Mês: dezembro 2019

Fim de ano…em qual calendário?

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Análise da semana Nossa Voz é Nossa Vida 29.12.2019

O tempo em si não usa calendário, nós humanos sim. Ainda que, os calendários humanos variam de numeração. Os indígenas marcam o tempo pelo girar da lua cheia, o calendário dos chineses é um, o dos indianos é outro e mesmo o nosso já foi diferente de hoje.

Atualmente em nosso calendário, o tempo marca fim de ano. Durante os dose últimos meses houve coisas ruins como, Aumento de pobreza extrema no país, com um desgoverno perverso, que em vez de atender as necessidades dos trabalhadores, dos estudantes e dos indígenas, só atende interesses dos Bancos, agronegócio e militares. Por conta desse desastre social e político, são hoje 13 milhões de trabalhadores sem emprego e empresas nacionais entregues ao capital privado. Outra desgraças são bilhões de reais jogados fora com a construção da hidroelétrica de Belo Monte, hoje sem funcionar durante cinco meses; também o rio Tapajós degradado com lama e mercúrio dos garimpos.

Mas também aconteceram coisas importantes e cheias de esperança. Três delas expomos aqui para nos confortar. Na América do Sul foram as rebeliões populares no Equador, Colômbia e Chile. Mesmo sendo assassinados vários lutadores, o povo unido força os governantes perversos a mudarem a política destruidora do povo. Continuam cantando “Pueblo unido jamas será vencido”. Exemplos que devem estimular a sociedade civil brasileira.

Outro sinal de esperança aconteceu em novembro. A Justiça federal deu ganho de causa aos lutadores da gleba Lago Grande e sua organização Feagle. Trata-se de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal em face de Alcoa e Matapu Sociedade de Mineração Ltda, sobre suposta ação das rés no Projeto de Assentamento Agroextrativista Lago Grande. Tais ações provocaram impactos socioambientais, sem licença válida para tanto e sem consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais que habitam a região. O juiz condenou as rés a não ingressarem na área do Projeto de Assentamento Agroextrativista do Lago Grande, sem que antes tenha sido realizada a consulta prévia, livre e informada às comunidades, nos moldes da Convenção 169 da OIT, e concedida licença ou autorização minerária pelo órgão competente. Valeu a luta de um povo unido, inclusive com a romaria do Bem Viver, promovida recentemente pela Pastoral da Juventude a região.

Outro grande sinal de esperança ocorreu na semana passada. Dessa vez foi a ação corajosa de 70 indígenas Munduruku, que entraram no museu de história natural em Alta Floresta, Mato Grosso. Resgataram 12 urnas funerárias  roubadas pelas construtoras da hidroelétrica de São Manuel no rio Teles Pires. Elas estavam na cachoeira lugar sagrado dos indígenas. Sem mínimo de respeito aos povos indígenas, foram evadas para o museu em Alta Floresta. No dia do aniversário de Jesus, os corajosos Munduruku retiraram as urnas e levaram para suas terras. Mais um sinal de esperança e de bendita rebeldia. Assim se pode esperar um novo ano bem melhor do que se vai. Certamente que outros sinais de esperança devem ter ocorrido em sua comunidade. Por isso, bem vindo e feliz ano novo em nosso calendário.

 

 

Para anvisa remédio fitoterápico não pode, mas veneno agrícola pode

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Editorial RNA 26.12.2019

Ainda em clima de aniversário do Mestre Jesus, precisamos como ele, estar atentos aos sinais do tempo e saber agir com espírito de fé e busca do reino. Vivemos um momento de trevas no país, mas não podemos esmorecer. Analisemos um ponto da vida amazônica sem  deixar de lado, entre outros tantos. A medicina tradicional, incluindo a fitoterápica, que salva muita gente, especialmente quando a farmácia está muito cara e nem sempre cura.

Algumas pessoas da Amazônia conhecem uma planta chamada moringa. Serve para tratamento de colesterol, próstata e diabete. Há uns meses a agência nacional de vigilância sanitária, proibiu o uso desse medicamento natural. Segundo a agência, a medida foi motivada pelo fato de não haver avaliação e comprovação de segurança do uso da espécie Moringa oleifera em alimentos. Além disso, foi constatado que há inúmeros produtos denominados e/ou constituídos de Moringa, que vêm sendo irregularmente comercializados e divulgados, com diversas alegações terapêuticas não permitidas para alimentos, como por exemplo: cura de câncer, tratamento de diabetes e de doenças cardiovasculares, entre muitas outras”.

