Outros

Analisar a situação e agir com sabedoria

Postado em

Análise da semana  Nossa Voz é Nossa Vida  21.07.2019

Nem só ativismo, nem só meditação, hoje como no tempo de Jesus na Galileia, seus amigos/as precisamos  meditar, analisar o que está acontecendo ao nosso redor, prejudicando muitas pessoas e como seguir as orientações do mestre, ao mesmo tempo, analisando e agindo para expulsar os demônios, curar os enfermos do corpo e do espírito, para o reino de Deus se tornar presente. Esta é uma conclusão que se tira do Evangelho que hoje é proclamado em muitas celebrações comunitárias.

Então, em que regime social político  vivemos hoje no Brasil e em nosso município? Democracia Imperialismo? Ditadura? Anarquia?…

De acordo com o dicionário, democracia é um regime  político/ social, onde todas as decisões de vida coletiva tem origem no povo, com o povo e para o bem do povo. São representantes do povo e não independentes. Todas as decisões que tomam vereadores,  prefeitos, deputados, governadores, senadores e  presidente devem passar pela consulta  à sociedade. Uma forma de os representantes escutarem o povo é seguir rigorosamente a Constituição nacional.

Então, responda: o regime político que administra Monte Alegre é democracia? E os de Alenquer, Curuá e Belterra, estão respeitando a democracia? E aqui em Santarém, da forma como vereadores e prefeito estão administrando o município, pode se dizer que é democracia?

Posso imaginar sua resposta… mas daí segue outra questão:  e se não é um regime democrático o de seu município, o que fazer? Cruzar os braços?… Murmurar e rogar praga pra eles?… Outra questão, como você analisa o governo federal, incluindo presidente, deputados, senadores e ministros, estão eles respeitando a Constituição nacional?  Consultaram o povo antes de entregar a melhor fábrica de aviões brasileiros a uma empresa estrangeira? E o governo do Pará consultou o povo antes de entregar as terras públicas do Estado para quem quiser ocupar? E o prefeito de Santarém, consultou ao menos as organizações populares que utilizam ônibus diariamente, antes de fazer uma nova licitação e aceitar uma empresa que não cumpriu  o contrato e os ônibus novos não apareceram?

Essas perguntas são aqui levantadas para  você e seus vizinhos analisarem no seu grupo de oração, de CEB, de sua igreja evangélica. Lembre que Jesus elogiou sua amiga Maria por escutá-lo, mas elogiou também Marta por agir, buscar solução. Nem só escutar, nem só agir sem pensar.

Se os regimes político sociais  que estão ocorrendo em seu município, sua cidade e sua comunidade, não são democracia, o que temos que fazer como seguidores de Jesus? Se seu prefeito já foi condenado pela justiça por erros administrativos, como no caso de Monte Alegre e Alenquer, você ainda vai ficar conformado/a? se os vereadores não respeitam as decisões da sociedade organizada, como no caso de Santarém, você ainda vai votar neles um dia? E o caso do presidente da república que toma decisões sobre facilitar a entrada de fazendeiros e mineradoras nas terras indígenas? Você ainda afirma que ele é um democrata? E como aceitar essa confusão da nova empresa de ônibus em Santarém, que está pondo em risco muitos ficarem sem transporte público, como confiar nas decisões do prefeito e os vereadores?

Dentro de mais um ano e meses, maioria dos  representantes do povo estarão pedindo seu  voto. Qual será sua decisão? E quando chegarem as eleições estaduais e federal, você ainda lembrará os atuais representantes que apoiam prejudicar os trabalhadores votando na destruição da previdência social? Você lembra quem são os deputados e senadores do Pará, que apoiam essa maldade contra os pobres?

Assim, pensando, analisando, precisamos compreender por que Jesus elogiou tanto a Maria que refletia as coisas, como a Marta que agia e buscava soluções. Importante é cuidar da vida de todos.

Anúncios

Até que dia os humilhados ficarão quietos?

Postado em

Notícia para Rádio Rio Mar   15.07.2019

Boa tarde Gecilene, e ouvinte da Rio Mar. Cada dia fico mais preocupado com o que acontece em nosso país e que prejudica tanto os pobres. Fico a pensar, até quando os pobres vão suportar calados todos esses  prejuízos? E os que votaram nesse homem para presidente, será que esses e essas eleitoras ainda acham que ele está salvando o Brasil e que a vida vai melhorar? Observe mais esse golpe nos pobres. Você sabe o que significa Defensoria publica federal, a chamada DPU? Ela foi criada para defender os pobres em conflitos e que Não podem pagar advogados.

