Mês: novembro 2019

Manaus Zona nem sempre franca

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Notícia para Rio Mar  – 24.11.2019

Boa tarde Gecilene e você ouvinte. Como diz o ditado – se parar o bicho pega, se correr ele não pega nem come. Um assunto que deve merecer reflexão e decisão nossas, trago aqui para você. Trata-se da questão saneamento básico de Manaus. Uma calamidade que não é só de Manaus, mas de Santarém e de toda a Amazônia. Saneamento básico inclui, água potável para todos, tratamento adequado de lixo, esgotos sanitários para todos.

No caso específico de Manaus, inclui a preservação dos igarapés, com suas águas limpas e transparentes, como a 50 anos atrás. Com o crescimento da cidade, ou melhor, com o inchaço da cidade, os igarapés se tornaram esgotos a céu aberto. Mas em 2005 surgiu um início de boas intenções de governantes para cuidar da cidade. Foi o Programa social e ambiental dos igarapés de Manaus, PROSAMIM. Seu objetivo era resolver os problemas urbanísticos e ambientais da cidade.

O governador da época conseguiu empréstimo do Banco Inter americano de desenvolvimento BIB, no valor atual de 3 bilhões e 600 milhões de reais. Você sabia disso? Então se puder pesquise na revista GEONORTE 2018.  Pois bem, já se passaram 14 anos desde esse início, como passaram governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores tudo de Manaus. Como está hoje o saneamento de Manaus? E os igarapés, Mestre Chico, Quarenta, Cachoeirinha? E como estão hoje as bacias de Educandos e São Raimundo? Estou aqui em Santarém, mas me disseram que não chegou nem na metade o tal Prosamim.

Esse pode ser o lado da irresponsabilidade dos governantes. Porém, e seu lado nessa questão? Quais as pressões das associações de moradores? Quais as suas pressões, ouvinte? Não esqueça do ditado, se parar o bicho pega e come, o que parece estar acontecendo com sua cidade. Saiba que segundo estatística nacional, Manaus é a quinta cidade com piores indicadores de saneamento básico no Brasil. As outras quatro cidades em piores situações estão todas na Amazônia, inclusive Santarém. Para onde estão indo aqueles 3 bilhões e 600 mil reais do Prosasim?

 

Perversidade oficial e passividade do povo até quando?

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Editorial RNA 22.11.2019

O Brasil e dentro dele nossa Amazônia, está afundando a convivência civilizada. As ditas reformas das leis trabalhistas e da previdência só tem provocado mais desemprego, hoje com 13 milhões de trabalhadores parados. O desgoverno federal continua destruindo vidas humanas e da natureza.

Mesmo com quase 8 mil quilômetros quadrados de floresta destruída neste ano, o cínico presidente afirma que esse é um fenômeno cultural na Amazônia. O fato de as queimadas terem atingido cinco estados da Amazônia, Bolsonaro nem se preocupou e ainda acusou as ONGs pelos crimes. Nenhum grileiro identificado posteriormente foi unido que se saiba.

Como explicar tantos absurdos de um governo destruidor de leis e direitos dos povo? O jornalista Jamil Chade do jornal El País compreende assim: “destruir o que existe para, em seu lugar, reconstruir um modelo desejado por essas pessoas no comando para a sociedade. Loucura para alguns, delírio para outros. Mas, entre membros do Governo, não há nada de irracional em sua fala. O que existe claramente é uma estratégia de destruição e da substituição de uma realidade por uma ideologia com fortes traços de intolerância”. Realmente faz sentido essa interpretação. Mesmo que alguns considerem, Bolsonaro um psicopata o fato é que ele age consciente e premeditado.

Com tal estratégia perversa, o resultado é se ter hoje 13 milhões de desempregados, invasão de territórios indígenas, aumento de famílias passando miséria. Agora mais uma perversão presidencial, ele afirma que policial que mata em serviço não pode ser condenado. Para ele policial matar não é crime.