Curiosamente, a Organização das Nações Unidas FAO tem outra explicação para a importância da Moringa. Descreve como um “gênero de arbustos e árvores com usos múltiplos. Todas as partes da árvore — casca, vagens, folhas, nozes, sementes, tubérculos, raízes e flores – são comestíveis”. Além disso, a entidade afirma que as folhas são ricas em proteínas, vitaminas A, B e C e que os produtos à base da moringa possuem propriedades antibióticas, contra a doença de Chagas, hipotensivas, antiespasmódicas, antiulcerosas, anti-inflamatórias, hipocolesterolêmicas e hipoglicêmicas.

Mas o que causa mais indignação com essa atitude irresponsável da Anvisa é que, proíbe uso de um remédio fitoterápico mas aprova uso de 430 venenos agrícolas no país, quando são cientificamente provados serem altamente perigosos, como é o glifosato.

Outra injustiça da Anvisa para com a população brasileira que bebe refrigerante como a coca cola é o silencia da agência para outro veneno permitido aos consumidores. O instituto nacional de defesa do consumidor IDEC realizou um levantamento de refrigerantes e energéticos que possuem o corante Caramelo IV em sua fórmula. Vale lembrar que esse veneno não está presente apenas em refrigerantes, mas também em energéticos, sucos, biscoitos e até granola . O Idec exigiu que a agência adotasse providências imediatas, tendo em vista a proteção à saúde do consumidor. Isto foi em 2012 mas até hoje não se tem certeza que o veneno foi retirados dos refrigerantes. Moral de mais essa estória: governo protege o capital e dane-se a população.

 

 

Seu nome é Jesus que já foi menino

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Editorial RNA – 23.12.2019

Está chegando mais uma vez, o grande aniversário do jovem Galileu, chamado Jesus. Esse aniversário merece uma reflexão nova, afinal, ele não é mais menino. Ainda muitos insistem em armar o presépio com o meninozinho deitado na manjedoura, com mamãe e padrasto piedosamente a seu lado. Esquecem que aquele menino cresceu, tornou-se um inteligente rapaz. Por ser pessoa muito religiosa, amadureceu sua fé. Rompeu com o tradicionalismo legalista da religião oficial. Assim, interpretando com profundidade os profetas, compreendeu que a verdadeira religião é dar vida e esperança aos pobres.

Jesus de Nazaré abriu novos caminhos para quem sentia que a felicidade real é partilhar sua vida com os outros. Que o céu não é ali, nem um certo dia, mas é aqui e agora, dando vista aos cegos, curando os cochos, expulsando demônios, pois ser feliz é fazer outros felizes.

Quando João Batista no presídio de Herodes manda perguntar se Jesus era o que se esperava, a resposta era essa, o céu é aqui e agora. Quando o jovem galileu iniciou sua missão teve muita paciência com seus seguidores, que o admiravam, confiavam, mas suas cabeças eram tradicionais. Ele repetia sempre que o maior no céu é o que mais se dedica aos outros aqui. Curiosamente ainda hoje boa parte dos seguidores de Jesus, continuam tradicionais, legalistas, piedosos, se comovem ao olhar o menino no presépio, e não o reconhecem na vizinhança.

Pois bem, depois de amanhã ao celebrar o aniversário do jovem galileu, que tal renovar o compromisso de nosso batismo, na linha do Mestre Jesus, que chegou a desafiar dizendo – Pensam que vim trazer a paz? Negativo, vim trazer divisão, pai contra filho, filha contra mãe…. Então, logo após cantarem o tradicional Noite Feliz, emendem cantando: “Seu nome é Jesus Cristo e está com fome, e dorme pela beira das calçadas; e a gente quando o vê passa adiante, dizendo que dormiu embriagado. Entre nós está e não o reconhecemos… Assim podemos nos dizer feliz natal!

o que mais adequado para o aniversário: Noite Feliz ou Seu nome é Jesus Cristo e está na calçada?

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Análise da semana –  Nossa Voz é Nossa Vida – 22.12.2019

Aproxima-se o final do ano e nesta semana acontece o aniversário de Jesus de Nazaré, o Mestre. Por onde ando pergunto às pessoas – que presente vamos dar ao aniversariante? Isto porque crianças de várias idades foram mal educadas a esperar ganhar presente de natal, quando o que se sabe é que quem merece presente é o aniversariante. Então, vá logo pensando o que dar a ele no dia 25 e não pense em flores, ou reza, ele merece algo muito mais importante e você sabe o que pode ser.