Pois bem, EXISTEM 70 DEFENSORIAS PÚBLICAS FEDERAIS no Brasil. Mas o presidente Bolsonaro decide fechar 43 delas agora. Isso mesmo, acabar com 43 defensorias públicas no país. Quantas no Estado do Amazonas serão fechadas, ainda não sei aqui, mas será bom você procurar saber, ouvinte. O presidente alega que vai fechar por questão de economia do dinheiro público. Você acredita nessa potoca? O Deputado goiano, Jorge Kajuru pesquisou e garante que o nossos impostos que vão para os cofres públicos o governo gasta um trilhão de reais por anos para sustentar salários e benefícios de 70 mil políticos , de federais a municipais.

A situação de nosso país é muito grave. Igor Roque, presidente da associação nacional de defensores públicos federais garante que que o governo federal quer matar por falta de recursos todas as defensorias públicas do país. Diz mais ele: ”Tudo o que é contra a maioria é difícil. E é uma contradição, porque a Defensoria defende a população vulnerável, o negro, o pobre, a mulher, o indígena, as comunidades tradicionais, e numericamente esse grupo de pessoas é infinitamente superior ao rico, branco, letrado no Brasil. Só que a maioria numérica que a gente defende não é maioria política. A população do interior ficaria desguarnecida. É um retrocesso inimaginável”, garante Igor Roque.  Mais uma informação aos paraenses que vivem em Manaus. Santarém, com seus 300 mil habitantes, tem um escritório da Defensoria pública federal para atender 15 municípios do Baixo Amazonas. Está ameaçada de fechar. No Amazonas, pela informação que recebi, só há uma defensoria pública federal na capital , durma com essa ouvinte.

 

Quem é próximo de quem no Brasil?

Postado em

Análise da semana   Nossa Voz é Nossa Vida  – 14.07.2019

Para os cristãos e pessoas éticas, o Evangelho proclamado hoje em muitas igrejas, chama atenção sobre o que é ser próximo de alguém no mundo atual. Quem é o próximo, o que é ajudado, ou quem é solidário com o necessitado. E este é apenas a pessoa que se aproxima de mim, ou pode ser o bairro, ou a comunidade necessitada? No texto do evangelho, Jesus pensa diferente do outro da lei.

Pensamento semelhante ao do fariseu continua existindo ainda hoje, mesmo entre pessoas religiosas. Alguém sente consciência tranquila porque deu um dinheiro ao mendigo, ou deu um conselho orientador a uma pessoa em crise. Mas, como ser o próximo do bairro ou da comunidade carente  de melhoria, com esgoto a céu aberto, ruas esburacadas, posto de saúde sem medicamentos, sem enfermeira. Por que os problemas são se repetindo na comunidade, a associação de moradores tem um presidente fraco e sem compromisso, mas pessoal reclama, fala mal dele, mas não toma atitude em defesa do bem comum.

Vamos tomar um caso mais amplo e bem recente na cidade de Santarém. A questão do serviço de transporte público. A maioria dos residentes e visitantes da cidade necessita de ônibus para se locomover. São cerca de 45 bairros periféricos, as ruas em boa parte estão abandonadas pelo poder público, os ônibus em circulação, são inconvenientes por vários motivo, inclusive pela forte descarga de fumaça poluindo as ruas e as pessoas. De repente, o prefeito deu a impressão de cuidar da melhoria do transporte público. Porém, sem chamar as associações dos bairros, sem consultar os movimentos populares, decidiu fazer uma licitação para botar ordem na situação. Promoveu uma licitação fechada, estranhamente nenhuma empresa de Santarém ganhou a licitação que ficou para uma nova empresa. Possivelmente porque nenhuma está equipada para oferecer um bom serviço. A nova empresa vencedora garantiu operar na data combinada com o prefeito, com toda uma frota de ônibus novos, ou semi novos. Tudo combinado em gabinete. Agora chegou o dia da apresentação dos novos ônibus e não apareceram nem os motoristas, nem os pneus. O que aconteceu? Ninguém,  sabe. Nem o prefeito sabe, nem os vereadores. Só um milagre fará chegarem 100 ônibus  novos nas ruas Santarém na data final dia 14 hoje, ou dia 17.

Até aqui, mais uma decisão autoritária do prefeito municipal, além de outras que ele tem tomado, como a terceirização do hospital municipal e a privatização da distribuição de água. Mas não se pode esquecer  a indiferença dos moradores da cidade, especialmente os que necessitam o transporte público diariamente. Não se ouve reação das associações de moradores, nem de sindicatos. Quem salvou a lavoura foi a Ordem dos Advogados em Santarém, que chamou os envolvidos para esclarecer como ficará a situação, caso a empresa ganhadora da licitação não cumprir o compromisso.  A OAB é quem se tornou o próximo dos ameaçados de perderem transporte público em breve. Portanto, como afirmou o mestre Jesus, o próximo é quem é solidário com os outros e não os necessitados em si. Daí, ouvinte, como também Jesus concluiu ao doutor da lei – Vai e faz o mesmo! Olha teu bairro, tua comunidade, teu território e faz o mesmo que fez o samaritano.