Mas o curioso dessa triste situação nacional é a passividade da população. Mesmo vendo exemplos de resistência popular na Colômbia, Chile e Equador, nós brasileiros estamos vendo a desgraça aumentar e não reagimos. O que falta para nós da Amazônia? E ainda há pessoas que defendem tal desgoverno.

Já escrevia Jessé “a elite do atraso…”

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Notícia para Red Pan Amazónia 21.11.2019

Como explicar que o governo brasileiro iluda a população, dizendo ser necessário cortar gastos com a saúde, educação e saúde? Diz o presidente que é uma necessidade cortar direitos dos trabalhadores, modificar a previdência social, para garantir a manutenção da economia do país. Diz o ministro da economia que é preciso pagar os juros da dívida pública que não para de crescer. Assim o governo mente sem escrúpulos, para prejudicar os trabalhadores, os pobres e os jovens.

Os maiores credores da dívida pública nacional são os Bancos e empresários. Ao mesmo tempo, Bancos Bradesco, Itaú e Santander tiveram lucros de mais de 25 milhões de reais no ano passado. Justamente esses bancos devem e não pagam 450 bilhões de reais à Previdência social. E não cobrados pelo governo. Impressiona como tudo isso acontece e nem os deputados, senadores, bem as centrais sindicais denunciam, nem pressionam. Por que tudo isso acontece no Brasil?

O sociólogo Jessé de Sousa, em seu livro A Elite do atraso, faz uma razoável explicação desses crimes acobertados no Brasil. Diz ele: “A elite do atraso, os donos do dinheiro e seu braço midiático fazem parte do mesmo esquema de depenar a população em benefício próprio. ‘É o que explica a constante necessidade de criar espantalhos para desviar a atenção do público do que lhe é roubado e explicar a miséria que seu saque provoca por outras causas. O espantalho perfeito é a corrupção de todos só pelos políticos, quando estes são apenas submissos de quem financia suas eleições, para que estes protejam seus privilégios no mercado”. Escreveu o sociólogo.

Uma das consequências dessa corrupção dos Bancos e empresários e os políticos espantalhos, é a crise cada dia mais grave dos trabalhadores, e pobres. Ao todo hoje são 13 milhões de trabalhadores desempregados. Desses, segundo o Instituto brasileiro de geografia e estatística, IBGE, 3,8 trabalham autônomos, para ganhar o alimento da família. Outros 1,7 milhões estão procurando emprego há dois anos e não conseguem.

O governo Bolsonaro serve fielmente aos donos do dinheiro e não tem menor respeito pelos trabalhadores e os pobres. A questão é, até quando a população esmagada vai sofrer calada.

 

Se a Amazônia está muito quente não culpe o sol

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NOTÍCIA PARA Rio Mar  11.11.2019

Boa tarde Gecilene e você, escutando nosso programa de fim de tarde. Semana passada estive aí em Manaus por três dias, num importante encontro da Rede de Notícias da Amazônia. Pude sentir o quanto você e muitos sofrem com o calor forte, especialmente à tarde e noite. Aja ventilador e central de ar, não é mesmo? Mas por que tanto calor? Não pode ser apenas por causa do verão, nem porque Manaus está em plena Amazônia. Santarém sofre do mesmo mal, calor intenso, um pouco menos, porque aqui temos dois rios abertos com boa ventilação. Mesmo assim, um ignorante engenheiro teve a audácia de mandar derrubar várias mangueiras de uma rua ajardinada, simplesmente para abrir canal para saneamento. Assim Santarém fica mais quente por causa da falta de uma secretaria de infraestrutura com noção de cidadania. Será que coisa semelhante acontece em Manaus?

Pois bem, repare alguns fatos que explicam o aumento de calor em Manaus, no Amazonas e em toda nossa Casa Comum. De acordo com informações de pesquisadores do Instituto do homem da Amazônia, IMAZON e do Instituto de pesquisas espaciais INPE, em Setembro deste ano o desmatamento na Amazônia chegou a 802 quilômetros quadrados, 80% mais do que em setembro do ano passado. Praticamente em todos os estados da Amazônia aconteceram matas derrubas, inclusive no Estado do Amazonas.