Que tal também, sua comunidade fazer uma passagem do tradicional para o atual urgente. Ao terminar de cantar o noite feliz emendar com o canto: Seu nome é Jesus Cristo e está com fome, e dorme pela beira das calçadas e a gente quando vê passa adiante, dizendo que ele está embriagado…

Agora vamos a análise da semana. Pelo clima de Natal a gente é levado apensar em coisas boas, a fazer gestos de solidariedade, de reconciliação. E lembrando a semana que passou, as mulheres organizadas de Belterra deram um presente a muitas pessoas. Realizaram uma feira agroecológica em Santarém. Ofereceram verduras, frutas e doces sem veneno agrícola, tudo muito sadio. Foi um gesto que alimenta a esperança de mais vida sadia.

Olhando para o nosso país, não se tem tempo de esperança.  O governo Bolsonaro só provoca tristeza nos trabalhadores, nos jovens e nos pobres. Observe mais esta mentira presidencial.

Em agosto passado Bolsonaro anunciou fantástico programa chamado Médicos para o Brasil, em substituição ao Mais Médicos de Dilma Roussef. Prometeu 18 mil médicos a serem contratados para atender em prioridade a Estados do Norte e Nordeste. Salários de até R$ 31.000,00 e garantias de hospedagem. Segundo o secretário do Ministério da saúde, o orçamento para 2020 será de R$ 3,4 bilhões de reais para o programa. O ministério informou que nos dois primeiros anos, os profissionais que fizerem a especialização, receberão uma bolsa no valor de R$12.000,00, com gratificação de R$3.000,00 para os que forem para locais remotos e mais R$ 6.000,00 para quem for trabalhar em aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas.

Essa notícia saiu nestes dias numa emissora de Santarém, mas ela já estava anunciada em agosto passado. Deveria iniciar em novembro, que já passou e até agora não se tem notícia do tal fantástico programa. Será verdade ou será mentira? Já os 8.500 médicos cubanos que tanto bem fizeram, recebendo um baixo salário foram expulsos. Quem foi tratado por algum deles deve sentir falta.

Enquanto isso, em Santarém, nesses dias antes do aniversário de Jesus, falta água e vários bairros. Até no bairro da Aldeia que tem fonte na praça Tiradentes, faltou água também. A Cosanpa vai aos trancos e barrancos há mais de 15 anos. De repente, o prefeito decide romper o contrato mandando a Cosanpa às favas. E agora? Você acredita que vai resolver o problema da água na cidade? Possível é, já que água temos abundante ao redor, além de que estamos em cima dum imenso aquífero Alter do Chão. Caso a prefeitura fazer uma séria troca de empresas e tenha compromisso com a população, exigindo que a água não se torne mercadoria geradora de lucro para quem assumir o serviço. Se assim for, o prefeito merecerá aplausos e até uma estátua na praça. Mas se for troca de seis por meia dúzia e fonte de lucro para empresa, ele deverá ser amaldiçoado e nunca mais assuma cargo público. Afinal chega de humilhação da população. Apesar dos pesares desejamos um Natal de paz e alegria.

Dizem que toda paciência tem limites

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Editorial RNA  11.12.2019

Países vizinhos, estão passando momentos difíceis para os pobres e trabalhadores. Grande número de pessoas desempregadas, muitos idosos sem conseguir sobreviver com mixaria de aposentadoria, jovens sem poder estudar universidade e Bancos e empresários cada vez mais ricos. No Equador, presidente eleito há pouco enganou os eleitores e cortou direitos dos trabalhadores; no Chile, há anos os Bancos e grandes empresas ganham fortunas e os pobres vivem na miséria; na Colômbia, depois de tantos mortos, agora é o próprio governo que corta direitos dos pobres.

Mas a paciência desses povos irmãos se acabou e foram pra rua exigir justiça social. Morreram vários, na Colômbia, no Chile e Equador, mas não recuaram. Na Argentina, o presidente massacrou os pobres por quatro anos, nas recentes eleições o povo elegeu novo presidente mais confiável. E assim está acontecendo nos países vizinhos.