Veja quais deputados de seu Estado votaram pela desgraça

Postado em

Editorial  RNA  12.07.2019

Numa época e que a sociedade está tão egoísta e desigual. Quando mais de 13 milhões de trabalhadores estão desempregados é aí que os políticos ampliam seu egoísmo. Aí que o governo Bolsonaro estica a corda da humilhação ao povo brasileiro, em especial nos milhões que o elegeram presidente. Para aprovar a criminosa deformação da previdência, ele libera 5 bilhões de reais para comprar votos dos deputados oportunistas. Dos 510 deputados, ontem 379 votaram pela reforma da previdência, o presidente da Câmara chorou de emoção e apenas 171 foram contra a tal deformação.

Para que você cidadão e você cidadã  dos sete estados da Amazônia ficar sabendo quantos dos seus ditos representantes votaram contra você, procure identificar que são eles. Observe os números: Votaram contra os trabalhadores e pela deformação da previdência,  sete dos oito do Acre; também sete dos oito do Amazonas, cinco dos oito do Amapá, 14 dos 18 do Maranhão, 13 dos 17 do Pará, seis dos oito de Rondônia; e sete dos oito de Roraima. Ao todo, foram 59 deputados de sete estados  Amazônia que votaram criminosamente contra os trabalhadores e os pobres. Apenas 16 deles votaram contra a deformação e perderam.  Fica para você eleitor/a identificar quais foram os inimigos dos trabalhadores que preferiram apoiar o presidente Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes e suas mentiras. Se eles dizem que essa reforma vai gerar uma economia de um trilhão de reais em dez anos,  como ele gasta 5 bilhões para comprar votos de deputados oportunistas? E como pode o governo federal alegar ameaça de fim de dinheiro para previdência, se ao mesmo tempo os deputados incluem no novo texto a isenção de contribuição para previdência os exportadores rurais de soja, milho e outros grãos?

Para completar a imoralidade dos deputados que aprovaram a deformação da previdência, escute mais essa indecência. Segundo informação do deputado Jorge Kajuru de Goiás, que votou contra  a mudança, os seus colegas aprovaram o golpe nos trabalhadores, mas não mudaram nada de seus altos salários e mordomias. Kajuru afirma que juntando salários, vantagens e benefícios o governo retira dos cofres da nação cerca de 500 bilhões de reais por ano. Para estes não tem reforma. Então, diante desses crimes você ainda vai votar nesses políticos de seu Estado? Ainda vai votar em candidatos a vereador e refeito de sua cidade e que são dos partidos que mudaram a Previdência social contra os trabalhadores? Você decide.

O que comemos hoje nos ensinaram amazônidas 1000 anos atrás

Postado em

Notícia para Rio Mar  –  08.07.219

Boa tarde Gecilene e ouvinte da emissora mais poderosa do Amazonas, porque seu alcance vai mais distante do que todas as outras.  Há uma cantiga de comunidades que diz algo significativo para todos nós. Diz assim: “olhando o passado, pra viver bem o presente visando o futuro”. Esta frase chamou minha atenção, quando hoje li uma informação sobre a vida dos antepassados no Estado do Amazonas, que nos convoca a refletir na importância de nossas culturas e modos de viver.

Estudos de arqueologia indicam que nossos antepassados deixaram costumes que ainda hoje cultivamos, sem nos dar conta de onde aprendemos. Arqueológos garantem que 500 anos antes de espanhóis e portugueses invadirem o Brasil, já viviam milhões de pessoas em toda a Amazônia. Uns pesquisadores calculam que eram mais ou menos 5 milhões, que falavam mais de cem idiomas próprios.

Digno de nota hoje, são as pesquisas feitas no município de Tefé, que revelam coisas que podem nos orgulhar. Sitios arqueológicos escavados na comunidade Boa Esperança daquele município, revelam que muito antes da invasão dos bárbaros portugueses e espanhóis, os milhares de moradores de nossa região já se alimentavam de frutas como cacau, cupuaçu, bacaba, açaí, piquiá e outras frutas que saboreamos hoje, como o tucumã, tão apreciado pelo manauara,  inclusive o sanduiche caboquinho.

Esta informação pode parecer bobagem para umas pessoas, no entanto, elas revelam as riquezas que curtiam os povos amazônidas e ainda hoje curtimos nós. Isso explica como nossos costumes, comidas, ritmos, e linguajar nos distinguem de outros brasileiros do Nordeste e do sul. Por outro lado, nos leva a uma surpresa desagradável,  de constatarmos como somos colonizados hoje mais do que no passado. Por que certas pessoas de Manaus, de Tefé e outras comunidades da grande região, preferem beber coca cola a tomar um vinho de cupuaçu? Por que alguns deixam de comer um tambaqui no caldo grosso, para comer um churrasco mal assado.  Isso nos alerta, que hoje boa parte dos moradores da Amazônia são mais manipulados pela propaganda e culturas estranhas, como a coca cola, do que os moradores de Tefé de 500 anos antes da invasão portuguesa. Que pena!!!