Escute mais essa: já nestes primeiros dez dias de outubro caíram por terra 555 quilômetros de mata destruída. Imagine quantos quilômetros mais serão no fim do mês.

Como explicar tanta destruição? Simples, os invasores em busca de lucro a qualquer custo, fazendeiros, sojeiros, mineradores, entre outros.  Esses fazem essas desgraças porque tem um governo que não dá importância para os povos da Amazônia e despreza os indígenas. Daí, deixa órgãos fiscalizadores sem recursos, como IBAMA e ICMBIO e pronto, aguente o povo de Manaus, Santarém e toda a região a sofrer as consequências.

Mas até quando vamos suportar humilhados e de braços cruzados? Pense você.

Se Deus é por nós, quem será contra nós?

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Análise da semana NOSSA Voz é Nossa Vida 10.11.2019

Vale a pena nós revisarmos a semana que passou refletindo sobre algumas situações à luz da Boa Nova de Jesus de Nazaré.  Então vá fazendo um retrospecto da semana por onde você andou e o que envolveu você, e que lhe fez refletir.

Por aqui, trago à nossa reflexão três fatos que considero bem relevantes. O primeiro aconteceu em Manaus. Quinta feira estávamos na assembleia anual de diretores da Rede de Notícias da Amazônia RNA. Éramos 11 onze diretores das 20 emissora sócias da RNA. Se você é um/a ouvinte fiel dos programas de notícias e educação ambiental da RNA, sabe que oferecemos notícias importantes das lutas sociais dos povos tradicionais da Amazônia, notícias que não saem nos canais de televisão e rádios comerciais. Se ainda não escutou a RNA então, crie juízo e sintonize a Rádio Rural de segunda a sexta feira às 19 horas, logo após a santa missa, para as notícias e aos sábados 7:30 para escutar o programa Caminhos da Amazônia. Pois bem, em Manaus avaliamos nossa caminhada de dez anos de serviço radiofônico e planejamos como melhorar no próximo ano.

Outro fato importante da semana, foi a nomeação do novo bispo para a diocese de Santarém. Aliás, ele vem com novo título de arcebispo, significa líder de uma região eclesial chamada província eclesiástica. Ao longo dos próximos dias você terá mais explicações sobre esse acontecimento. Oramos a Deus que Dom Irineu seja um pastor que anda no meio de seu rebanho, seja um profeta da Amazônia e ajude seu povo a lutar pelo bem viver e cuidado com nossa mãe natureza. Nós o povo de Deus, temos que aprender a ligar nossa fé em Jesus, com o projeto de libertação vivido e ensinado por ele. Pois, como escreveu o apóstolo Tiago, fé sem obras é morta e as obras da fé são vida digna para todos.

Um terceiro acontecimento merecedor de nossa reflexão foi a decisão do Supremo Tribunal Federal, STF lá em Brasília. Finalmente os ministros do STF decidiram respeitar a Constituição Federal, depois de muita vacilação. Confirmaram a regra imutável, de que uma pessoa acusada de crime, só poderá ser condenada depois do processo passar pela última instância e transitar em julgado. Assim, não apenas o ex presidente Lula, mas outros condenados injustamente foram libertados. Há pessoas raivosas que ainda pensam que o STF foi injusto. Um deles é o vice presidente da república General Mourão, justamente um militar que se supõe que aprendeu nos quarteis a zelar pela constituição federal. Veja o que ele disse abertamente: “O Estado de Direito é um dos pilares de nossa civilização, assegurando que a Lei seja aplicada igualmente a todos. Mas, hoje, dia 8 de novembro de 2019, cabe perguntar: onde está o Estado de Direito no Brasil? Ao sabor da política?”  