Aqui em nosso Brasil, você está satisfeito/a com seu prefeito e vereadores? satisfeito com seu governador e deputados? Olhando o governo federal a partir do que está acontecendo em nossa Amazônia, você está satisfeito/a com o presidente e seus ministros?

Estamos chegando ao fim do ano e precisamos avaliar nossos governantes. Pois no próximo ano haverá eleições para prefeito e vereadores em nossos municípios. Em dois anos será nova eleição para deputados, senadores e presidente da república. Há poucos dias saiu uma informação de que o atual ministro da justiça, Sérgio Moro, enviou a Força nacional ao Maranhão para garantir segurança aos indígenas Guajajara. Tudo indica que será gasto de dinheiro, pois os soldados chegaram hoje, quando os indígenas foram mortos na semana passada. Você acha que os assassinos madeireiros ficaram esperando pela polícia? Por que o tal ministro demorou tanto a tomar uma decisão tão urgente?

E agora falam que ele será candidato a presidente da república em 2022. Você votará numa figura dessas? Se como ministro da justiça ele não garante a segurança dos pobres, o fará como presidente? Está na hora de a gente começar a se mirar nos irmãos do Chile, Colômbia e Equador.

Aterro sanitário não é lixão prefeito

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Análise da semana  Nossa voz é Nossa Vida  15.12.2019

Convido você a refletir sobre um acontecimento da maior importância para todos nós e a mãe Natureza do planeta. Ontem encerrou em Madri, na Espanha a COP 25 conferência das partes sobre o clima. Você pode até perguntar, mas o que essa tal de COP 25 tema ver conosco aqui na Amazônia? Pois é, líderes de 196 países se reuniram para ver se chegavam a um acordo para diminuir a poluição do planeta. Os cientistas dizem que continuando nesse ritmo até o ano 2050, a vida na terra será impossível. A conferência encerrou ontem sem acordo. Isto porque países como Estados Unidos da América do Norte, Rússia e Brasil, não aceitam diminuir uso intensivo de petróleo, desmatamento e uso de venenos agrícolas. Argumentam que não podem parar seu desenvolvimento econômico. O Ministro de meio ambiente Ricardo Salles do Brasil, mesmo arrogante passou a maior vergonha entre seus colegas.

O Brasil é um dos cinco países que mais poluem o planeta. E não é só por desmatamento, queimadas e hidroelétricas. O lixo também é outro causador da produção de gás carbônico e metano. Também nós aqui no Oeste do Pará contribuímos bastante para esse desequilíbrio do clima. A cidade de Santarém descarrega 150 toneladas de lixo cada dia, no lixão do Perema. Além disso, há mais de dez lixões em esquinas da cidade. O problema do lixo é também de Belterra e Mujuí, além de comunidades rurais. Por exemplo, o lixo de sua casa como é descartado? Jogado no quintal? Queimado? Jogado na estrada?

Vejamos a questão da responsabilidade do gestor público com a questão do cuidado com o lixo. O lixão do Perema era para ser um Aterro Sanitário. Em 2017 o prefeito atual esteve na Alemanha e firmou acordo de cooperação com o governo alemão para o tratamento do lixo urbano. Segundo informações, já em 2015, a Prefeitura de Santarém e o Governo da Alemanha firmaram a cooperação financeira, sendo que em 2017 ocorreu o repasse de € 300 Mil Euros, aproximadamente R$ 1 Milhão e 350 mil Reais, por meio do Projeto 50 Parcerias Municipais para o Clima. Os recursos seriam para a aplicação na gestão de resíduos sólidos de Santarém, que contempla a aquisição de um trator e a construção de três galpões para atender os serviços de reciclagem de resíduos no Aterro de Perema.

Se fosse um aterro sanitário como apoiava o governo alemão, haveria seleção de lixo orgânico do lixo sólido, como vidro, alumínio, ferro e plástico. Algum tempo atrás ainda houve um anúncio de que um carro sairia uma vez por semana recolhendo apenas lixo não orgânico na cidade. Algo aconteceu que foi apenas um ensaio. Hoje quem tem um pouco de sensibilidade não sabe o que fazer com garrafas, objetos descartáveis, pilhas e plásticos. Talvez seja isso o que fez o representante do governo alemão, que esteve recentemente em Santarém, voltar decepcionado com dinheiro que trouxe, mas não pode aplicar. Informações não oficiais garantem que a prefeitura de Santarém não cumpriu sua parte no acordo do que seria um aterro sanitário. O prefeito deve uma explicação à sociedade porque deixou voltar recurso da cooperação tão necessária para o saneamento básico do município.