Para ministro já estamos com desmatamento zero!!!

Postado em

Editorial  RNA  05.07.2019

É assustador o que acontece na Amazônia, hoje mais do que antes. Nos últimos 30 anos (1989-2019) Esta  Nossa Casa Comum perdeu 18 por cento de suas florestas, segundo pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas espaciais, INPE. Uma parte renasceu apenas como capoeira, mata secundária, imensos plantios de soja e milho, além de capim de pastos.

Só no mês passado o INPE registrou 920 quilômetros quadrados de floresta destruída . Apenas no dia 30 de junho caíram 150 Kms. quadrados de floresta. Todo esse desastre aconteceu em apenas três estados da Amazônia (Pará 48%; Mato Grosso 16%; Rondônia 10%). Os outros estados derrubaram 2,96%.

E daí? Pensará você ouvinte; E daí? Dirá rindo o fazendeiro, o sojeiro, o madeireiro. Pois é, o que se pode fazer? É impressionante como raciocina o Ministro do meio Ambiente do país, Vicente Salles. Ele afirmou na maior cara de pau o seguinte: “O Brasil tem 5 milhões de kms 2 na Amazônia. A quantidade de quilômetros derrubada foi de apenas 8 mil quilômetros quadrados no ano passado. Então nós já temos um desmatamento zero…” Outro cara de pau, o presidente Bolsonaro afirmou o seguinte ao retornar do encontro internacional do G.20 “ a ampliação de áreas de proteção ambiental dificulta o progresso”. Assim mesmo disse o presidente.

Para quem ainda não mediu as consequências da destruição e suas consequências, só em três municípios do Oeste do Pará (Mujuí, Belterra e Santarém) hoje são 70 mil hectares plantados com soja e milho, onde antes era mata e floresta.

Surpreende o conformismo das populações afetadas pelas graves consequências de tanta destruição. Faltam lideranças populares capazes de unir as forças submetidas a tantas humilhações. Mas é precisar sonhar e buscar formas de acender o fogo da resistência necessária para salvar a floresta, os rios e os povos da Casa Comum. Esperançar como se diz hoje. E nisto a Rede de Notícias da Amazônia precisa assumir sua parte.

Para ministro já estamos em desmatamento zero, meu Deus!!

Postado em

Editorial  RNA  05.07.2019

É assustador o que acontece na Amazônia, hoje mais do que antes. Nos últimos 30 anos (1989-2019) Esta  Nossa Casa Comum perdeu 18 por cento de suas florestas, segundo pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas espaciais, INPE. Uma parte renasceu apenas como capoeira, mata secundária, imensos plantios de soja e milho, além de capim de pastos.

Só no mês passado o INPE registrou 920 quilômetros quadrados de floresta destruída . Apenas no dia 30 de junho caíram 150 Kms. quadrados de floresta. Todo esse desastre aconteceu em apenas três estados da Amazônia (Pará 48%; Mato Grosso 16%; Rondônia 10%). Os outros estados derrubaram 2,96%.

E daí? Pensará você ouvinte; E daí? Dirá rindo o fazendeiro, o sojeiro, o madeireiro. Pois é, o que se pode fazer? É impressionante como raciocina o Ministro do meio Ambiente do país, Vicente Salles. Ele afirmou na maior cara de pau o seguinte: “O Brasil tem 5 milhões de kms 2 na Amazônia. A quantidade de quilômetros derrubada foi de apenas 8 mil quilômetros quadrados no ano passado. Então nós já temos um desmatamento zero…” Outro cara de pau, o presidente Bolsonaro afirmou o seguinte ao retornar do encontro internacional do G.20 “ a ampliação de áreas de proteção ambiental dificulta o progresso”. Assim mesmo disse o presidente.

Para quem ainda não mediu as consequências da destruição e suas consequências, só em três municípios do Oeste do Pará (Mujuí, Belterra e Santarém) hoje são 70 mil hectares plantados com soja e milho, onde antes era mata e floresta.

Surpreende o conformismo das populações afetadas pelas graves consequências de tanta destruição. Faltam lideranças populares capazes de unir as forças submetidas a tantas humilhações. Mas é precisar sonhar e buscar formas de acender o fogo da resistência necessária para salvar a floresta, os rios e os povos da Casa Comum. Esperançar como se diz hoje. E nisto a Rede de Notícias da Amazônia precisa assumir sua parte.