Imagine que esse homem foi defensor da ditadura militar de 1964. Como ele é ligado a Bolsonaro e foi eleito com ele, numa eleição arranjada com o então juiz Moro, que prendeu erradamente Lula da Silva, agora fala em defesa do Estado de direito, justamente a defesa que fez o STF. Neste caso, não defendemos apenas o ex presidente Lula, mas a defesa da democracia no Brasil que anda muito pra baixo. Basta ver como usam a mudança de lei para prejudicar os trabalhadores, estudantes, esvaziando o SUS e permitindo invasão em terras indígenas. Isso o general Mourão se cala e consente. Nós cidadãos, temos que defender a justiça e o direito como nos falou a Campanha da Fraternidade deste ano.

Lutadores sociais da Amazônia tem seu diálogo

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Editorial  RNA  05.11.2019

Desde terça feira até hoje, estão reunidos em Manaus 10 diretores, das 20 emissoras sócias da rede de Notícias da Amazônia. Junto com coma diretoria e assessores da RNA, estão avaliando a caminhada de dez anos de serviços aos povos da Amazônia e planejando novos passos a partir das inspirações do Sínodo para a Amazônia.

Comunicar não é tão difícil; se comunicar é mais exigente pois precisa ser entendido; porém fazer comunicação em diálogo é necessário muito mais saber escutar, entender o jeito do outro, sua forma de compreender o conteúdo em andamento para ampliar seu conhecimento e sua vontade de ser feliz. Fazer comunicação libertadora na Amazônia é um desafio para quem ousa servir aos povos tradicionais da região, que é um mundo  variado de culturas, linguagens, desafios e violências causadas por quem invade o território para exploraras riquezas e os povos.

Foi por isso que surgiu dez anos atrás a experiência da Rede de Notícias da Amazônia, hoje com 20 emissoras unindo os povos da região através de uma comunicação dialógica, levando em consideração as lutas e esperanças de ribeirinhos, agricultores familiares, povos indígenas e moradores de periferias de cidades. É colocar o rádio como forma de ligar os povos da floresta se entendendo e se inspirando em suas lutas. Nestes dois dias e meio estão reunidos em Manaus, diretores e assessores da Rede de Notícias da Amazônia, fazem uma avaliação e renovam propostas de avançar no serviço de comunicação dialógica a serviço dos lutadores sociais em busca de bem viver, usufruindo das riquezas que a natureza lhes oferece. Ao mesmo tempo esses lutadores sociais combatem os ambiciosos semeadores de sofrimentos dos nativos violentando a floresta, os rios e o subsolo da Amazônia.

Os diretores da Rede de Notícias estão mais comprometidos com a missão comunicacional, inspirados agora com a conclusão do sínodo da Amazônia. Um dos compromissos assumidos é cultivar a ecologia integral, incluindo a ecologia econômica, social, política e a ambiental.

A escravidão de hoje é da consciência

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Análise da semana Nossa Voz é Nossa Vida 02.11.2019

Ontem cristãos e pessoas sem religião, mas que tem saudade dos seus, celebraram o dia de finados, anteontem celebraram o dia de todos os santos. Quem é santo? São aqueles e aquelas que a gente crê que estejam na casa do Pai. Os que foram felizes fazendo outras pessoas felizes. Vários foram reconhecidos pela Igreja com esse título, pela forma intensa como viveram sua fé e solidariedade. Assim, Santos Antônio, Sebastião, Maria mãe de Jesus, e outros milhares. Também há os que não foram ainda patenteados pela Igreja, mas o povo já os reconhecem, como Padre Cícero Romão, e irmã Dorothy. Há também os anônimos que souberam viver intensamente o amor solidário e foram honestos. É digna a festa em homenagem aos santos e santas cultivadas pelo povo. Afinal, são inspiração para todos nós, que podemos ser santos como eles são.

Hoje temos alguns fatos dignos de reflexão, por serem oportunidade de você e eu compreendermos como anda a vida em nossa sociedade. Especialmente a vida de tantos que continuam lutando para o bem viver seu e dos outros. São os que caminham para a santidade.

