Novos caminhos a partir das vidas amazônicas

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Editorial  RNA  06.09.2019

Amazônia Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral, este é o tema central sínodo para a Amazônia. Quando o Papa Francisco convocou este tipo de reunião de líderes da Igreja Católica dos nove países que tem Amazônia em seus territórios, tinha bem claro uma grande preocupação. Visitando o Brasil, cinco anos atrás e o Perú  em 2017, sendo ele também um sul americano, sabia que não dá mais para uma evangelização desligada da realidade dos povos tradicionais e também as agressões do capital às riquezas da região.  Como Jesus em sua missão na Galileia, Não se pode falar de Deus e do Reino do céu, sem enfrentar os sofrimentos do povo.

O sínodo convocado pelo Papa Francisco busca novos caminhos para a evangelização, ao mesmo tempo que se deve cuidar da casa comum, criada por Deus para ser usufruída por todos sem destrui-la, daí a inclusão da ecologia integral a ser refletida e comprometida pela Igreja da Pan Amazônia.

Por isso que a preparação do sínodo está sendo estudado por grande parte das dioceses da Amazônia, ao mesmo tempo que está incomodando, católicos reacionários e o governo federal. Discutir problemas sociais e ambientais da Amazônia num encontro religioso, de um lado, incomoda católicos que só alimentam sua fé numa espiritualidade individualista e moralista; de outro lado, perturba um governo que para atender interesses de empresários e setor financeiro, se sente dono da Amazônia a entrega à ganância do agronegócio e grileiros. Daí porque o general Heleno, ministro da segurança nacional se acha no direito de querer enfrentar o Papa Francisco e os bispos brasileiros, dizendo que não admite ingerência da Igreja na soberania nacional. Como se o governo e os militares fossem donos da Amazônia.

Se de fato o governo Bolsonaro cuidasse da Amazônia, que não é dele mas do povo Brasileiro e mais ainda, tão necessária para o equilíbrio do planeta terra, general Heleno, Ricardo Salles, ministro do meio ambiente e o próprio presidente, já teriam garantido recursos e competência aos órgãos de fiscalização, como IBAMA, ICMBIO e FUNAI. Assim não haveria esse horror de 5 mil quilômetros quadrados de mata destruída em um ano e 70 mil incêndios atuais na Amazônia. O sínodo para a Amazônia é uma urgência para a evangelização, goste ou não goste Bolsonaro e seus ministros.

 

 

 

 

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