Para anvisa remédio fitoterápico não pode, mas veneno agrícola pode

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Editorial RNA 26.12.2019

Ainda em clima de aniversário do Mestre Jesus, precisamos como ele, estar atentos aos sinais do tempo e saber agir com espírito de fé e busca do reino. Vivemos um momento de trevas no país, mas não podemos esmorecer. Analisemos um ponto da vida amazônica sem  deixar de lado, entre outros tantos. A medicina tradicional, incluindo a fitoterápica, que salva muita gente, especialmente quando a farmácia está muito cara e nem sempre cura.

Algumas pessoas da Amazônia conhecem uma planta chamada moringa. Serve para tratamento de colesterol, próstata e diabete. Há uns meses a agência nacional de vigilância sanitária, proibiu o uso desse medicamento natural. Segundo a agência, a medida foi motivada pelo fato de não haver avaliação e comprovação de segurança do uso da espécie Moringa oleifera em alimentos. Além disso, foi constatado que há inúmeros produtos denominados e/ou constituídos de Moringa, que vêm sendo irregularmente comercializados e divulgados, com diversas alegações terapêuticas não permitidas para alimentos, como por exemplo: cura de câncer, tratamento de diabetes e de doenças cardiovasculares, entre muitas outras”.

Curiosamente, a Organização das Nações Unidas FAO tem outra explicação para a importância da Moringa. Descreve como um “gênero de arbustos e árvores com usos múltiplos. Todas as partes da árvore — casca, vagens, folhas, nozes, sementes, tubérculos, raízes e flores – são comestíveis”. Além disso, a entidade afirma que as folhas são ricas em proteínas, vitaminas A, B e C e que os produtos à base da moringa possuem propriedades antibióticas, contra a doença de Chagas, hipotensivas, antiespasmódicas, antiulcerosas, anti-inflamatórias, hipocolesterolêmicas e hipoglicêmicas.

Mas o que causa mais indignação com essa atitude irresponsável da Anvisa é que, proíbe uso de um remédio fitoterápico mas aprova uso de 430 venenos agrícolas no país, quando são cientificamente provados serem altamente perigosos, como é o glifosato.

Outra injustiça da Anvisa para com a população brasileira que bebe refrigerante como a coca cola é o silencia da agência para outro veneno permitido aos consumidores. O instituto nacional de defesa do consumidor IDEC realizou um levantamento de refrigerantes e energéticos que possuem o corante Caramelo IV em sua fórmula. Vale lembrar que esse veneno não está presente apenas em refrigerantes, mas também em energéticos, sucos, biscoitos e até granola . O Idec exigiu que a agência adotasse providências imediatas, tendo em vista a proteção à saúde do consumidor. Isto foi em 2012 mas até hoje não se tem certeza que o veneno foi retirados dos refrigerantes. Moral de mais essa estória: governo protege o capital e dane-se a população.

 

 

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