A questão do equilíbrio do clima no planeta é caso sério para, chefes de governos, secretarias ambientais e para nós próprios cidadãos, que geramos vários tipos de lixo e que se não levarmos a sério a busca de um outro mundo melhor, as crianças e jovens de hoje, chegarão daqui a 30 anos morrendo asfixiados e com doenças violentas.

 

Com tantas violações aos direitos humanos, como ele pode continuar?

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Editorial RNA 12.12.2019

Desculpe a insistência, mas até quando vamos suportar tanta irresponsabilidade e desprezo do governo Bolsonaro pelos povos da Amazônia e do país todo? Até quando o presidente e seus ministros vão cuspir em nossos rostos e dignidade, destruindo a vida na Amazônia e no país?

O Conselho Nacional de direitos humanos publicou recentemente o resultado de um levantamento feito sobre as violações aos direitos humanos pelo presidente da República. A direção do Conselho afirma que Bolsonaro violou ao menos 36 vezes os direitos humanos do povo brasileiro. Um exemplo foi quando ele afirmou que não há fome no Brasil. Ignorou simplesmente que pesquisa garante, que ao menos 16 milhões de brasileiros vivem hoje em extrema miséria. Significa fome. O programa Bolsa Família é um espelho da situação. Outro exemplo de violação de direitos, foi quando o presidente afirmou que no Brasil não existe trabalho escravo e por isso é contra as penalidades a donos de agronegócio acusados pelo Ministério do Trabalho.

Mais grave é a questão da liberação de venenos agrícolas pelo Ministério da agricultura, através da Agência de vigilância sanitária. Esta é outra grave violação de direitos humanos. Anvisa publicou há poucos dias, relatório, admitindo que metade dos alimentos vegetais consumidos no país, estão contaminados por agrotóxicos. Entre outros estão, o abacaxi, alface, laranja, manga, arroz, cenoura, pimentão, tomate. Mas com a maior cara de pau, os técnicos da agência nacional de vigilância sanitária afirmam que esses alimentos são seguros para a saúde humana. Ao mesmo tempo, Bolsonaro, em seu primeiro ano de governo liberou para uso na agricultura, 450 tipos de venenos agrícolas. Isto revela que o governo criminoso não tem compromisso com o povo brasileiro, mas simplesmente com empresas e agronegócio.

Daí a questão: até quando vamos suportar humilhados tantas violações a nossos direitos?

Quando virá o dia?

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Editorial RNA 11.12.2019

Países vizinhos, estão passando momentos difíceis para os pobres e trabalhadores. Grande número de pessoas desempregadas, muitos idosos sem conseguir sobreviver com mixaria de aposentadoria, jovens sem poder estudar universidade e Bancos e empresários cada vez mais ricos. No Equador, presidente eleito há pouco enganou os eleitores e cortou direitos dos trabalhadores; no Chile, há anos os Bancos e grandes empresas ganham fortunas e os pobres vivem na miséria; na Colômbia, depois de tantos mortos, agora é o próprio governo que corta direitos dos pobres.

Mas a paciência desses povos irmãos se acabou e foram pra rua exigir justiça social. Morreram vários, na Colômbia, no Chile e Equador, mas não recuaram. Na Argentina, o presidente massacrou os pobres por quatro anos, nas recentes eleições o povo elegeu novo presidente mais confiável. E assim está acontecendo nos países vizinhos.

Aqui em nosso Brasil, você está satisfeito/a com seu prefeito e vereadores? satisfeito com seu governador e deputados? Olhando o governo federal a partir do que está acontecendo em nossa Amazônia, você está satisfeito/a com o presidente e seus ministros?

Estamos chegando ao fim do ano e precisamos avaliar nossos governantes. Pois no próximo ano haverá eleições para prefeito e vereadores em nossos municípios. Em dois anos será nova eleição para deputados, senadores e presidente da república. Há poucos dias saiu uma informação de que o atual ministro da justiça, Sérgio Moro, enviou a Força nacional ao Maranhão para garantir segurança aos indígenas Guajajara. Tudo indica que será gasto de dinheiro, pois os soldados chegaram hoje, quando os indígenas foram mortos na semana passada. Você acha que os assassinos madeireiros ficaram esperando pela polícia? Por que o tal ministro demorou tanto a tomar uma decisão tão urgente?