Primeiro, uma história de alguém que luta e sofre para sobreviver. Encontrei um trabalhador rural lá do Tapajós. Um esforçado pai de família que vive da produção de farinha. Além de peixe que busca para alimentar a família, sua renda vem da venda de farinha. Indaguei quanto ele ganha com a venda de um saco de farinha. Disse que trazendo na cidade vende por 70 reais o saco. Mas tem que trazer mais de um saco, pois as passagens ida e volta levam 60 reais. Na conversa perguntei porque não vendia direto nas tabernas em vez de entregar no atravessador? Ele não tinha experiência disso e tinha pressa de voltar quando vinha à cidade. Mais tarde, passei numa taberna de esquina e perguntei quanto era um quilo de farinha; a pessoa disse que custava 4 reais. Veja só o prejuízo do caboclo. Um saco de 60 quilos vendido no retalho a 4 reais, vai dar 240 reais. A pergunta é, por que o produtor de farinha não vende nas tabernas da cidade? Quando falei depois com o farinheiro do Tapajós sobre o preço vendido na taberna, ele me disse: É mesmo!!! Será que ele e outros vão mudar seu modo de ser escravos?

Outro fato que merece reflexão. Há poucos dias houve uma reunião entre moradores do Lago Grande do Curuai, vereadores e chefe do INCRA em Santarém. Tratavam de busca de melhoria na estrada e serviço de água. No meio da reunião, um morador do médio Lago perguntou ao chefe do INCRA se ele podia desfazer o assentamento PAE Lago Grande. Dizia ele que a Federação da Gleba Lago Grande não fazia nada, só atrapalhava e cobrava mensalidade. O chefe do INCRA não tem como desfazer uma lei federal. A questão é: por que aquele homem se inquietava com o PAE Lago Grande? Antes de haver o assentamento, ele nunca saiu da pobreza, sempre foi submisso aos políticos oportunistas da região. A estrada Translago surgiu graças ao esforço do padre, o posto de saúde melhorado hoje, surgiu graças à pressão sobre o governo estadual. Hoje a maior ameaça aos moradores da gleba Lago Grande é o monstro de sete cabeças chamado ALCOA. Se a multinacional ainda não invadiu o território de lá, foi graças à luta da Federação FEAGLE. Então, será que aquele caboclo estava na reunião defendendo a invasão da ALCOA? Triste vida de pobre sem consciência de classe, que prefere ser cambão dos exploradores.

Incêndios, petróleo nas praias, que mais?

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Editorial RNA – 31.10.2019

Quem mora bem dentro da Amazônia e até quem mora nas cidades da região, talvez tenha dificuldade compreender o tamanho dos impactos provocados por mais este grande desastre causado pela derrama de petróleo nas praias de todo o nordeste brasileiro. Informações dão conta que praias de 200 comunidades de 88 municípios estão contaminadas. Já desse Paraíba até o sul da Bahia famílias de pescadores artesanais está sem poder trabalhar e as famílias estão passando fome. São 20 mil pescadores sem poder trabalhar, além de restaurantes estão parados por falta de peixe para servir aos turistas que desapareceram da região.

Enquanto a desgraça atinge moradores do Nordeste, o governo federal tenta escapar da responsabilidade de cuidar de identificar as causas e a reparação do acidente. Ministros tem inclusive tentado acusar a Venezuela e o Greenpeace como causadores do acidente. Pesquisadores da universidade de Alagoas já identificaram a área geográfica de onde está vindo a derrama de óleo. Inclusive levantam a hipótese de que o óleo está surgindo do fundo mar. Possivelmente por vazamento da extração de petróleo do Pre Sal.

Se nada for feito pelo governo para estancar a derrama de óleo no mar a contaminação poderá chegar nas praias do Rio de Janeiro e até em Portugal. Também a Amazônia poderá ser atingida, pois os ventos podem arrastar as ondas contaminadas á costa do Amapá e de lá pelo rio Amazonas. Vivemos num país desgovernado e as populações sofrem as consequências.