retirada da OS nesse momento. Mas, destacou que a OS tem que ouvir os médicos, para que assim possa oferecer à população um atendimento de qualidade.

E concluiu: “Quando se opta por uma OS, se acredita que haverá facilidade na aquisição der equipamentos e insumos, que são coisas pontuais. Por exemplo, na gestão pelo município, se quebra um aparelho de eletrocardiograma a Semsa terá que fazer licitação. Mas com a OS não precisa desse processo, porém, no caso do IPG não funcionou como esperado”.

 

Moral dessa história, o prefeito pensou se livrar de responsabilidade para com a saúde pública, mas quebrou a perna. E agora que vai fazer? Deixar como está?  Reconhecer o erro e administrar melhor o hospital municipal e a UPA?

 

 

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