E agora falam que ele será candidato a presidente da república em 2022. Você votará numa figura dessas? Se como ministro da justiça ele não garante a segurança dos pobres, o fará como presidente? Está na hora de a gente começar a se mirar nos irmãos do Chile, Colômbia e Equador.

Até onde e até quando irá o massacre?

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Notícia para Rio Mar 09.12.2019

Boa tarde Gecilene, boa tarde ouvinte da emissora questionadora de Manaus. Pense e responda pra você mesmo/a: até onde quer chegar o governo Bolsonaro em destruir os povos indígenas? E também provocar milhões de desempregados no país? Que direito tem um presidente que hoje está no poder e em breve estará fora, perseguir os indígenas e dar preferência para mineradores e madeireiros? Confira uns fatos e tire suas conclusões.

Primeiro, o povo Guarani no Mato Grosso do sul tem sido massacrado, seus líderes tem sido assassinados e nenhum fazendeiro é punido, nenhum pistoleiro foi preso. Há poucos meses um cacique xucuru na Bahia foi assassinado e os matadores não foram presos; dois meses atrás um cacique wainpi foi morto no Amapá e a polícia federal não achou o assassino e ficou por isso mesmo.  Na última semana foram assassinados dois indígenas guajajara no Maranhão, na sequência de outro cacique assassinado meses atrás. O ministro da Justiça prometeu enviar polícia federal investigar, mas até agora nenhum assassino foi identificado e preso.

Aí chegamos ao Estado do Amazonas. Dois casos para você tirar conclusões e verificar a perversidade do governo Bolsonaro para com os povos indígenas. Primeiro, assassinaram o indígena Tuiuca de nome Humberto Peixoto. Mataram o rapaz e não se sabe o motivo, mas se pode imaginar que ele era indígena. Além de tudo isso, o presidente Bolsonaro acaba de nomear um fuzileiro naval para coordenador regional da FUNAI no Alto Solimões. Os indígenas daquela região, não suportando mais tanto abuso de poder do presidente ameaçam interditar o aeroporto internacional de Tabatinga.

Para completar a irresponsabilidade do homem que ousou ser presidente de uma nação, com mais de 850 mil indígenas, com dezenas de terras ancestrais ainda não regularizadas pelo governo. Pois bem, Bolsonaro afirmou publicamente que em seu governo não irá regularizar nem um metro de terra indígena. Em outro momento afirmou que o que interessa são os minérios que estão nas terras indígenas. Então ouvinte, Você calcula onde quer chegar o irresponsável presidente do Brasil? E você ainda bate palmas a ele?

O que ministro do meio ambiente foi fazer na COP-25? vergonha!

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Notícia para Red PAnamazónica  – 05.12.2019

Em Madri acontece a Conferência das Partes, COP-25, um momento decisivo para o presente e futuro do clima e do planeta. Como está situado o Brasil neste importante encontro de nações? Infelizmente uma vergonha total. Somos o sexto país maior produtor de gazes de efeito estufa. Com queimadas, desmatamento crescente, descuido com derramamento de petróleo na costa marítima, sem cuidados imediatos por parte do Ministério do meio ambiente, tudo isso e mais explica a vergonha que passa o país entre seus parceiros.

A conferência das Partes começou encarando a emergência do clima e as greves pelo clima, lideradas pela jovem sueca Greta Dumberg. Enquanto cientistas clamam que a situação chega bem próximo do sem retorno para a vida no planeta, os desastres se multiplicam na terra.

O representante brasileiro, ministro do meio ambiente, é arrogante, sem admitir que a Amazônia esteja muito deflorestada. Ricardo Salles, que nega a causa humana das mudanças do clima, chega a Madri para impor uma chantagem: o Brasil condiciona sentar na mesa para negociar a receber dinheiro pela redução de governos passados do desmatamento na Amazônia – US$ 10 bilhões por ano, segundo declarou ministro à imprensa, o equivalente a 10% de toda a finança climática prometida pelos países desenvolvidos a partir de 2020.

Na ausência de de bom senso e responsabilidade que impeça o ministro Salles de agir na negociação com o mesmo zelo com que cuida das florestas, há um enorme risco de o Brasil se isolar em Madri, e de ver a imagem do país junto à comunidade internacional sair ainda pior do que irá chegar na Conferência das Partes, a COP-25.