Serás liberto, sim pelo direito, mas com justiça praticada

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Editorial – RNA  – 03.05.2019

O lema da Campanha da Fraternidade nos alerta – “serás libertado pelo direito e a justiça”. É um apelo muito oportuno, especialmente para nós moradores da Casa Comum, Amazônia. A campanha em si encerrou na semana santa, mas o desafio continua presente – ou lutamos por justiça, ou nunca seremos libertados.

Uma das políticas públicas carecendo de urgência na Amazônia é o saneamento básico. Este inclui, o esgotamento sanitário e o tratamento adequado do lixo que geramos. Lançar esgotos nos rios e igarapés é violência e crime institucionalizado de graves consequências para a natureza e as gerações presentes e futuras. E o lixo que geramos todo dia para onde vai? Manaus, São Luiz, Porto Velho, Boa Vista? Para onde vão os 140 toneladas de lixo diários da cidade de Santarém?

Antigamente existia o Ministério das cidades que estimulava tratamento adequado do lixo, inclusive oferecia financiamento. E hoje? Com tanto corte de recursos do governo par investimento o que fazer? Esperar pelos prefeitos e vereadores? Mas eles estão preocupados com seus salários e penduricalhos. Então como fazer para se conseguir justiça e cumprimento de nossos direitos de tratamento adequado do lixo?

Em Santarém do Pará hoje surge uma forma de se conseguir fraternidade e políticas públicas. Não é a primeira vez, mas a paciência popular está se esgotando. Um grupo de comunidades que vive no entorno do chamado LIXÃO do PEREMA resolveu dar o grito por direito. Bloquearam a entrada dos carros de lixo na entrada do lixão. Motivo? Vários deles vivem abaixo da serra onde fica o lixão e com as chuvas rompeu mais uma barragem de rejeitos e chorume  . Toda a sujeira desceu para o igarapé ao pé da serra do lixão.  Chega!! Disseram eles e elas e bloquearam a rodovia. Veio a polícia e eles perguntaram se os polícias tinham filhos e famílias? E se sabiam o que estava acontecendo coma poluição dos igarapés próximos do lixão? Os policiais recuaram e foram embora. Agora  aguardam o prefeito e mantiveram o bloqueio até o fim do dia.

Assim se leva a sério o tema da Campanha da Fraternidade, quando o poder público recolhe os impostos e não cuida das políticas públicas. Bem que esse exemplo pode ser seguido em Manaus, Porto Velho e na Amazônia.

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